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Lembranças das Copas

 

É tempo de Copa do Mundo. E neste fim de semana que marca a estreia do Brasil no torneio, lembramos um momento (entre alguns) no qual os Paralamas do Sucesso puderam conjugar o trabalho na música com o futebol. Foi há 20 anos, quando a Copa estava acontecendo na França. Hora da lembrança!

Em 1991, na revista Bizz, numa série de três matérias com a história da banda até ali, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone tiveram de responder um típico questionário jornalístico pessoal (com nome, data de nascimento, livro preferido, filme preferido, disco preferido etc.). Uma das perguntas era sobre o time do coração. Nela, cada um deu a mostra de seu gosto – ou até falta dele – pelo futebol. Herbert se assumia como “Flamengo doente”, o que ainda é; Bi, mais afastado do esporte, se dizia “Flamengo curado”; Barone, se definiu como “Fluminense sofredor”.

No entanto, maior ou menor, havia certa ligação com o esporte. Expressa em outros momentos, como a participação na edição de 1997 do saudoso Rockgol, torneio entre músicos organizado pela MTV brasileira. Está certo que ela foi esquecível: num combinado com a Nação Zumbi, mais alguns músicos (como Bidu Cordeiro), nossos conhecidos foram eliminados logo na primeira partida – perderam de 10 a 1. Mas valia pela brincadeira.

 

(Da esquerda para a direita: Herbert, o produtor artístico Cesar Gavin, Barone, Bi e Bidu Cordeiro, no Rockgol de 1997. Crédito: Arquivo pessoal de Cesar Gavin)

Com a turnê de Hey Na Na já na estrada, veio um convite especial: de Gilberto Gil. Era para participação num show na… França, sede da Copa de 1998. Local: o mesmo Olympia, em Paris, onde os Paralamas já haviam se apresentado em 1987. A data da apresentação? 10 de junho de 1998, mesmo dia em que a Copa começaria – com o Brasil, então tetracampeão mundial, fazendo o jogo de abertura contra a Escócia.

Era tentação demais. E como se vê na foto que abre este texto, lá se foram Herbert, Bi e Barone (mais José Fortes), de camisa da Seleção, para o Stade de France, estádio em Saint-Denis, cidade na região metropolitana de Paris, verem a partida. Sofreram um pouco, tanto pelo jogo em si, quanto pela dúvida: qual seria o clima da apresentação de mais tarde caso os brasileiros falhassem em campo? O alívio veio com a vitória por 2 a 1 sobre os escoceses. E a apresentação com Gil, amigo e inspirador, serviu para a festa dos torcedores brasileiros naquela noite em Paris.

(Os Paralamas com Gilberto Gil, em 10 de junho de 1998, pouco antes do show em Paris, após Brasil 2×1 Escócia, jogo de abertura da Copa do Mundo naquele ano)

Com muitos eventos culturais durante a Copa, a França fervilhou. E os Paralamas tiveram mais uma apresentação lá enquanto o futebol corria solto: em 25 de junho, nossos conhecidos estiveram no palco, no festival “Brahma Brasil Sud-à-sul”, no qual foram sete dias com shows de brasileiros em Sanary-sur-Mer, balneário na Côte D’Azur, perto de Marselha. Ao jornalista Jamari França, para a biografia Vamo Batê Lata, Herbert se lembrou do festival: “[No dia 24] nós vimos o show do Skank, o Samuel me viu na plateia, me chamou e eu toquei seis músicas com eles. O Bi ficou superemocionado porque lembrou da época em que o Skank estava começando em Belo Horizonte. No dia seguinte, foi o show da Fernanda Abreu, e depois, o nosso”.

A turnê de Hey Na Na tinha que continuar no Brasil, e os Paralamas voltaram. Já no Brasil, assistiram àquela  triste derrota na final para a França, em 12 de julho de 1998 – aquela com a polêmica nunca completamente respondida sobre Ronaldo… Fosse como fosse, o dever chamava: a banda faria show também naquele domingo. A Jamari França, Herbert se aliviou: “Vimos o Brasil perder, e no dia da final, tínhamos show numa cidade perto de Belo Horizonte. Eu achei que ia ser difícil subir no palco para tocar naquele clima de derrota, mas era uma feira daquelas, gente que não acabava mais, e nego não estava nem aí. Foi muito bom, apesar da frustração”.

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