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São Paulo abraçando os Paralamas


Com a turnê de “Sinais do Sim” já na estrada, não há como pensar em deixar de passar por São Paulo. E mais uma vez, os Paralamas do Sucesso estão chegando a ela, para o show deste próximo 7 de outubro, no Espaço das Américas, apresentando o novo álbum aos paulistanos! Ótima oportunidade para o site fazer um “top 5” de momentos da trajetória da banda na capital paulista – desde os primeiros shows, naquela cena dos anos 1980, desbravando um novo espaço, até a situação atual, com a cidade sendo ponto certo nas turnês – e um público mais do que fielClique aqui e adquira o seu ingresso!

 

1)      O início: encontrando um cenário conhecido

Já no lançamento do compacto com “Vital e sua moto”, em 1983, antes mesmo de Cinema mudo sair, a banda começou a ganhar espaço na imprensa paulista. Não demorou muito para os Paralamas irem conhecer o território vizinho. Primeiro, em casas mais humildes, como a Massa Rara, casa de shows na Avenida Aricanduva, onde tocaram em 28 de agosto de 1983. Depois, em shows com outras bandas: por exemplo, em 25 de janeiro de 1984, numa festa para celebrar o 430º aniversário de São Paulo, no estacionamento do Shopping Eldorado.

Mas as apresentações mais importantes viriam em sequência. Em 13 de abril de 1984, um show na Clash, danceteria no bairro de Pinheiros. No dia seguinte, outro show, em outra danceteria, no mesmo bairro: a Rádio Clube. Em 22 de junho, mais uma danceteria abria espaço: a Radar Tantã, no Bom Retiro. A partir dali, os Paralamas começariam a notar que, como no Rio de Janeiro natal, o cenário paulista daquela geração também estava cheio de danceterias: além de Clash, Rádio Clube e Radar Tantã, havia Raio Laser, Rose Bom Bom, Tífon… E cheio de bandas: Titãs, Ira!, Ultraje a Rigor, Magazine.

 

Os Paralamas em frente ao Olympia, em 20 de outubro de 1988, véspera da estreia da turnê de Bora Bora. Foto: Lena Vettorazzo/Estadão

 

2)      A continuação: território “conquistado”

Embora trabalhosa, a luta para arranjar espaço e conhecer o cenário paulistano deixou boas lembranças em Herbert Vianna, conforme ele comentou ao jornalista Jamari França para a biografia Os Paralamas do Sucesso: vamo batê lata: “No Rose Bom Bom era demais, porque [o espaço] era mínimo, e quem ia lá era Kid Vinil, Roger [do Ultraje a Rigor], essa galera muito legal. A gente dava três entradas [para tocar], uma às 23 horas, outra às 2 e outra às 4 da manhã, (…) aí a gente pegava os amplificadores, ia para a rua Augusta e pegava um táxi pro Jandaia [hotel no bairro paulistano dos Campos Elíseos, já fechado]. Eram os quatro num quarto – eu, Bi, Zé [Fortes] e João -, um tempo muito bom”.

Já dava até para aparecer em programas de tevê disponíveis apenas para a praça paulistana – como o Fábrica do Som, gravado no SESC Pompeia, apresentado pelo artista audiovisual Tadeu Jungle e exibido na TV Cultura (veja abaixo o vídeo). Com o estouro de O Passo do Lui (lançado em SP no Radar Tantã, em 27 de setembro de 1984) e os shows no Rock in Rio, as passagens por São Paulo ficaram cada vez mais habituais para os Paralamas – assim como o contato com todo aquele pessoal que também ia ganhando simultaneamente fama nacional.

 

Ainda seguia a realidade das danceterias – fossem as supracitadas, fossem outras que rapidamente acabaram, como o Dancing, a Pool Music Hall (outra em Pinheiros!) e a Toco (nesta, no bairro da Vila Matilde, os Paralamas fizeram um de seus primeiros shows após o Rock in Rio I, em 10 de fevereiro de 1985). Porém, espaços maiores iam surgindo, para suprir a demanda indiretamente estimulada pelas bandas daquela geração: melhores equipamentos de som e luz, mais espaço para a plateia dançar etc. Um desses novos espaços virou ponto certo dos Paralamas: o Projeto SP, tenda armada na região central de São Paulo, que lá ficou no fim dos anos 1980. No Projeto SP foi feito o show paulistano de lançamento de Selvagem?, em 16 de maio de 1986.

 

3)      Espaços maiores para shows maiores

A essa altura – do meio para o final dos anos 1980 -, as danceterias eram cada vez mais coisa do passado. Era hora de outra fase: dos espaços minúsculos para as danceterias, e dessas para as casas médias. Como o Aeroanta, num galpão na rua Miguel Isasa, no bairro de Pinheiros: foi lá que os Paralamas fizeram o lançamento de Bora Bora, em 23 de maio de 1988, num show restrito para a imprensa.

O que não quer dizer que o público já fidelíssimo dos Paralamas na Pauliceia Desvairada ficou a ver navios: já tinha visto a perna paulista do Hollywood Rock, em 14 de janeiro do mesmo 1988, no estádio do Morumbi, e veria em 21 de outubro a estreia aberta do show de Bora Bora (é o vídeo aí embaixo), numa casa de shows inaugurada naquele ano, que logo se tornaria um dos lugares mais conhecidos de toda a carreira de Herbert, Bi e Barone: o Olympia, no bairro da Lapa. Que também seria cenário do show de lançamento de Big Bang em SP, em 5 de março de 1990, já com o disco na praça havia alguns meses.

Àquela altura do campeonato, os nossos conhecidos já tinham tamanho suficiente não só para casas maiores de São Paulo, mas também para shows maiores. Fossem em festivais, como o Hollywood Rock (a perna paulista da edição de 1992, quando os Paralamas fizeram aquela histórica parceria com os Titãs, foi no estádio do Pacaembu). E fossem em apresentações da própria banda – como a que lotou o Vale do Anhangabaú, no feriado do Dia da Independência, em 1994.

Sem contar festivais, como o Close-up Planet, na pista de atletismo do Ibirapuera, em 1º de novembro de 1997. Além das temporadas e dos fins de semana certos no Olympia, de saudosa memória (durou até 2006). Ou no velho Palace: inaugurado em 1983, no bairro de Moema, o local ganhou outros nomes ao longo de sua existência, em função de patrocinadores, mas sempre teve o original como nome de preferência dos Paralamas e dos fãs das antigas.

 

4)      As gravações

Pois foi justamente no Palace que os Paralamas gravaram o segundo álbum ao vivo de sua carreira. A turnê de Severino passou por lá em dezembro de 1994. No dia 16, uma sexta-feira, show feito para convidados; e nos dias 17 e 18, com o calor do público, foram gravadas as apresentações que viraram Vamo batê lata – Paralamas ao vivo. O CD, o LP, a fita K7 e o VHS (relançado em DVD) você já deve conhecer – ou já deve ter baixado, em tempos de download. Mas mesmo assim segue abaixo a versão da faixa-título gravada naquele fim de semana no Palace.

O tempo passou. Vieram novas grandes casas de show em São Paulo, como o Via Funchal (já extinto), o Tom Brasil e o Credicard Hall (hoje, Citibank Hall). Aberta à beira da Marginal Pinheiros, esta última casa contou com uma apresentação de Paralamas e Titãs no projeto “Sempre Livre Mix”, em 3 de outubro de 1999.

Mesmo com a interrupção forçada da trajetória em 2001, os Paralamas seguiram com São Paulo sendo parada óbvia, ao retornarem. Pois a turnê de Longo Caminho passou pela cidade tão logo foi possível, numa data de ótimos augúrios: 4 de maio de 2003, aniversário de 42 anos de Herbert Vianna, num show na Praça Charles Miller. Mais alguns meses, e outra performance paulistana – daquela vez, no Parque do Ibirapuera. E quando foi necessário escolher um lugar para gravar uma apresentação daquela histórica turnê, onde foi? No velho e bom Olympia, em 14 de novembro de 2003, onde se gravou o show que rendeu Uns dias ao vivo.

 

5)      As experiências em casas menores

 

Espaços gigantes explorados, ao longo dos anos 2000 os Paralamas foram voltando a lugares um pouco menores dentro de São Paulo. Houve alguns shows numa pequena casa de curta existência, a City Hall, no Itaim, em 2005. Anos depois, uma apresentação fugaz em trio, no Baretto, outro lugar menor.

 

Tudo isso, sem esquecer dos lugares que podiam receber mais gente: o Via Funchal sediou tanto uma apresentação marcante em parceria com Maria Rita, promovida por uma rádio, em 22 de novembro de 2006, quanto o show com os Titãs para o projeto 25 anos de rock, em 24 de novembro de 2007. E como esquecer o 20 de abril de 2013, quando a turnê de celebração dos 30 anos teve o pontapé inicial no Espaço das Américas, no bairro da Barra Funda?

 

A história teve mais capítulos marcantes em 2016. Em fevereiro, os Paralamas abriram a sequência do especial Paralamas Trio – novamente na Barra Funda, mas agora no Teatro J. Safra. No fim do ano, em 29 de outubro, o Citibank Hall sediou apresentação com Humberto Gessinger. Menos de um mês depois, outra passagem: pelo Espaço das Américas, em 26 de novembro, em evento de uma rádio. E os trabalhos paralâmicos neste 2017 começaram em São Paulo: em 13, 14 e 15 de janeiro, a banda fez suas primeiras apresentações no ano, no SESC Pompeia.

 

Agora, as novidades de Sinais do sim, no Espaço das Américas, neste 7 de outubro. Mais um show para dar razão àquilo que Edgard Scandurra, do paulistaníssimo Ira!, proferiu a Herbert na gravação de Uns dias ao vivo: “São Paulo ama os Paralamas de todo coração”. Com uma história em conjunto quase tão longa quanto a da própria banda, nem precisava dizer.

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