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Paralamas e Legião – a história continua [1]

Aproveitando esse comecinho da turnê de 30 anos do primeiro disco da Legião Urbana - que anda emocionando as plateias das cidades por onde passa – nós convidamos o historiador Felipe Santos Souza a buscar detalhes e informações sobre a amizade e parceria daqueles meninos que, lá no início dos anos 80, mal sabiam que entrariam para a história da cultura brasileira. E é tanta história que a gente dividiu em 2 partes!

Aqui vai a primeira:

Já anda por aí a turnê de reunião da Legião Urbana em comemoração aos 30 anos do primeiro disco deles. Ótima oportunidade para lembrar a grande ligação que sempre uniu e sempre unirá a Legião aos Paralamas. 

Para começo de conversa, a amizade vem antes mesmo de pensarem em uma carreira na música. Na biografia que lançou neste 2015, Dado Villa-Lobos conta da mudança com a família para Montevidéu, em 1969, aos quatro anos de idade. Na capital uruguaia, Dado conheceu outro filho de diplomata, um pouco mais velho (8 anos). Era Bi Ribeiro. Pode-se dizer que nascia ali a relação entre as duas bandas, embora ninguém soubesse.

A vida andou mais um pouquinho. Tempos depois, em 1971, Dado e a família foram morar em Brasília, na quadra 104 Sul, onde comumente moravam diplomatas e suas famílias. Como… a família Ribeiro, com Bi – e também com Pedro, produtor de palco dos Paralamas desde sempre. E o nosso conhecido baixista já conhecia então um filho de aviador da Aeronáutica. Um certo Herbert Vianna…

Avança o filme mais um pouco. Chegamos a 1979. Após morar uns anos na França com a família, Dado voltou a Brasília pra ficar. Ele e Bi se reencontraram na 104 Sul. E reencontraram Herbert. E esses três se incluíram na lendária turma que já agitava a capital federal, montando bandas como Aborto Elétrico, Blitx 64, XXX, Plebe Rude… Um dos cabeças da turma era o vocalista/baixista (depois guitarrista)/compositor do AE. Aquele que foi qualificado por Herbert como “a maior enciclopédia viva que eu já conheci”. Claro, aqui entrava Renato Russo na história. Assim como Marcelo Bonfá, baterista de um bocado de bandas brasilienses da época.

Agora vamos direto para 1982, 1983, por aí. Bi e Herbert já tinham se mudado de Brasília para o Rio, já tinham formado os Paralamas, Barone já tinha entrado na história. Mas aquelas bandas iniciais de Brasília já tinham se reformado em outros grupos. Capital Inicial, Arte no Escuro, Escola de Escândalos, Plebe Rude… e, claro, a Legião Urbana. Só que ninguém no resto do Brasil sabia da cena brasiliense. Foram saber por causa de uma reportagem da revista “Mixtura Moderna”, em 1983. O autor da matéria? Hermano Vianna, irmão do Herbert.

Aí a história acelerou bastante. Em 1983, a Legião fez seu primeiro show no Rio, no Circo Voador – com Dado tocando uma guitarra emprestada por Herbert, e Renato, um baixo emprestado por Bi. Ainda naquele ano, em “Cinema mudo” (o disco), os Paralamas foram o primeiro grupo a gravar músicas do tal Renato Russo. Não só “Química”, hoje um clássico, mas também “O que eu não disse”, parceria de Renato com Herbert e Barone – e que ganhou na gravação o auxílio luxuoso de Lulu Santos e sua slide guitar. Reza a lenda que era para Marcelo Bonfá ter dado o ar da graça em “Vovó Ondina é gente fina”, com um assobio, mas ele se saiu tão mal que abandonaram a ideia de assoviar no meio da música. Também reza a lenda que foi ouvindo o compacto com “Vital e sua moto” no lado A e “Patrulha noturna” no B que Dado pensou: por que a Legião não podia chegar a algum lugar, se seus amigos Bi e Herbert (e Barone também, claro) puderam?

No ano seguinte, uma fitinha demo daqueles amigos foi levada pelos Paralamas à EMI. A gravadora estranhou, e Renato Russo sempre se lembrava da história: pensavam “ih, outro trio vindo de Brasília com cantor que usa óculos?”. Mas a EMI contratou a Legião, que estaria, está e estará para sempre grata aos Paralamas. Lembram de “Como é que se diz eu te amo”, álbum póstumo ao vivo da Legião? Ali Renato deixa gravado: “Quem deu força pra gente foram os nossos grandes amigos, os Paralamas do Sucesso, que são os nossos padrinhos, e nunca se esqueçam disso”.

E a amizade que já existia só se fortaleceu ao longo dos anos 1980. Em várias ocasiões: Renato dando canjas cantando “Química” nos shows dos Paralamas, antes mesmo da Legião gravar o primeiro disco; durante as várias gravações, os campeonatos de “vôlei de estúdio” que cada banda organizava, dentro dos estúdios da EMI, hoje desativados, na rua Mena Barreto, no bairro carioca de Botafogo; em fotos; em diversões no sítio do Bi, em Mendes, interior do Rio; nos elogios mútuos (Renato Russo fazia questão de falar sobre as rasgadas letras confessionais de amor do amigo de fé: “É preciso ter muita coragem pra deixar na reta como o Herbert”); e finalmente, no especial antológico que as bandas fizeram para a TV Globo, gravado no Teatro Fênix e exibido em 3 de setembro de 1988. Esse você conhece: está no DVD e no YouTube, em pedaços ou inteiro, como você preferir. Tem cada banda com sua parte; tem Renato e Herbert sozinhos em “Nada por mim”; terminando com uma versão inesquecível de “Ainda é cedo” (cantada pelos Paralamas em shows, ali por 1984), que ainda colocou Rolling Stones na jogada!

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Na quarta-feira (11), vai ao ar aqui no site a parte 2. Fique ligado!

Parabéns, Herbert Vianna!

 

Hoje é o dia dele. O dia em que Herbert Vianna completa 54 anos de vida, de música, de superação e de alegrias ao lado dos Paralamas.

Preparamos uma homenagem especial com depoimentos gravados por amigos como Dado Villa-Lobos, Leoni e Andreas Kisser, junto a fãs da banda do Brasil, da Argentina e dos EUA, além é claro, dos eternos companheiros paralâmicos Bi Ribeiro e João Barone.

Para assistir ao vídeo completo é só clicar aqui.

Para ver a homenagem do Andreas Kisser, acesse o Instagram dos Paralamas.

Com Dado

Os Paralamas andaram gravando no estúdio do amigo e parceiro Dado Villa-Lobos. E mais que isso, o site não está autorizado a revelar (hehe), mas as fotos dá pra mostrar

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