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BORA BORA \\ 1988

SOBRE O ÁLBUM

O primeiro impacto de “Bora Bora” era a capa super colorida. O segundo eram os metais que abriam o disco. Mas logo vinha a frase que desafiava os sentidos: “no beco escuro explode a violência”. Escuro? Violência? O disco não prometia alegria? Assim como em um drible de Garrincha, o quarto álbum de estúdio do Paralamas fazia que ia para um lado e jogava a bola para o outro o tempo inteiro. Era fossa ou era festa?

Uma boa análise para o disco podia ser a de que se tratava de uma continuação de “Selvagem?”, até mais radical no namoro com sons afro-caribenhos. Era uma análise correta. Agora, não era possível falar de “Bora Bora” sem levar em consideração a separação de Herbert de Paula Toller. Esse episódio jogava boa parte do disco, notadamente a segunda metade (o lado b do lp), para as pontas mais remotas do coração, onde a dor dóia mais.

“Bora Bora”, portanto, foi um disco definitivo em alguns sentidos. Herbert nunca mais largou o apreço pelas canções de amor, os Paralamas nunca mais largaram o naipe de metais, e a dupla jamaicana Sly & Robbie nunca mais deixou de ser a principal influência para a cozinha de Bi e Barone. Estava tudo lá, pronto para embalar a dança.