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#SinaisdoSim1Ano

Crédito: Ricardo Borges/Folhapress

 

19 de fevereiro de 2016. A turnê de celebração dos 30 anos dos Paralamas do Sucesso, prevista inicialmente para apenas algumas apresentações em grandes capitais, já tivera até CD e DVD lançados – e ainda assim, seguia pelo Brasil. Todavia, houve tempo para uma surpresa no dia supracitado: a estreia de “Paralamas Trio”, no Teatro J. Safra, em São Paulo, numa apresentação em que somente Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone estavam em cima do palco – como não ocorria regularmente desde 1986.

 

Entre tantas releituras (da própria obra e de outras), uma novidade no repertório do show: “Sinais do Sim”, música inédita noticiada pelo jornalista Mauro Ferreira em seu blog particular, ao citar o show (e cuja letra foi transcrita pelo mesmo jornalista). Começava ali a preparação dos Paralamas para o 21º trabalho da carreira da banda. A tour para comemorar os 30 anos – àquela altura, já 34 – do grupo continuou, mas os fãs e os jornalistas já sabiam: a qualquer momento, Herbert, Bi e Barone entrariam em estúdio para aprontar tudo, junto aos acompanhantes habituais (João Fera, José Monteiro Júnior e Bidu Cordeiro).

 

Entre o 2009 em que Brasil Afora foi lançado e a atualidade, muito havia mudado no modo como se acompanhava a carreira de um artista. Coube a um desses novos meios fornecer a informação sobre quem seria o produtor do novo álbum. Em 27 de novembro de 2016, no “Vitrola Verde”, canal no YouTube mantido pelo produtor César Gavin (para constar, irmão de Charles), João Barone informou uma novidade: Mário Caldato Jr. produziria o trabalho que estava por vir. Desde Longo Caminho, com Carlo Bartolini, os Paralamas não trabalhavam com um produtor que nunca os acompanhara anteriormente.

 

Mais dois meses, e em janeiro de 2017, num workshop que comandou em São Paulo, no SESC Consolação – na véspera de uma sequência de três shows, também na capital paulista, no SESC Pompeia -, Barone trouxe mais uma informação, na pergunta de um fã: depois do Carnaval daquele ano, a trupe enfim entraria em estúdio para registrar as novas músicas. Dito e feito. A partir dali, o fluxo de informações para aumentar a ansiedade dos fãs por um álbum novo seria maior. Usando de modernidades ou de velhos hábitos.

 

No caso das modernidades, os Paralamas se valeram do perfil oficial no Instagram para postarem vídeos e fotos daquelas duas semanas de gravação no estúdio Visom Digital, no Rio de Janeiro. Ali postaram a primeira foto com Mário Caldato Jr. Ou então, postaram curtos vídeos – por exemplo, registrando a gravação do Duo Santoro (os irmãos Paulo e Ricardo) para os violoncelos de “Teu olhar” – bem como João Fera gravando o piano, para a mesma canção (cujo arranjo é de Fera). E no dia 21 de março, os Paralamas deram mais um gosto do que viria, a partir de algo que inexistia para eles em 2009: no perfil oficial da banda no Facebook, exibiram curtos vídeos ao vivo das gravações.

 

Mas como dito, a preparação dos Paralamas para lançarem o álbum (então, o nome ainda não era conhecido) também contou com práticas comuns. Foi por uma foto tirada por José Fortes, empresário da banda, que a Folha de S. Paulo noticiou, no caderno “Ilustrada” de 24 de abril do ano passado, que o novo trabalho já estava sendo mixado em Los Angeles, com Mário Caldato Jr. trabalhando em seu MCJ Studios, o estúdio-casa que tem na cidade californiana, junto de Bi Ribeiro. E é claro que não havia outro nome para fazer as fotos de divulgação do trabalho que chegava, a não ser o velho amigo Mauricio Valladares. No site do Ronca Ronca, seu programa de rádio na internet, Mau Val postou alguns registros dos trabalhos, em 2 de junho do ano passado.

 

 

Estava chegando… e chegou. Em 12 de julho do ano passado, por meio de sua coluna no UOL, a jornalista Adriana de Barros apresentava em primeira mão o “lyric vídeo” (outra coisa que não tinha em 2009…) de “Sinais do Sim” – não só a primeira música do disco novo a ser apresentada ao público, mas também a faixa-título, como se soube. Dia seguinte, 13 de julho de 2017, Dia do Rock, as rádios já tocavam “Sinais do Sim”. E João Barone deu o ar da graça na Rádio Globo, para comentar sobre a música e o disco novo, convidado que era em “No ar com Otaviano Costa”, programa matinal apresentado por Otaviano.

 

Aos poucos, mais coisas vazavam. No mesmo dia 12 em que Adriana de Barros noticiava sobre “Sinais do Sim”, Mauro Ferreira revelava (agora num blog no portal de notícias G1) que uma versão de “Medo do Medo”, da rapper portuguesa Capicua, estaria entre as músicas do trabalho. Mais cinco dias, e Mauricio Valladares protagonizou uma surpresa aos fãs: em seu programa na faixa noturna “Em Cartaz”, na Rádio Globo, o parceiro Mau Val apresentou “Medo do Medo”. No dia anterior, Mauro Ferreira ainda apresentara a capa de “Sinais do Sim”, com a obra “Já fui jarro”, de Barrão – bem como Thales de Menezes fez em seu blog “Vitrola”, no site da Folha de S. Paulo. Mais cinco dias, e Mauro Ferreira revelou no G1 as 11 faixas que “Sinais do Sim” teria, destacando “Não posso mais”, canção cedida por Nando Reis aos Paralamas.

 

Por fim, veio o lançamento tão esperado. Apresentado à imprensa por um texto de Fred Coelho (professor do curso de Literatura na PUC carioca), “Sinais do Sim” foi disponibilizado em CD e nas plataformas digitais, no dia 4 de agosto – junto do clipe da faixa-título, feito por um conhecido de outros tempos. Em 1993, o carioca Ennio Torresan fora autor do curta-metragem “El Macho”, que tivera trilha sonora de Herbert. O tempo passou, Ennio se mudou para os Estados Unidos, foi trabalhar na Dreamworks (produtora de Steven Spielberg), participou de trabalhos como “Kung Fu Panda” e “Madagascar”… e pôs a criatividade a serviço dos Paralamas, dirigindo o videoclipe de “Sinais do Sim”, à base de aquarelas.

 

 

Disco na rua, hora das resenhas. Dois dias antes do público ter o álbum à disposição, O Globo estampava na capa de seu Segundo Caderno o lançamento, tanto numa matéria trazendo declarações da banda (“Bons ventos”, de Leonardo Lichote) quanto na resenha de Silvio Essinger, ressaltando a ênfase roqueira nos arranjos (“Paralamas celebram a sua química como banda”). A prioridade dada ao formato guitarra-baixo-bateria também foi o tema principal da resenha de Pedro Antunes, n’O Estado de S. Paulo (“Em novo disco, os Paralamas do Sucesso mostram a beleza da impureza e um rock’n’roll na essência”), enquanto Adriana del Ré fez a entrevista para o mesmo diário paulistano. Na Folha de S. Paulo, enquanto Marco Aurélio Canônico fez a entrevista, Thales de Menezes foi positivo até mesmo ao criticar (“Banda já fez melhor, mas segue relevante e dando a cara a bater”). E no G1, em 7 de agosto, Mauro Ferreira teve reservas em relação ao repertório, mas também elogiou a vontade da banda (“Álbum Sinais do Sim expõe força e fé dos Paralamas até na irregularidade”).

 

Com a internet cada vez mais popularizada, é óbvio também que as resenhas não vêm só da grande imprensa. Esta as expõe nos sites que tem: além das fontes citadas, vieram também as resenhas da Zero Hora gaúcha e do Correio Braziliense. No entanto, se as opções para divulgação são mais amplas, também o são as opções para resenhar o álbum. Foi o que se viu em sites populares sobre música, como o TMDQA (Tenho Mais Discos que Amigos). E no YouTube, em que apareceu o Scream & Yell do jornalista Marcelo Costa (que também resenhou “Sinais do Sim” no site) e o “Alta Fidelidade”, do jornalista Luiz Felipe Carneiro.

 

 

E de certa forma, a aparição no Fantástico, da TV Globo, gravada em 4 de agosto e exibida nove dias depois, com alguns números musicais (incluindo, claro, “Sinais do Sim”) e uma entrevista à apresentadora Poliana Abritta, encerrava a apresentação do novo disco. Vieram as participações no Domingão do Faustão, no Conversa com Bial… mas nessa altura, o novo disco já estava no ar. E a nova turnê, na estrada. Como ainda está.

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