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Natal e Salvador

Duas capitais muito queridas dos Paralamas proporcionaram recentemente reencontros daqueles que fazem pensar em quanta estrada já não se rodou nessa vida. O primeiro foi no Teatro Riachuelo, em Natal, um dos melhores lugares pra se tocar no país. O outro foi nesse fim-de-semana, na Concha Acústica Castro Alves, palco de shows históricos principalmente ao longo da década de 80, e de encontros incríveis com Gil, Olodum e Carlinhos Brown.

Nas duas cidades, amigos da banda mandaram uma colaboração para o site com um olhar particular sobre o show. Em Natal, em forma de foto. E em Salvador, nesse textinho aí abaixo.

À véspera da decisão política mais importante da nossa cidade, que ocorreu nesse domingo, o tripé do Rock Brasileiro realizou um show antológico na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Com o ânimo de quem está tocando pela primeira vez e a segurança de quem está fazendo o último show da carreira, a trupe comandada por Herbert Vianna não deixou em momento nenhum a energia baixar e fez o público que lotou a Concha cantar do início ao fim da aproximadamente uma hora e meia de apresentação. Foi espetacular.


Nesse momento político em que vivemos, onde – além dos julgamentos de escândalos de corrupção e constantes descobertas de novos esquemas fraudulentos – estamos com TOTAL descrença no futuro principalmente da nossa cidade, ouvir músicas como “Alagados”, “A Novidade” e “Lanterna dos Afogados” cantadas por milhares de vozes foi algo bastante impactante. E mesmo com toda descarga de realidade, ver um show dos Paralamas do Sucesso renova a esperança de que o brasileiro (nós, no caso) é capaz de se superar, superar as expectativas e assim fazer a diferença. Pois, um cara que sofre um gravíssimo acidente onde perde, além da mãe dos seus filhos, boa parte da capacidade cerebral e ainda assim consegue cantar e tocar guitarra da maneira esplendorosa como Herbert Vianna faz é de encher o peito de esperança e, para muitos, inevitavelmente, os olhos de lágrimas.
Esse não foi o primeiro show do grupo a que assisti, com certeza não será o último e também não foi o melhor (é difícil dizer qual foi o melhor). Mas, sem sombra de dúvidas, foi único e inesquecível.
Bom seria se todo domingo eleitoral fosse precedido por um sábado de Rock’n Roll.
Vida eterna aos Paralamas e à música brasileira.

“Oh, mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
De um lado esse carnaval
De outro a fome total” (Gil e Paralamas)

Muito obrigado Saulo Miguez (texto),
Muito obrigado Guto Dufrayer (fotos),
Muito obrigado Natal e Salvador.