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A Caixa Paralamas por Maurício Valladares

 

Maurício Valladares é amigo de longa data d’Os Paralamas do Sucesso. Foi ele quem levou uma fita demo da banda, em 1982, para a Rádio Fluminense FM. Esta fita continha 4 músicas: Vital e Sua Moto, Patrulha Noturna, Encruzilhada Agro-Industrial e Solidariedade Não. Dali pra frente, tudo seria diferente para os Paralamas – e para MauVal, é claro, que passou a ser o fotógrafo oficial da banda – cargo informal que ocupa desde sempre – e cujos retratos da banda formam uma espécie de biografia imagética da trajetória de Herbert, Bi e Barone. Parte desta história, aliás, está retratada no livro de fotos que ele e os Paralamas lançaram em 2006.

Agora, em 2015, MauVal capturou o espírito de uma nova fase da banda, mas não foi com a usual câmera, e sim com lápis e papel. É dele o texto de apresentação da Caixa Paralamas que foi distribuído aos veículos de imprensa e que, agora, disponibilizamos aqui, para todo mundo poder ler. E descobrir que Maurício é tão bom com o lápis quanto com a câmera na mão.

 

OS PARALAMAS DO SUCESSO 1983 – 2015
Inoxidável – Enverga mas não Quebra

Dia desses, Os Paralamas do Sucesso abalaram as estruturas do Circo Voador, o berço deles, no Rio de Janeiro. O “treme-treme” aconteceu em um dos muitos shows celebrando os mais de trinta anos da banda. É pura tradição Bi-Herbert-João causarem danos irreparáveis à lonas, estádios, teatros, barracos ou por onde mais eles passam com seu circo sônico. Mas o fato que estremeceu a minha carcaça foi perceber o delírio coletivo, a entrega desmedida, o voo de corações & almas proporcionado pelas testemunhas daquele momento mágico.

Acompanho os Paralamas desde seus primeiros dias de vida e essa comunhão com o público sempre foi uma das marcas do trio, sempre! Mas o passar do tempo – são mais de três décadas – coloca diante de nossos sentidos uma brutal novidade que, óbvio, não existia em 1985 (no Rock in Rio), em 1994 (no Estádio Monumental de Nuñes, abarrotado, em Buenos Aires) ou em 2000 (no primeiro show pós recuperação de Herbert, em João Pessoa).

Esse frescor que brotou na Lapa carioca é “simplesmente” a soma do natural envelhecimento dos fissurados no som paralâmico com a eterna juventude das novíssimas gerações que se deixam levar pelo mesmo terremoto de emoções. A galeria de tipos que se coloca diante da música dos Paralamas é algo impossível de ser medido. Ou como João Fera costuma dizer: “não dá pra apertar com a chave”.

Como compreender a importância de uma música? O que ela representa? Por onde ela circulou em nossas vidas? Quantos zilhões de gargalhadas ela gerou? Quantas piscinas de lágrimas ela encheu? O filminho passou diante de minhas lembranças enquanto eles desciam os cabelos em “Mensagem de amor”, “O beco”, “Calibre” e outras tantas tatuagens que carregamos. Ainda bem que ninguém chegou pra mim perguntando: “e aí, curtiu o show?” Afinal, eu não saberia dizer muita coisa sobre a performance do trio.

Minha atenção ficou grudada às reações da plateia, aos jeitos completamente diferentes de esgoelar a mesma música, aos abraços e beijos divididos entre pessoas que mal se conheciam, aos olhares radiantes para o palco, à felicidade coletiva espremida em duas horas de êxtase. É por essas – e muitas outras – que a paixão precisa ser alimentada. O vai e vem de informações não pode ser interrompido, sequer dar uma respiradinha diante da pressa avassaladora de 2015. A cada dia pipocam (youtube & cia) gravações e imagens, até então desconhecidas, para matar a sede da nação paralâmica, digna de um maratonista ao final do percurso.

Para as inoxidáveis conexões seguirem o rumo natural da História, acaba de ser lançada uma caixa com 20 CDs contando as peripécias de João, Bi, Herbert & seus bluecaps. Lá estão dezoito discos originais de carreira e outros dois abarrotados de surpresas. Como raridades realizadas para cinema, discos de amigos, documentários e comercial de TV. Além de um CD com a banda interpretando alguns de seus maiores sucessos em espanhol.

Para manter o cheiro de tinta fresca você conhecerá duas gravações feitas ano passado: “Que me pisen” (da banda argentina Sumo) e “Hablando a tu corazón” (composição dos também portenhos Charly Garcia e Pedro Aznar).

Enfim, não tem jeito, os Paralamas e você são unha e carne. O tempo deixa o nó apertado, cada vez mais grudado.

Ou, se você preferir, pode envergar à vontade, mas não vai quebrar mesmo!


Mauricio Valladares

Fevereiro/2015

Salve MauVal

O eterno parceiro dos Paralamas, Maurício Valladares, é destaque na revista Rolling Stone do mês de janeiro que está nas bancas. E entre vários flagras de gigantes do rock e do reggae internacional, está lá a menção mais do que honrosa à relação fotográfica dele com Herbert, Bi e Barone. MauVal fotografou a banda em todos os discos ate aqui. Não é pouca coisa…

Sessenta anos de Mauricio Valladares

A história dOs Paralamas é feita de duas palavras chaves: música e amizade. Mauricio Valladares é um dos pontos de convergência disso aí. Foi uma referência importantíssima, apresentando músicas e sons, para toda aquela turma que escutava a rádio Fluminense, no início dos anos 80. Seguiu por décadas fazendo isso, que aliás, faz até hoje, cada vez melhor no RoNca RoNca!

Depois, se tornou o primeiro a tocar uma música dOs Paralamas no rádio, dando à banda a chance de ser ouvida e ainda entrevistada. Sonho total pros três caboclos, que só queriam saber de um dia conseguir tocar no Circo Voador.

A amizade foi se refinando e o lado fotógrafo de Mauricio foi entrando na equação. Naquela época, ele já tinha uma ficha corrida de bons serviços prestados à fotografia musical mundo afora, sobretudo da época em que morou na Inglaterra. Toda hora cruzava-se com seu nome na beira da foto de um monstro do rock impressa numa revista brasileira. Com a fotografia, veio a amizade. Mauricio começaria a fotografar Os Paralamas pra nunca mais parar! Já são 30 anos dividindo estradas, amizade, sons e muita diversão pelo mundo afora. Pra quem não se ligou, ele inclusive já tocou em shows com a banda e gravou (sim! gravou!) baixo em “Mormaço”, faixa do disco Brasil Afora. Como se não bastasse, ainda é autor de livro! Sim, é dele a biografia fotográfica dos Paralamas.

Ontem foi aniversário dele. Hoje é dia de mais um RoNca RoNca! Uma lenda, uma entidade suprema da música, do rádio, da fotografia e da amizade! Cheers!!!