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Participação especial: Herbert Vianna [1]

A relação de participações e trabalhos que Herbert Vianna fez sem ter os seus “irmãos espirituais” Bi Ribeiro e João Barone ao lado é tão grande que justifica o adjetivo dado por Dado Villa-Lobos, no documentário Herbert de Perto, à capacidade de trabalho do amigo: “compulsivo”.

São tantas aparições (produzindo, tocando, cantando, compondo…) que uma relação em ordem cronológica seria um teste de paciência ao leitor. Então, é bem mais legal lembrarmos tudo o que Herbert já fez dando alguns saltos no tempo, e falando em tópicos.

Ah! E são tantas, que a série de Herbert será dividida em 3 partes (!). Sorte nossa.

Discos solo

Cabe aqui lembrar, rapidamente, que Herbert tem quatro discos solo. Ê Batumaré (1992) é praticamente “artesanal”: o encarte diz que o álbum foi gravado “numa garagem sem tratamento acústico, num equipamento semiprofissional Tascam 388 de 8 canais” – sem contar que HV programou e tocou todos os instrumentos em Ê Batumaré. Mesmo sem tanto despojamento, Santorini Blues (1997) também esbanja simplicidade: Herbert também tocou tudo, num formato predominantemente acústico, com violões, bandolins, um piano aqui, uma percussão ali. O repertório em ambos é semelhante: canções inéditas, coisas que os Paralamas gravariam (“O rio Severino”, em Ê Batumaré) ou tinham gravado (“Uns dias”, em Santorini Blues) e versões de artistas/bandas admirados, até parceiros (Television, no primeiro álbum; Eric Clapton e Fito Paez, no segundo).

Já o terceiro álbum solo de Herbert, O som do sim (2000), difere radicalmente: tem várias participações especiais (quase todas femininas – só Moreno Veloso e Gustavo Black Alien foram as exceções), vários produtores (Liminha, Beto Villares, Chico Neves, o saudoso Tom Capone…), somente canções inéditas… Foi um trabalho destacado a ponto de render duas canções esporadicamente lembradas: “Partir, andar”, com Zélia Duncan sendo a parceira nas vozes, e “Mr. Scarecrow”, dueto de Herbert com Cássia Eller, outra saudosa memória. E um novo álbum solo só veio em 2012: Victoria, outro álbum predominantemente acústico. Feito a quatro mãos (Herbert e o velho conhecido Chico Neves), registrava canções cedidas a vários cantores e bandas ao longo da sua carreira.

Kid Abelha (e carreiras solo)

E a carreira de Herbert teve suas primeiras colaborações fora dos Paralamas em 1984, junto de amigos de longa data. Naquele ano, o Kid Abelha lançou seu primeiro álbum, Seu Espião. Dois sucessos tinham o cantor/guitarrista na composição: a faixa-título (esta, com Herbert ainda nos vocais de apoio) e “Por que não eu?”, ambas parcerias com Leoni e Paula Toller. No ano seguinte, novo disco do Kid Abelha, Educação sentimental, e nova parceria de Herbert com a dupla Leoni-Paula Toller, na faixa que nomeava o álbum. Mais: ainda em 1985, Herbert e a parceira Paula emplacaram uma canção em Todas, disco de Marina Lima. Uma canção que se tornou, podemos dizer, um clássico da música brasileira, tantas as gravações desde a original de Marina: “Nada por mim”. Só para constar, Herbert a registrou em Victoria.

O tempo passou, Herbert se afastou de Paula e de Leoni… mas uma hora a música os reaproximou. Em 1996, no álbum Meu mundo gira em torno de você, ele voltou a fazer parte de uma ficha técnica do Kid Abelha: foi em “A moto”, mais uma parceria com Paula Toller. De quebra, em 1998, a vocalista do Kid lançou seu primeiro álbum solo e homônimo. A música mais divulgada de Paula Toller, o disco? “Derretendo satélites”, outra parceria com Herbert, que ainda tocou violão na gravação.

Com Leoni, a reunião foi mais emotiva. Em 2003, o cantor e compositor lançou Áudio-retrato, espécie de antologia da própria obra, mas com algumas canções inéditas. Uma delas, “Canção para quando você voltar”, fora composta para homenagear um Herbert ainda em recuperação após o acidente aéreo – e como “presente”, o teve nas guitarras e voz da gravação. Já “Temporada das flores” não teve HV no disco, mas o teve no clipe (assista abaixo).

Por fim, em 2005, Leoni gravou um álbum ao vivo, e convidou Herbert para fazer versões de “Canção para quando você voltar” e da velha conhecida “Por que não eu?”, violão e guitarra lado a lado. Ficou tão bom que a versão renovada de “Por que não eu?” fez sucesso radiofônico – e Herbert até a reproduziu, com os teclados de João Fera, em alguns shows dos Paralamas na turnê do álbum Hoje. A retomada da parceria foi confirmada até na obra do nosso conhecido trio: “Fora de lugar”, canção de Hoje, é composição de ambos. Leoni fez a letra; Herbert, a música. Mas, obviamente, o Kid Abelha não é capítulo único nas colaborações de Herbert.

Biquíni Cavadão

Ainda em 1985, mais uma de tantas bandas que surgiam naquela década conseguiu uma oportunidade de gravação. Só um problema: essa banda nascente ainda não tinha um guitarrista. Herbert resolveu o problema tocando as guitarras no compacto de estreia, com as músicas “Tédio” e “No mundo da lua”. Você leu “Tédio” e já deve se lembrar do nome da banda, certo? Pois saiba: também foi HV que solucionou a dúvida de Bruno Gouveia, André “Sheik”, Miguel Flores da Cunha e Álvaro “Birita” sobre o nome do grupo, chamando-o de Biquíni Cavadão.

Pouco tempo após o compacto “Tédio/No mundo da lua”, Carlos Coelho solucionou a falta de guitarrista, chegando para ocupar o posto que até hoje é dele no Biquíni Cavadão. [Aqui, a participação é de Bruno Gouveia. Depois de ler esse artigo, ele nos lembrou que a faixa "Inseguro da Vida", que está no álbum "Cidades em Torrente", de 1986, tem solo de guitarra assinado por Herbert. Valeu, Bruno!] O que não quer dizer que Herbert deixou o grupo para lá. Longe disso. Em 1991, Descivilização, disco que o Biquíni lançou naquele ano, trouxe a voz de Herbert no refrão de “Cai água, cai barraco”. E em 2000, no álbum Escuta aqui, ele cedeu uma inédita: “Pra terminar”, que teve sua gravação original com o conjunto carioca. Mas esta versão não se tornou tão conhecida, ao menos não tanto quanto a versão de Ana Carolina gravada em 2001, no disco Ana Rita Joana Iracema e Carolina. “Pra terminar” ficou tão ligada à voz da cantora/compositora/instrumentista mineira que muitos pensam que a gravação original foi dela.

Plebe Rude

Mas é hora de falar de outra banda que contou com auxílio próximo e fiel de Herbert Vianna: a Plebe Rude. Muita gente já sabe que a passagem dele por Brasília foi tão curta quanto fundamental, pelos amigos conhecidos lá e por alimentar o impulso que ajudou na formação dos Paralamas depois, no Rio de Janeiro. Pois bem: um dos integrantes mais destacados da Turma da Colina – que Herbert e Bi viram de perto – era André Muller, o André X, futuro baixista da Plebe, detentor de uma discoteca bem fornida em termos de punk, pós-punk e new wave, que sonorizou muitas festas daquela turma.

Já na década de 1980, aquela banda que André fundara com Philippe Seabra, mais Jander “Ameba” (ou “Bilaphra”) Ribeiro e Carlos Augusto “Gutje” Woorthmann já se destacava no meio do pessoal de Brasília, pela vivacidade dos shows e pela elaboração dos arranjos, sem perder a veia punk. Herbert conheceu/reencontrou a galera num show no Circo Voador. Nada mais natural que, a partir daí, tenha sido para a Plebe Rude o mesmo que já fora para a Legião Urbana: um verdadeiro “garoto-propaganda” das qualidades do quarteto para a diretoria da gravadora EMI. E deu certo: a Plebe chegou ao Rio de Janeiro e assinou contrato com a mesma casa onde os Paralamas já gravavam. E Herbert encampou a aposta a ponto de produzir o primeiro disco do grupo, em seu primeiro trabalho do tipo. Melhor não poderia ter sido: O concreto já rachou, EP de sete faixas, de 1986, é considerado um dos grandes discos do rock brasileiro.

Clássicos não faltam no disco: “Até quando esperar”, “Proteção”, “Brasília”… e um deles gozava abertamente o próprio amigo. Em “Minha renda”, Jander mandava ver: “Eles trocam as minhas letras, mudam a harmonia/No compacto ‘tá escrito que a música é minha/Já sei o que fazer pra ganhar muita grana/Vou mudar meu nome para Herbert Vianna” – sendo que o último verso foi cantado justamente pelo “homenageado”. Mas não parava por aí: a piada da Plebe com os Paralamas em “Minha renda” incluía os outros dois elementos. Em um show aqui e outro acolá, de brincadeira, cantavam “Já sei o que fazer pra ganhar muito dinheiro/Vou mudar meu nome para Bi Ribeiro” ou “Já sei o que fazer pra ter fama e um nome/Vou mudar meu nome para João Barone”.

Herbert entendia a Plebe – ainda que, cáustica e sarcástica que só, a banda vivesse zombando da aparição dos Paralamas em programas de auditório, no que também passou a ser retrucada. Tantas histórias foram vividas que nem dá para relacioná-las aqui. E a dobradinha se repetiu: Nunca fomos tão brasileiros, o segundo disco da Plebe, em 1987, também foi produzido por Herbert. Um momento das gravações merece destaque: enquanto o naipe de cordas de “A ida”, regido pelo maestro Jaques Morelenbaum, era registrado nos estúdios da EMI, no Rio, Philippe e Herbert ouviam com os olhos cheios de lágrimas.

De novo, o tempo passou. A Plebe Rude mudou de formação e até chegou a acabar. Mas em 1999, Philippe, André X, Jander e “Gutje” decidiram fazer uma reunião da formação original. No ano seguinte, gravaram Enquanto a trégua não vem, álbum ao vivo que celebrava aquele reencontro. Nem é preciso dizer quem foi chamado para produzir o trabalho: Herbert esteve lá e participou novamente, cantando o “vou mudar meu nome para Herbert Vianna” e tudo o mais.

Se a volta era apenas com intenção de matar as saudades, ao longo da década de 2000 a Plebe retornou para valer, tendo Philippe e André da formação original. Ainda assim, Herbert continuou saudando os amigos, participando de um show da banda no Circo Voador, em 2006, no lançamento do álbum R ao contrário.

Ufa! E a série continua… aguarde!

Direto do Túnel do Tempo

2013 será o ano das comemorações oficiais dos 30 anos de carreira dos Paralamas. Foi em 1983 que a banda lançou seu primeiro disco e muitas coisas vão aparecer durante os festejos dessa data. Para quem não tá a fim de esperar, fica a dica de dar uma navegada mais profunda pelo site.

Nas galerias de fotos e vídeos do site, dá pra ver coisas como este ingresso aí em cima. Repare bem: hoje é o “aniversário” de 29 anos desta apresentação. Os brothers do Kid Abelha já estavam ali desde então… É tanta história! O melhor de tudo é que ainda estamos no meio dela.

Fica aí a dica! Quem encontrar outras coisas que considere histórica (seja para a banda ou para suas vidas particulares), está convidado a postar aqui nos comentários.