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Dia de D

D foi o primeiro disco ao vivo dos Paralamas, o primeiro saldo pra balanço da banda. Antes de viajar pro festival de Montreux, onde seria gravado, os três pararam de fazer show e foram pra Mendes, no estado do Rio, para o sítio do Bi. Ensaiaram, encontraram os amigos, descansaram de ônibus, aeroportos e camarins. E comemoraram os três discos que os botaram entre os grandes da música brasileira (Cinema Mudo + O Passo do Lui + Selvagem?). A Suíça tá de prova, assim como o disco e as fotos daquela época, que são essas aqui.

 

Morre Claude Nobs


Morreu ontem um amigo querido dos Paralamas, Claude Nobs, aos 76 anos. Ele foi fundador e diretor do Festival de Montreux, um dos mais importantes do mundo não só na cena do jazz, mas principalmente por ter levado pela primeira vez à Europa uma lista de artistas importantes de todo o mundo, aí incluídos Estados Unidos, África, Ásia e Brasil. Claudo sofreu um acidente de esqui na véspera do Natal, entrou em coma, e não resistiu.

Ele era o jovem Secretário de turismo de Montreux quando visitou a gravadora Atlantic, em Nova Iorque, e de lá saiu com uma ideia. Em junho de 67, os jazzistas Keith Jarrett e Jack DeJohnette eram os principais atrações da primeira edição do que se tornou um dos maiores festivais do planeta. Quantos discos sensacionais não levam Montreux como sobrenome: Ray Charles – Ao Vivo em Montreux 1997, Miles & Quincy Live at Montreux, Jamiroquai – Live at Montreux 2003, Baby Consuelo – Ao Vivo em Montreux, ou Elis Regina – Montreux jazz Festival. Os Paralamas também entram na lista dos “Ao Vivo em Montreux”, com “D”. Foi o primeiro show da banda que virou disco, em um momento em que os Paralamas começavam a virar mais que um trio e assumiam uma cara mais tropical para o rock brasileiro. O Go Back, dos Titãs, também foi gravado em Montreux. Aliás, desde o fim dos anos 70, o Festival tem uma noite dedicada apenas a música brasileira.

O clássico Smoke on the Water, do Deep Purple, cita um certo “Funky Claude”. Adivinha quem era? Em um incêndio durante show de Frank Zappa, no Cassino de Montreux, a primeira providência de Claude foi descer pra plateia e ajudar o público, cheio de moleques, a sair do prédio com segurança. Dois anos depois, Claude começou a trabalhar também em gravadoras, o que só aumentou o peso do Festival de Montreux. Fundador de festival, homem de gravadora, salvador de vidas, excelente anfitrião e ainda gaitista: de vez em quando era ele o convidado no meio do show de um super artista qualquer da música, no palco suíço. Ou seja, Claude era uma figura.

O site dos Paralamas pega emprestadas as palavras do site do Festival de Montreux para homenagear esse amigo que se vai: “a surpresa nos faz lembrar mais uma vez que na vida, como na música, cada grande apresentação sempre pode ser a última, e ainda assim o show tem que continuar”.

Bi em pílulas (2)

Agora, o assunto de Bi é João Fera, tecladista que há mais de vinte e seis anos acompanha os Paralamas e enche de carisma os palcos e arranjos da banda. Divirtam-se com mais essa mini-podcast do Bi! Continue lendo…