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Paralamas, Skank e Nando Reis: Duas gerações. Amizade tripla!

 

Neste sábado, 8 de outubro, os Paralamas estarão novamente em Brasília! Na capital federal, ocorrerá o Green Move Festival – e Herbert, Bi e Barone aparecerão junto de Skank e Nando Reis. Bom motivo para lembrarmos a ligação entre essas três partes: dois companheiros de geração – que influenciaram e, depois, trabalharam juntos com a banda posterior. Leia!

 

A relação de Nando Reis com os Paralamas já foi bem abordada aqui. Não só pelo longo tempo que ele passou nos Titãs, entre 1982 e 2002, mas também pela relação pessoal. Que começou numa conhecida danceteria paulistana dos anos 1980, como Nando lembrou no making of do DVD de Uns dias – ao vivo e se repete aqui: “Lembro [quando os conheci]. Foi no Rádio Clube, bicho… em 1983/4. Eu lembro bem deles tocando. E lembro do Bi, cara, que tinha aquele topetão, parecia que era do Stray Cats, de brinco”.

De lá para cá, a relação foi se estreitando. Principalmente nos anos 1990. Já se escreveu aqui da participação de Herbert Vianna em “Me diga”, “A fila”, “Meu aniversário” e “ECT”, quatro canções presentes em 12 de janeiro (1994), o primeiro álbum solo de Nando. Também já foi mencionada a parceria entre Herbert e Nando (além de Marcelo Fromer, de memória sempre saudosa) em “O caroço da cabeça”, música que os Titãs gravaram com a voz de Nando no álbum Domingo, de 1995 – e os Paralamas gravaram em 9 Luas (1996).

Ao longo dos anos 2000, o “Ruivão” seguiu bem próximo aos Paralamas. Não só pela música, mas também pela amizade. Acompanhava sempre que podia os passos musicais da recuperação de Herbert – tanto dando canjas nos shows do Reggae B, projeto paralelo de Bi Ribeiro, quanto assistindo e participando das primeiras apresentações da turnê de Longo caminho. Na apresentação do Reggae B que marcou involuntariamente a volta dos Paralamas aos palcos, em 30 de julho de 2002, na boate carioca Ballroom, Nando celebrou ao jornalista Jamari França, que registrou as palavras na biografia Os Paralamas do Sucesso: Vamo batê lata: “Eu ouvi o disco semana passada em São Paulo [Longo caminho teve uma parte gravada nos estúdios Mega, na capital paulista]. Não tinha visto ainda, mas ninguém tinha visto os três tocando juntos. Nós vimos”.

Naquele 2002, ainda, repetimos mais uma lembrança: Nando chamou Bi e Barone para marcarem presença em “Nenhum Roberto”, música dele, presente no repertório de Dez de dezembro, disco póstumo de Cássia Eller. Nada mais lógico, portanto, que em 2003 Nando seguisse participando dos shows da turnê emocionada e emocionante de Longo caminho, como convidado especial. E também seria natural vê-lo dando sua voz a “Tendo a lua”, em Uns dias – ao vivo, registro daquela turnê.

 

 

A relação ganhou mais um momento importante em 2005. Em Hoje, Nando não só deu de presente “Pétalas”,que os Paralamas gravaram, mas também apareceu para colocar o violão na gravação original. A participação especial se repetiu no DVD de Hoje, gravado no fim daquele ano e lançado em 2006. De lá para cá, a amizade segue de vento em popa, fortalecida tanto por mais uma parceria vista em público (desta vez, no projeto Nivea Viva Rock Brasil) quanto pelos encontros fortuitos que volta e meia colocam Nando Reis e os Paralamas do Sucesso frente a frente nos camarins da vida.

A essas alturas do campeonato, não bastasse a carreira e os sucessos que tem como cantor e compositor solo, Nando tem mais uma parceria bastante conhecida. Claro, aqui se fala da dupla dele com Samuel Rosa, que tantos sucessos já deu (para citar só dois, “É uma partida de futebol” e “Resposta”). E o vocalista/guitarrista/compositor do Skank é um dos primeiros a mencionar a influência forte que os Paralamas e Nando tiveram em sua carreira – desde os tempos de Pouso Alto, a primeira banda “pra valer” que Samuel teve. Assim ele comentou, no making-of de Paralamas e Titãs juntos e ao vivo: “Imagina ser convidado pelos caras que te colocaram na música, praticamente, te estimularam?! Os Paralamas tiveram esse papel na minha trajetória, na minha carreira”.

E nem demorou tanto assim para que nosso estimado trio prestasse atenção naquele quarteto que surgiu em Belo Horizonte. Samuel lembrou até um caso engraçado, antes mesmo do estouro nacional do Skank, ao programa Música boa, do canal Multishow, em junho do ano passado: “No início da carreira, ali no início dos anos 1990, a gente estava em BH. E tinha alguns amigos em comum com os Paralamas do Sucesso. Principalmente o nosso empresário, o Fernando [Furtado], era muito amigo do engenheiro de som deles na época, o [Carlos] Savalla, e era amigo do Bi, também. Eu me lembro muito bem que numa época, o Skank fazia temporadas num bar de BH: a gente tocava todo domingo e lotava – não realmente lotado, mas capacidade máxima. E me lembro que no mesmo final de semana, por coincidência, os Paralamas estavam numa temporada em Belo Horizonte”.

Samuel seguiu com a história: “Todo mundo sabe das intersecções entre uma banda e outra, principalmente no início da carreira do Skank – a questão dos metais e tal… E surgiu a possibilidade de convidar os Paralamas para aparecerem nesse bar, depois do show. Para nós, era uma coisa impossível de acontecer, a gente nunca poderia imaginar que os Paralamas do Sucesso poderiam dar as caras para ver uma meninada tocando num bar pequeno em Belo Horizonte. Mas o Fernando falou com o Savalla, que disse ‘olha, grande chance dos Paralamas irem lá no bar’. O nosso show começava às 20h, e a gente ficava cronometrando, olhando no relógio, imaginando a que altura estava o show dos Paralamas, numa casa confortável da cidade, para muita gente. A uma certa altura do nosso show, já caminhando para o final, eu pensei ‘que bobagem a nossa, achar que os Paralamas iam entrar aqui num bar…’. Acabou o show – 22h, nada muito tarde, era domingo -, ficou aquela banda tristinha, guardando os instrumentos, o Haroldo [Ferretti, baterista] olhando para o nosso empresário e dizendo: ‘os Paralamas vão vir, né? Sei…’ Quase todo mundo tinha ido embora”.

Mas o conto de fadas teve final feliz. Complete, Samuel: “Eis que aparece uma cabeleira loira, avantajada, parecendo o Leão de Jah… Bi Ribeiro adentrando o bar, subindo a escada, logo atrás veio João Barone, João Fera também – Herbert não pôde, por causa de alguns compromissos inadiáveis. Entraram ali os Paralamas, para os olhares incrédulos… Montamos o palco rapidinho. O Bi já conhecia, por causa de uma demo que o Fernando deu para ele com ‘Macaco prego’, ‘O homem que sabia demais’… foi a primeira de muitas vezes que Skank e Paralamas tocaram juntos no palco”.

 

O talento de Samuel, Haroldo, Lelo Zanetti e Henrique Portugal não passou despercebido para os Paralamas. Em 1995, quando o Skank já montava no sucesso graúdo do álbum Calango (1994), Herbert elogiava a capacidade do quarteto: “Ao vivo eles são bons demais!”. Posteriormente, Henrique participou de O som do sim, terceiro disco solo de Herbert, tocando órgão Hammond e piano elétrico em “Eu não sei nada”. E finalmente, Samuel deu o ar da graça no supracitado Paralamas e Titãs juntos e ao vivo, participando em “Lourinha Bombril” e “O beco”. Falando em “Lourinha…”, foi ela a canção que Paralamas e Skank executaram no “Altas Horas”, da TV Globo, em 2009.

Neste sábado, essa história continua. Dois representantes de uma geração, influenciando e trabalhando com um dos grandes representantes da geração seguinte. Uma amizade tripla.

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