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“Fabricando som” no Sesc Pompeia

 

Depois de um merecido descanso, é hora dos Paralamas do Sucesso darem o pontapé inicial nos trabalhos de 2017. O 35º ano de história da banda já começa com tudo: três shows na Comedoria do SESC Pompeia, em São Paulo, entre este dia 12 e o próximo dia 14, todos com ingressos já esgotados. Relembramos agora um momento especial que os Paralamas viveram, ainda no início de sua história, dentro do SESC.

 

Por mais que aquela geração de bandas/cantores dos anos 1980 já estivesse botando o pé na porta da música brasileira, ainda não havia espaços suficientes para que ela se expressasse. Programas dedicados ao público jovem? Até havia iniciativas aqui e ali, mais focadas em música ou abertos a todo e qualquer tipo de manifestação artística, mas nada duradouro.

Aos poucos, todavia, a movimentação fervilhante daquele pessoal, foi chamando a atenção. No caso de São Paulo, um espaço aberto em 20 de janeiro de 1982 foi fundamental para aumentar a curiosidade sobre o que se estava fazendo, em arte. As antigas instalações de uma fábrica desativada, no bairro da Pompeia, serviram de local para a concretização de um projeto da antológica arquiteta Lina Bo Bardi (que já tinha projetado o MASP – Museu de Arte de São Paulo). Dividindo os vários casarões da fábrica e reorganizando-os para servirem de cenário para diversos eventos, estava pronto o SESC Pompeia.

Já naquele ano, vários eventos transformaram o SESC Pompeia num local cobiçado pelos que surgiam – para citar apenas um, “O Começo do Fim do Mundo”, festival pioneiro que celebrou a cultura punk (com shows, exibição de filmes, lançamentos de livros), então incendiando as periferias paulistanas. Àquela altura, com os primeiros sucessos massivos, a geração dos anos 1980 já chamava mais a atenção. E a TV Cultura, emissora pública paulistana, foi uma das primeiras a ter notado no ar a “eletricidade”. Bastou o interesse de alguns produtores para arranjar um espaço onde pudesse ser gravado um programa que tivesse jovens fazendo arte para jovens (não só de idade, mas de espírito).

Esse espaço foi exatamente o teatro do SESC Pompeia: um palco no meio, com a plateia de um lado e de outro, exatamente para facilitar a proximidade e a manifestação do público. Tudo bem a gosto daquela geração. Resultado: em 12 de março de 1983, um sábado, nesse teatro, a TV Cultura exibia a primeira edição do Fábrica do Som, programa que era gravado às terças, das 21h às 23h, para ser exibido aos sábados. Assim foi, até 1984.

Primeiramente, é verdade que o programa abria espaço considerável às bandas/cantores da vanguarda paulistana: de Arrigo Barnabé a Itamar Assumpção, passando por Grupo Rumo, Língua de Trapo, Tetê Espíndola etc. Sem contar pintores que faziam intervenções visuais nos cenários do programa. Ou então, leituras de poesia no ar – não era em qualquer lugar que se encontrava Paulo Leminski recitando algumas de suas obras. Com toda essa oferta de arte, não demorou muito para que as bandas que passavam por São Paulo se interessassem em participar do Fábrica do Som. Foi o que aconteceu. Titãs (ainda Titãs do Iê-Iê), Ira!, Ultraje a Rigor, Sossega Leão: todas elas participaram do programa apresentado pelo artista audiovisual Tadeu Jungle. Abriu-se espaço até para a participação de Raul Seixas.

Aos poucos, embora não fosse um campeão de audiência, o Fábrica do Som foi se transformando num espaço fundamental para quem quisesse ganhar espaço em São Paulo. Chegando de Brasília, veio o Capital Inicial. O Barão Vermelho também passou por lá. E aí entram os Paralamas. Porque pouco antes do Fábrica acabar, em 12 de março de 1984, foi realizada uma edição de homenagem ao maestro Rogério Duprat (1932-2006), figura decisiva nas experiências musicais da época do Tropicalismo. E nossos três conhecidos lá estavam no teatro do SESC Pompeia, representando as novas bandas, junto do Ultraje a Rigor.

No programa, os Paralamasdivulgaram Cinema Mudo, em duas performances: “Química” e “Vital e sua moto”, ambas ao vivo, como você pode ver abaixo. Herbert Vianna foi claro: “É um prazer para a gente estar aqui”.

 

Nesse mesmo dia ainda rolou uma “canja”. Com Leospa, o baterista do Ultraje, fora de combate por uma fratura na mão, Roger Moreira pediu que João Barone quebrasse o galho. Camaradagem aceita. E antes mesmo da participação dos Paralamas, Barone acompanhou Roger, Maurício Defendi e Carlo Bartolini, em “Inútil” e “Mim quer tocar”. Veja aí embaixo (desconsiderem as legendas malucas e cheias de erros de português que aparecem nos vídeos rs)

 

 

Agora, quase 33 anos depois, não vai ser no Teatro. Mas sim na Comedoria, exatamente no prédio do outro lado da rua de paralelepípedos por onde começa o SESC Pompeia. De qualquer modo, o local continua trazendo lembranças do começo. E continua dando fôlego e alegrias aos Paralamas do Sucesso.

Esperamos todos lá para 3 dias seguidos de muito rock e energia nesse mítico palco paulistano! :-)

Os ingressos esgotaram mas, fiquem de olho no nosso Facebook e no nosso Instagram que iremos postar fotos e vídeos ao vivo das 3 apresentações!

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