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Paralamas no Chile: Sempre em boa hora!

Bi Ribeiro – Estadio Nacional Chile – 2012 – Foto: Maurício Valladres


Neste sábado, 3 de dezembro, os Paralamas do Sucesso voltarão a visitar outro país na América Latina. Os fãs “paralâmicos” do Chile verão um show no Festival Frontera, que será realizado no Club Hípico, em Santiago, capital chilena. Boa chance para trazermos lembranças bacanas da banda neste país! (Si quieres leer este texto en español, click aquí)

 

Claro que você sabe que os Paralamas do Sucesso têm uma relação muito próxima com os outros países da América Latina. É possível que você saiba, também, que essa longa relação começou e tem seu ponto mais forte na Argentina – onde os Paralamas fizeram seu primeiro show há 30 anos, no festival Chateau Rock, realizado no estádio Chateau Carreras, na cidade de Córdoba. Mas se a história se iniciou na Argentina, podemos dizer que o Chile foi um dos capítulos imediatamente posteriores na trajetória da banda por terras sul-americanas.

Já em 1987, os primeiros álbuns da banda, como O passo do Lui ou Selvagem?, foram exportados e postos à venda nas maiores cidades chilenas, nas versões em português. Inclusive, Selvagem? até ganhou disco de ouro no Chile. Com tal interesse, em muito pouco tempo, os próprios chilenos tiveram a oportunidade de saber o que pensavam aqueles três jovens brasileiros. Mas não souberam por meio de um show, e sim por várias entrevistas. Em julho de 1988, Herbert, Bi e Barone viajaram a Santiago pela primeira vez, para os trabalhos de divulgação de Bora Bora. Ao diário El Mercurio, Herbert comentou sobre o conteúdo das letras daquele trabalho – e também sobre a importância do rock para a juventude: “Ele [o rock] é necessário para a saúde da juventude. Os jovens precisam se expressar e falar de seus problemas. Todos temos histórias políticas, económicas e sociais em comum”.

Herbert seguiu falando ao periódico: “Agora há uma abertura e uma necessidade de expressão da gente, que se sente quase sem futuro, porque o único caminho parece ser a escola, a universidade e a estrutura que nos deram. Os jovens têm a necessidade de questionar, de eleger seus próprios caminhos e a música é a melhor antena para passar essas mensagens aos que vivem os mesmos problemas. Por isso o rock tem tanta força. Os Paralamas falam para sua geração. Os temas de nossas canções são a busca da felicidade política, social ou pessoal. O último disco é muito mais pessoal. Selvagem? é mais social e o último LP reflete a realidade interior”.

No começo dos anos 1990 com a crise econômica brasileir e as críticas da imprensa ao trabalho da banda, pintou a oportunidade de ouro para desenvolver o trabalho em outros países latinoamericanos. Em 1991, ao mesmo tempo em que Os Grãos era mixado no estúdio Music Grinder, em Los Angeles, os Paralamas gravaram algumas versões de sucessos em espanhol para a coletânea Paralamas, lançada no mesmo ano em vários países sul-americanos. Entre eles, o Chile.

 

Show no Parque de las Esculturas em 2012

 

O êxito da coletânea foi grande. Depois de anos com entrevistas e visitas promocionais, o trabalho começava a dar frutos. Então, enfim, os Paralamas chegaram ao Chile para um concerto: em 24 de julho de 1992, fizeram o primeiro show de sua história em Santiago, no Teatro Califórnia. Ao diário Las Ultimas Noticias, antes da performance, em 23 de julho, Herbert disse: “Essa turnê obedece ao desejo de tomar contato com o público que já está começando a distinguir o grupo, especialmente nos países onde estamos muito bem. Aqui no Chile ganhamos um disco de ouro, o que significa que nossa música está avançando, embora aqui não haja mais a mesma receptividade para o rock de alguns anos atrás”. Show feito, dois dias depois, o diario El Mercurio foi generoso com o grupo: “Grande show deram os Paralamas (…) Som fortemente roqueiro, mas cheio do sabor inconfundível do quente Brasil”.

Dos Margaritas, a versão de Severino lançada simultaneamente pelos Paralamas na América Latina em 1994, seguiu com o grande sucesso. E em 1994, a banda fez mais shows no Chile – poderia até ter feito mais um, em parceria com o UB40, em setembro, mas este foi cancelado. Esse período de andanças chilenas deixou lembranças boas, como os shows em Viña del Mar. Mas o tempo passou, e Vamo Batê Lata trouxe nova fase de êxito no Brasil. Então, os shows na pátria-mãe voltaram ao primeiro plano na agenda. O que não quer dizer que os Paralamas se esqueceram do Chile. Em 9 Lunas, versão de 9 Luas para os países latinoamericanos, as versões das letras foram feitas por… um chileno! Amigo da banda, Pablo Ugarte, vocalista e baixista do grupo Upa!, escreveu letras como “Un industrial” (“Capitão de industria”, em português) e “Incompletos” (“Seja você”, em português).

 

 

Após o acidente com Herbert Vianna, a banda voltou aos palcos da América Latina. Em 2003, os primeiros shows na Argentina após a volta; em 2011, shows no Uruguai… e enfim, a volta ao Chile. Em novembro de 2012, a história da reabilitação de Herbert serviu para o retorno: na versão chilena do conhecido Teleton, o cantor e guitarrista contou sua trajetória desde 2001, e os Paralamas puderam provar aos fãs chilenos que a história seguia bem, apresentando-se no Estádio Nacional de Santiago para o Teleton.

 

 

Mas, como sempre diz João Barone, “se Herbert pudesse, faria shows todos os dias da semana”. Então, só dois dias depois do Teleton, em 2 de dezembro de 2012, os Paralamas subiram ao palco do Parque de las Esculturas de la Providencia, em Santiago, para mais uma apresentação, dentro do projeto “Chile canta Brasil”, organizado pela embaixada brasileira na capital chilena (abaixo, um vídeo do show):

Mas… já faz quatro anos. Muito tempo. Agora, quatro anos e um dia depois, os Paralamas voltam ao Chile. Sempre em boa hora. Ou, como dizem em espanhol, ¡siempre enhorabuena!

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