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BIG BANG \\ 1989

SOBRE O ÁLBUM

O som de uma explosão pode ter vários significados, e neste disco o principal deles talvez seja a consolidação de um Paralamas não mais de três, mas de sete cabeças. Um bicho com a guitarra afiada e uma cozinha neguinha até a última ponta (esteja a ponta no gueto de mundo em que estiver), e também com um teclado detonador e o naipe de metais que ficou consagrado como o mais sincronizado do Brasil.

O Brasil de 89, aliás, era um país que não sabia mais votar para presidente, que não via no horizonte um fim para a hiperinflação, e que tinha acabado de por fim à censura. Aaaargh! Por que não uma bomba como solução? As letras provocativas de Herbert estavam longe de qualquer rabugice: muito mais uma ode à malandragem de quem sobrevive e tira onda, de quem resiste na boa. Daí o groove quente-pelando de baixo incansável e bateria toda quebrada, com as levadas de um teclado nervoso e solos precisos de sax-trompete-trombone. Suor de verão escorria, mesmo quando era hora de balada, ora mais bossa, ora mais jazz – afinal, a lição da fossa tinha sido bem aprendida em “Bora Bora”.

Nada previsível, nem nada inatingível. O hit Lanterna dos Afogados até hoje merece interpretações, e a audição dentro do disco inteiro só amplia as possibilidades. Como disse o então titã Arnaldo Antunes no release da época: “o pé que dança decodifica melhor o recado”.