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SEVERINO \\ 1994

SOBRE O ÁLBUM

“Severino” ficou conhecido como um dos discos mais difíceis dos Paralamas, e marcou o auge da distância entre a recepção calorosa na Argentina e a fria no Brasil. Por aqui, as músicas mal entraram na programação das rádios, as vendagens foram ainda tímidas para o status que a banda tinha conquistado, mas os shows ficaram lotados. Por lá, de cara a faixa Dos Margaritas estourou e nenhum hermano conseguiu entender onde o público brasileiro andava com a cabeça.

Herbert trouxe do primeiro disco-solo o mergulho no Brasil profundo atrás de ritmos mais rústicos. Ao mesmo tempo, o disco foi produzido na Inglaterra, com o ex-guitarrista da Roxy Music, Phil Manzanera, e teve a participação do brasileiro Chico Neves em batidas eletrônicas. Nas letras, puxou poemas de forte temática social – influência escancarada de Cabral de Mello Neto – e os misturou a baladas em português e em castelhano. Os convidados do disco foram uma boa mostra do que a banda queria amarrar no momento: o baiano Tom Zé, o fluminense Egberto Gismonti, o argentino Fito Paez, o inglês Brian May, a também inglesa Reggae Philarmonic Orchestra e o jamaicano Linton Kwesi Johnson. Entre tantas influências, estava dada mais uma guinada reforçando a personalidade da banda.

A capa merecia uma menção especial: foi a primeira da banda a explicitar a preocupação com um olhar artístico. A apropriação creditada do trabalho do artista esquizofrênico Bispo do Rosário mereceu aplausos e críticas pesadas na imprensa – o que acabou dividindo atenções com a música. A História (com agá maiúsculo) tratou de deixar claro que o som do disco tinha mesmo na obra do Bispo um perfeito espelho: ao mesmo tempo cru e sofisticado, seco, direto e abstrato.