kiev escort - проститутки киева

Participação especial: João Barone

 

Preparamos uma nova série de posts aqui para o site.

Num longo trabalho de pesquisa, reunimos muitas participações que os 3 Paralamas fizeram em discos e shows de artistas brasileiros. Para iniciar a série escolhemos o nosso baterista, João Barone!

Confere só e veja com quanta gente bacana o João já tocou!
***

Você gostava da novela A próxima vítima, exibida com sucesso pela TV Globo em 1995 – e reprisada recentemente? Lembra-se do tema de abertura – “Vítima”, de Rita Lee, gravada em 1985? Pois saiba que, ao ouvi-la, estava ouvindo uma das primeiras colaborações de João Barone com outros artistas. Atenta como sempre, Rita logo sacou que havia um baterista de destaque no meio daquela geração que tirava a cara de bandido dos roqueiros brasileiros. E Barone participou de três canções de Rita & Roberto, o disco de 1985 do casal: “Molambo souvenir” e “Não titia”, além da supracitada “Vítima”.

É só? Não mesmo. Também naquele ano de 1985, começava a relação fraternal que une Gilberto Gil aos Paralamas. E Barone beneficiou-se dela: nas gravações de Dia dorim Noite neon, álbum que Gil lançou naquele ano, o baterista atuou em “It’s good to be alive”. Só não foi daquela vez que a canção foi revelada: ela ficou de fora da versão final do álbum, e só veio à tona em 2002, como faixa-título de uma coletânea com demos e músicas inéditas, que fez parte de Palco, caixa lançada pela gravadora Warner com a obra de Gil na companhia.

Enfim, já naquele 1985, aos 23 anos de idade, a qualidade de João Barone era endossada por Rita Lee e Gilberto Gil. Mas não ficava por aí. Em 1986, o baterista ainda participou de duas faixas de Vida difícil, disco de Leo Jaime: “Briga” e “Prisioneiro do futuro”. No entanto, até poderia haver quem falasse que Herbert Vianna participara de todos esses discos que haviam tido Barone na ficha técnica. Ou seja, um membro dos Paralamas só participava de outros discos se houvesse um colega junto. Ou os dois. Até aconteceu. Mas é outra história…

Já em 1987, Barone continuou colocando suas batidas no trabalho de outros artistas. Em Sexo!, segundo álbum do Ultraje a Rigor, fez o solo de bateria que está no meio de “Maximilian Sheldon”. No ano seguinte, 1988, a prova de maturidade: junto do técnico de som Vitor Farias e do tecladista Fábio Fonseca, o baterista dos Paralamas foi um dos produtores de Ed Motta & Conexão Japeri, estreia discográfica do cantor/compositor/instrumentista. Mais: se você ouvir a versão original de “Manuel”, saiba que o baterista dela é JB – assim como em outras duas canções, “Seis da tarde” e “Caminhos (não é só o meu)”.

Em 1989, companheiros de geração chamaram Barone para colaborar. Enquanto gravava o disco Kid, o Kid Abelha perdeu o baterista Claudio Infante, considerado membro fixo do grupo na época. João foi convocado, e lá está a bateria dele em duas músicas, “A história única de todo amor” e “Cantar em inglês”. Ah, sim: como que diplomando-o em matéria de suingue, Barone tocou em Benjor, disco do mesmo ano em que Jorge assumia o novo sobrenome já no título. As batidas sacolejantes de “Pega ela de montão”, “Miss X” e “Mama África” tinham Barone nos tambores – fora “Homem de negócios”, que tem a participação de todos os Paralamas.

Em 1991, Barone esteve na gravação original de “Grávida”, um dos sucessos de Marina Lima, disco da homônima. No mesmo ano, ele ainda produziu o segundo disco solo de Supla. Só que seu projeto principal no início daquela década foi a Falange Moulin Rouge, banda organizada por Fausto Fawcett e Carlos Laufer para o projeto do disco/show Básico instinto (1993). Simultaneamente aos Paralamas, JB participou de alguns shows da Falange, que ainda tinha amigos de geração, como Dé Palmeira (baixo) e Dado Villa-Lobos (guitarra).

Em 1994, Vertigo, primeiro disco do período que Dinho Ouro-Preto passou fora do Capital Inicial, teve a bateria de Barone em três canções: “Freiras lésbicas assassinas do inferno”, “1+1” e “Noiaba Carlos”. No ano seguinte, uma ideia de um colega de bateria rendeu mais uma participação no currículo: após lembrar de quando tocaram juntos, com suas bandas, no Hollywood Rock de 1992, Charles Gavin, então nos Titãs, chamou JB, e ambos reproduziram a dobradinha em “Eu não vou dizer nada (além do que estou dizendo)”, de Domingo, disco que marcou a reativação dos Titãs após folga de um ano.

Encaminhando-se para o fim da década, João participou da gravação original de “Hoje eu quero sair só”, que Lenine lançou em O dia em que faremos contato, disco de 1997. Mais? Colocou o molejo típico do reggae em “Pare o crime”, versão que Arnaldo Antunes fizera para “Stop the crime” (Junior Murvin) e gravara para o disco Um som (1998). Nesse mesmo ano, Barone produziu com Tom Capone Raiva contra oba-oba, primeiro álbum do Los Djangos – grupo carioca que até apareceu neste site, na seção “Um brinde aos Paralamas”.

1999 foi ano de um projeto: como admirador eterno dos Beatles, Barone foi colaborador de primeira hora em Submarino verde e amarelo, produzindo o disco e tocando bateria no disco que tinha artistas brasileiros cantando coisas dos Fab Four. E em 2000 – tecnicamente, ainda é década de 1990, né? -, tocou em “Meu CEP é o seu”, de Entidade Urbana, disco de Fernanda Abreu que saiu naquele ano. Calma, que teve mais: no primeiro disco da cantora Kátia B(ronstein), também de 2000, Barone não tocou só bateria: mostrou os dotes de baixista! Foi em “Copo vazio”, parceria com Dé Palmeira.

Aí, 2001. O acidente de Herbert assustou todo mundo. Mas o show tinha de continuar. E tocar era a melhor forma de tirar as preocupações da cabeça por um tempo. Primeiro, João esteve em “Eu só sei amar assim”, canção de Herbert que Zizi Possi gravou em Bossa, também daquele ano. Depois, JB teve sua primeira experiência como cantor: num tributo a John Lennon, lançado naquele ano pelo selo Geleia Geral, pôs uma voz distorcida em “Tomorrow never knows”. E Amor pra recomeçar, o primeiro disco solo de Roberto Frejat, ainda teve Barone na bateria, em “Som e fúria”, “Homem não chora” e “Voltar pra te buscar”.

Finalmente, ainda em 2001, eis que justamente a primeira artista a dar chances a Barone lhe ajudou num momento difícil: Rita Lee não só teve o baterista participando em Aqui, ali, em qualquer lugar, tributo aos Beatles lançado por ela naquele ano, como o chamou para participar da banda montada para a turnê daquele disco, Yê yê yê de bamba. A gratidão é tanta que, anos depois, num programa de tevê, perguntado sobre alguém para quem jogaria a baqueta ao fim de um show, JB não pestanejou: “Rita Lee, que é a rainha do rock nacional. Aliás, para ela eu não jogo a baqueta. Vou a ela, me ajoelho como bom súdito, e lhe dou a baqueta”.

Óbvio, com o retorno dos Paralamas à estrada, Barone deixou a banda de Rita Lee e voltou a ter os velhos amigos ao lado. O que não quer dizer que as colaborações pararam. Em 2003, ele pintou de novo na ficha técnica de Kátia B: no segundo álbum da cantora, Só deixo meu coração na mão de quem pode, foi o baterista de “Último a saber”, além de tocar caixa com vassourinha e os pratos em “One more shot”. Por sinal, um dos autores de “One more shot”, Dé Palmeira, é parceiro de Barone no projeto paralelo mais “regular” que ele tem. É o The Silvas. Montada inicialmente em 2000, para um baile de debutantes, a banda cresceu, fez uns shows pequenos… e até hoje, quando as agendas permitem, Barone, (baixo), Liminha (guitarra) e Toni Platão (vocal) se reúnem para tocar surf music por aí.

Mas voltemos, que a história já está terminando. Em 2007, mais um parceiro foi acrescido ao currículo. Num disco dedicado a encontros, Parceria dos viajantes, Zé Ramalho teve Barone em cinco faixas (“O rei do rock”, “Montarias sensuais”, “Do muito e do pouco”, “Procurando a estrela” e “Farol dos mundos”), dando o pontapé inicial na parceria consolidada em “Mormaço”, gravada pelos Paralamas em Brasil Afora. Por sinal, em 2009, mesmo ano de lançamento deste Brasil Afora, o baterista ainda participou de “Celebridade”, faixa de Rock’n’roll, álbum de Erasmo Carlos.

No ano passado, Barone colaborou bastante em shows. No projeto BB Covers, organizado pelo Banco do Brasil, foi ele o baterista de uma superbanda que interpretava Beatles, com Leoni, Toni Platão, Liminha e Dado Villa-Lobos – novamente com Barone cantando, em “Octopus’s Garden”. No show para celebrar os seus dez anos, a banda Scracho ainda teve a baterista Débora “Dedé” Teicher podendo ir para a frente do palco e cantar, já que Barone se responsabilizou pelas baquetas em “Cuida de mim”. Já no fim de 2014, mais uma gravação: a bateria de “Ohayou”, faixa de Transbordada, o mais recente disco de Paula Toller. E neste 2015 que termina, a participação na versão “renovada” de “Exagerado” (Cazuza), com Liminha, Kassin e Dado Villa-Lobos.

Por enquanto, é isso. Por enquanto, já que Barone aproveita bem as chances que lhe dão. Como aproveitou aquelas chances dadas por Rita Lee e Gilberto Gil, em 1985.

tags