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Paralamas na Bahia

Foto do show de Vitória da Conquista em 2008


O começo de 2017 proporcionou um périplo dos Paralamas do Sucesso pelo interior e litoral da Bahia. A rigor, a visita já começou em janeiro, no dia 31, com o show na Festa da Purificação, em Santo Amaro da Purificação. Continuará no dia 11, com show em Lauro de Freitas (no Armazém Hall). Mais uma passagem pela região, como tantas que a banda já fez em momentos recentes de sua história. Confira!

 

Os Paralamas do Sucesso têm uma relação íntima com a Bahia. Poderíamos começar por Salvador, de tantos shows importantes nesses 35 anos – além do mais, Brasil Afora foi gravado no estúdio Ilha dos Sapos, de Carlinhos Brown, no bairro do Candeal. Mas deixemos a capital da Boa Terra para outra oportunidade. Agora, a hora é de citarmos algumas passagens paralâmicas pelo interior e litoral do estado.

E elas acontecem há muito tempo. Dá para falarmos de uma ou outra passagem, ocorridas nos anos 1980 e 1990. E até de um programa marcante de televisão gravado no interior baiano: em dezembro de 1999, ainda divulgando o Acústico para a MTV brasileira, Herbert, Bi, Barone (e o então percussionista Eduardo Lyra) gravaram um programa da própria emissora, o Luau MTV, exibido no início de 2000, com a apresentação de Sabrina Parlatore. Onde foi a gravação? Na Bahia – mais precisamente, em Lauro de Freitas…

 

 

O tempo passou, muita coisa aconteceu, os Paralamas voltaram às turnês… e o interior da Bahia passou a ser um local periódico de aparições. Principalmente em festivais – como há quase dez anos, em 18 de agosto de 2007, quando a banda foi uma das atrações do primeiro Festival de Inverno de Vitória da Conquista, ainda divulgando o disco Hoje (embaixo, você pode ver um vídeo daquele show, gravado por um fã, com “O calibre”).

 

 

Não demorou muito para os Paralamas percorrerem a Bahia por dentro. Já em 29 de março de 2008, eles estavam de volta, em mais um evento. Dentro da Festa de São Pedro, projeto com vários eventos culturais por todo o estado, os Paralamas tocaram na cidade de Tapiramutá. Aí embaixo, você pode ver um vídeo gravado por um fã, de cima do palco, com “La Bella Luna”:

 


A partir daí, demorou um pouco mais para o retorno a outros municípios baianos. Mas ele afinal aconteceu. Foi em Ilhéus, em 28 de outubro de 2012, na casa de shows Boca du Mar, numa apresentação da turnê de Brasil Afora (embaixo, um vídeo de “Meu erro”, tirado dessa performance):

 

 

Desde então, não se passa pelo menos um ano sem que os Paralamas voltem a pelo menos uma cidade baiana. Foi assim em 8 de setembro de 2013, quando a turnê de celebração dos 30 anos passou por Paulo Afonso, no festival Copa Vela. Em 2014, houve o retorno dos Paralamas ao Festival de Inverno de Vitória da Conquista, em 31 de agosto – embaixo, a íntegra da apresentação, exibida pelo canal Multishow:

 

 

Depois, foi a vez de Arembepe, no dia 21 de março de 2015. Finalmente, ano passado, Ilhéus voltou a receber os Paralamas, também em março, no dia 26, para encerrar a primeira noite do Aleluia Ilhéus Festival. Neste 2017, começou com Santo Amaro da Purificação, continuará em Teixeira de Freitas e vai parar em Lauro de Freitas (nesta última cidade, o show será junto do Movimento Musical Alavontê, banda de Durval Lelys).

 

Sorriam, porque os Paralamas estão na Bahia. Afinal, sempre é bom sentir as vibrações da Boa Terra.


Ingressos para o show de Lauro de Freitas, dia 11 –  http://bit.ly/pds_laurodefreitas 

Paralamas Na Estrada – Janeiro 2017

 

O ano de 2017 começou a todo vapor para os Paralamas do Sucesso!

Neste mês de janeiro foram 7 shows que percorreram o Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil. Apresentamos aqui fotos inéditas de bastidores e dos shows do mês de Janeiro/2017: São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP) e Santo Amaro (BA).

Em destaque no post, a foto do show do Rio de Janeiro que contou com a participação mais que especial do amigo e parceiro Carlinhos Brown. :-)

As demais fotos estão aqui, só clicar e se divertir!

Fotos – Sesc Pompeia (SP)

 

Foram 3 shows incríveis no Sesc Pompeia em São Paulo.

Ingressos esgotados para os 3 dias.

Chegou a hora de conferir as melhores fotos desse fim-de-semana, clicando aqui.

Valeu, São Paulo! :-)

“Fabricando som” no Sesc Pompeia

 

Depois de um merecido descanso, é hora dos Paralamas do Sucesso darem o pontapé inicial nos trabalhos de 2017. O 35º ano de história da banda já começa com tudo: três shows na Comedoria do SESC Pompeia, em São Paulo, entre este dia 12 e o próximo dia 14, todos com ingressos já esgotados. Relembramos agora um momento especial que os Paralamas viveram, ainda no início de sua história, dentro do SESC.

 

Por mais que aquela geração de bandas/cantores dos anos 1980 já estivesse botando o pé na porta da música brasileira, ainda não havia espaços suficientes para que ela se expressasse. Programas dedicados ao público jovem? Até havia iniciativas aqui e ali, mais focadas em música ou abertos a todo e qualquer tipo de manifestação artística, mas nada duradouro.

Aos poucos, todavia, a movimentação fervilhante daquele pessoal, foi chamando a atenção. No caso de São Paulo, um espaço aberto em 20 de janeiro de 1982 foi fundamental para aumentar a curiosidade sobre o que se estava fazendo, em arte. As antigas instalações de uma fábrica desativada, no bairro da Pompeia, serviram de local para a concretização de um projeto da antológica arquiteta Lina Bo Bardi (que já tinha projetado o MASP – Museu de Arte de São Paulo). Dividindo os vários casarões da fábrica e reorganizando-os para servirem de cenário para diversos eventos, estava pronto o SESC Pompeia.

Já naquele ano, vários eventos transformaram o SESC Pompeia num local cobiçado pelos que surgiam – para citar apenas um, “O Começo do Fim do Mundo”, festival pioneiro que celebrou a cultura punk (com shows, exibição de filmes, lançamentos de livros), então incendiando as periferias paulistanas. Àquela altura, com os primeiros sucessos massivos, a geração dos anos 1980 já chamava mais a atenção. E a TV Cultura, emissora pública paulistana, foi uma das primeiras a ter notado no ar a “eletricidade”. Bastou o interesse de alguns produtores para arranjar um espaço onde pudesse ser gravado um programa que tivesse jovens fazendo arte para jovens (não só de idade, mas de espírito).

Esse espaço foi exatamente o teatro do SESC Pompeia: um palco no meio, com a plateia de um lado e de outro, exatamente para facilitar a proximidade e a manifestação do público. Tudo bem a gosto daquela geração. Resultado: em 12 de março de 1983, um sábado, nesse teatro, a TV Cultura exibia a primeira edição do Fábrica do Som, programa que era gravado às terças, das 21h às 23h, para ser exibido aos sábados. Assim foi, até 1984.

Primeiramente, é verdade que o programa abria espaço considerável às bandas/cantores da vanguarda paulistana: de Arrigo Barnabé a Itamar Assumpção, passando por Grupo Rumo, Língua de Trapo, Tetê Espíndola etc. Sem contar pintores que faziam intervenções visuais nos cenários do programa. Ou então, leituras de poesia no ar – não era em qualquer lugar que se encontrava Paulo Leminski recitando algumas de suas obras. Com toda essa oferta de arte, não demorou muito para que as bandas que passavam por São Paulo se interessassem em participar do Fábrica do Som. Foi o que aconteceu. Titãs (ainda Titãs do Iê-Iê), Ira!, Ultraje a Rigor, Sossega Leão: todas elas participaram do programa apresentado pelo artista audiovisual Tadeu Jungle. Abriu-se espaço até para a participação de Raul Seixas.

Aos poucos, embora não fosse um campeão de audiência, o Fábrica do Som foi se transformando num espaço fundamental para quem quisesse ganhar espaço em São Paulo. Chegando de Brasília, veio o Capital Inicial. O Barão Vermelho também passou por lá. E aí entram os Paralamas. Porque pouco antes do Fábrica acabar, em 12 de março de 1984, foi realizada uma edição de homenagem ao maestro Rogério Duprat (1932-2006), figura decisiva nas experiências musicais da época do Tropicalismo. E nossos três conhecidos lá estavam no teatro do SESC Pompeia, representando as novas bandas, junto do Ultraje a Rigor.

No programa, os Paralamasdivulgaram Cinema Mudo, em duas performances: “Química” e “Vital e sua moto”, ambas ao vivo, como você pode ver abaixo. Herbert Vianna foi claro: “É um prazer para a gente estar aqui”.

 

Nesse mesmo dia ainda rolou uma “canja”. Com Leospa, o baterista do Ultraje, fora de combate por uma fratura na mão, Roger Moreira pediu que João Barone quebrasse o galho. Camaradagem aceita. E antes mesmo da participação dos Paralamas, Barone acompanhou Roger, Maurício Defendi e Carlo Bartolini, em “Inútil” e “Mim quer tocar”. Veja aí embaixo (desconsiderem as legendas malucas e cheias de erros de português que aparecem nos vídeos rs)

 

 

Agora, quase 33 anos depois, não vai ser no Teatro. Mas sim na Comedoria, exatamente no prédio do outro lado da rua de paralelepípedos por onde começa o SESC Pompeia. De qualquer modo, o local continua trazendo lembranças do começo. E continua dando fôlego e alegrias aos Paralamas do Sucesso.

Esperamos todos lá para 3 dias seguidos de muito rock e energia nesse mítico palco paulistano! :-)

Os ingressos esgotaram mas, fiquem de olho no nosso Facebook e no nosso Instagram que iremos postar fotos e vídeos ao vivo das 3 apresentações!

Retrospectiva Paralamas 2016

 

“O viajar já é mais que a viagem”, “foi um longo caminho até aqui”… trajetórias estão sempre presentes nas letras dos Paralamas, aqui e ali. E por mais que a preferência seja sempre caminhar para frente, impossível não fazer uma reflexão em determinadas épocas. E que época melhor há para balanço do que um final de ano? Então, confira aí uma retrospectiva de 2016 dos Paralamas! Crédito da Foto: Michelle Castilho / Show Circo Voador

 

Começamos lembrando que, no princípio, eram três. “Ué, claro que eram três, quando a banda começou!”, você lembrará. Mas a referência aqui é ao que ocorreu entre 19, 20 e 21 de fevereiro. Após dois shows em janeiro (Fortaleza e Caraguatatuba), o segundo mês de 2016 viu Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone voltarem a fazer uma sequência de shows somente em trio – coisa que não faziam oficialmente desde 1986. E o Teatro J. Safra, em São Paulo, foi o local onde começou o especial #ParalamasTrio – que pipocará neste texto outras vezes.

Mas, se se apresentar em trio de novo era um desejo enfim realizado, continua sendo ainda melhor para os Paralamas terem amigos ao lado em cima do palco. E isso continuou acontecendo em 2016. Em março, rolou uma apresentação com os amigos dos Titãs, no Ginásio Nilson Nelson em Brasília, no dia 5. Pouco depois, começou outra grande festa na qual os Paralamas estiveram junto de queridas companhias: o Nivea Viva Rock Brasil.

Nesse projeto, a história dos 60 anos pop rock brasileiro e seus hits, de Roberto Carlos a Suricato, era exposta em sete shows abertos e gratuitos. E a presença dos Paralamas era dupla, de certa forma. João Barone era o baterista fixo da superbanda que estava no palco: Rodrigo Suricato (guitarra e vocal), Maurício Barros (teclados e vocais), Milton Guedes (sax, flautas e vocais), Dado Villa-Lobos (guitarra) e Liminha (baixo). E a certa altura, os três Paralamas faziam participações no show: com “Meu erro”, “Óculos” e uma versão especial de “Até quando esperar”, da Plebe Rude – mais o acompanhamento para Dado Villa-Lobos, em “Será”, e Nando Reis, em “Marvin” e “Sonífera ilha”. Na frente do palco, além dos Paralamas e Nando, mais amigos: Paula Toller e Marjorie Estiano.

Desde a estreia aberta do Nivea Viva Rock Brasil, em 3 de abril, no Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre, já deu para ver a curtição que seria tocar tantos sucessos para plateias sempre grandes. Só foi melhorando, ao longo dos dois meses de excursão: Rio de Janeiro (Praia de Ipanema, 10 de abril), Recife (Parque Dona Lindu, 30 de abril), Fortaleza (Aterro da Praia de Iracema, 15 de maio), Salvador (Praça Wilson Lins, 22 de maio), Brasília (Parque da Cidade – Dona Sarah Kubitschek, 05 de junho) e, finalmente, São Paulo (Praça Heróis da FEB, 26 de junho).

A essa altura, já é bom dizer: mesmo com os projetos #ParalamasTrio e Nivea Viva Rock Brasil, os shows “normais” dos Paralamas seguiram. Com João Fera, Bidu Cordeiro e Monteiro Júnior, seguiu a velha e deliciosa rotina de várias cidades sendo percorridas Brasil afora. Rolou show em Florianópolis (P12, na praia de Jurerê Internacional, em 12 de março), João Pinheiro (interior de Minas Gerais, em 23 de abril), Sobral (no Ceará, em 4 de julho), Uberlândia (8 de julho), Luminárias (Minas Gerais, 15 de julho), Extrema (Minas Gerais, em 13 de agosto). O interior de São Paulo, então, perdeu a conta de quantos shows teve: Paraibuna (10 de junho, no Largo do Mercado), Pindamonhangaba (19 de junho, no Festival Junino), Piracicaba (24 de junho, no Clube do Sindicato dos Metalúrgicos), Campos do Jordão (29 de julho, no Convention Center)…

Seguiram também as visitas periódicas às capitais. No Rio de Janeiro, mais precisamente na Fundição Progresso, os Paralamas fizeram a apresentação de encerramento do Festvalda, em 9 de julho. Belo Horizonte foi visitada em 23 de julho, no BH Hall. E Salvador foi a parada de 31 de julho, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves.

Ainda antes do FestValda, os Paralamas já haviam marcado presença em outro festival: o velho conhecido João Rock, em Ribeirão Preto, interior paulista. Por sinal, essa performance deu início a uma sequência interessante com mais um grupo de velhos parceiros: a Nação Zumbi, que também se apresentava no João Rock, e que participou de uma sequência, no final do show dos Paralamas. Foi tão bacana que a dupla reapareceu numa noite carioca, agora se apresentando num show completo: em 19 de agosto, ainda em meio aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, num dos shows do Boulevard Olímpico, na Praça Mauá. E, finalmente, Paralamas e Nação Zumbi voltaram a se apresentar juntos em Curitiba, no Teatro Positivo, em 26 de agosto.

Projetos especiais aqui, uma parceria com amigos ali, o show #ParalamasTrio acolá… e o Nordeste foi agraciado com essa última opção. Herbert, Bi e Barone voltaram a subir sozinhos ao palco, em setembro, passando por três capitais nordestinas. João Pessoa, a terra natal de Herbert, não podia faltar: em 17 de setembro, o Teatro Pedra do Reino foi o cenário da apresentação em trio. No dia seguinte, passagem por Natal, no Teatro Riachuelo; e em 19 de setembro, o Recife, no Teatro Guararapes.

O fim do ano seguiu na mesma toada: capitais visitadas (Vitória, Brasília), cidades conhecidas também na lista (com destaque, de novo, para o interior paulista: São José do Rio Preto, São Carlos, Araraquara, Franca – fora o périplo paranaense, por Londrina e Maringá, e uma visita à catarinense Tubarão), duas voltas a São Paulo (29 de outubro, num show no Citibank Hall, seguido de Humberto Gessinger, e 26 de novembro, no Festival da Rádio Nova Brasil FM). Houve ainda mais duas apresentações de #ParalamasTrio em cenários extremamente clássicos aos Paralamas: o Bar Opinião, em Porto Alegre (1º de outubro), e o Circo Voador carioca, eterno nascedouro paralâmico (5 de novembro).

Dava para o ano terminar com uma honrosa visita ao Chile, já que estava previsto o festival Frontera de Santiago, em 3 de dezembro. Não deu: lamentavelmente o festival foi suspenso na última hora. Mas deu para fazer ainda o último show de 2016: Belém (PA), dia 16, em evento de apresentação da nova camisa do Paysandu.

E de qualquer forma, melhor do que lembrar dessas 83 vezes que os Paralamas do Sucesso subiram ao palco neste ano, é ter a certeza de que o longo caminho continua. Motivação não falta. Tanto que 2017, o 35º ano de história dos Paralamas, já começa com três shows no SESC Pompeia, em São Paulo (12, 13 e 14 de janeiro), seguidos de Floripa (dia 21 no P12 Jurerê) e Rio de Janeiro (dia 27 na Arena Banco Original).

A saga continua. Quem quiser, é só chegar. Até porque novidades não faltarão neste ano. Que ele seja bom para todo mundo!

Feliz 2017 Nação Paralâmica!

Paralamas en Chile: ¡siempre enhorabuena!

Bi Ribeiro – Estadio Nacional Chile – 2012

 

En este sábado, 3 de diciembre: ¡Os Paralamas do Sucesso vuelven a ver otros fans en América Latina! Los aficionados ‘paralâmicos’ de Chile podrán ver el grupo en el Festival Frontera, a ocurrir en el Club Hípico de Santiago! Una buena ocasión para que les traigamos recuerdos hermosos de la banda en este país – ¡y no nos faltan recuerdos, en una historia muy larga! (Para ler este texto em Português, clique aqui)

 

Por supuesto, sabéis bien que Os Paralamas do Sucesso tienen una relación muy cercana con América Latina. Al largo de estos 34 años de historia, el grupo de Herbert Vianna, Bi Ribeiro y João Barone empezó en Brasil, naturalmente, pero muy pronto desarrolló gran parte de su trabajo en otros países sudamericanos. Esa relación empezó en Argentina – donde el primer show de los Paralamas ocurrió hace 30 años, en el festival Chateau Rock, ubicado en el estadio Chateau Carreras, en la ciudad de Córdoba. Pero, si la historia empezó en Argentina, podemos decir que Chile fue uno de los capítulos inmediatamente posteriores de la trayectoria de la banda en otras tierras sudamericanas.

Ya en 1987, los primeros álbumes de la banda, como El paso de Luis (O passo do Lui) (1984) y Salvaje? (Selvagem?) (1986) llegaron para venta en las grandes ciudades chilenas. Incluso, Salvaje? ganó disco de oro en Chile, por sus ventas. Con tal interese, en muy poco tiempo, los propios chilenos tuvieron la oportunidad de saber lo que pensaban estos tres jóvenes brasileños. Pero no lo supieron en una performance en vivo, sino en varias entrevistas. En julio de 1988, Herbert, Bi y Barone viajaron a Santiago para los trabajos de divulgación de Bora Bora, su quinto LP. Al diario El Mercurio, Herbert (entonces y siempre, el principal compositor de la banda) ha comentado acerca del contenido de las letras de Bora Bora – y también acerca de la importancia del rock para toda la juventud: “Rock es necesario para la salud de la juventud. Los jóvenes necesitan expresarse y hablar acerca de sus problemas. Todos tenemos historias políticas, económicas y sociales en común”.

Herbert siguió hablando al periódico: “Ahora hay una apertura, una necesidad de expresión de la gente, pues nos sentimos casi sin futuro, porque el único camino que nos ofrecen parece ser la escuela, la universidad, la estructura que nos dieron. Los jóvenes tienen la necesidad de cuestionar, de elegir sus propios caminos, y la música es la mejor antena para comunicar estos mensajes a los que viven los mismos problemas. Por eso el rock tiene tanta fuerza”. Entonces, habló acerca de aquel momento en la banda: “Paralamas hablan a su generación. Los temas de nuestras canciones son la busca de la felicidad – sea política, social o personal. Nuestro último disco (Bora Bora) es mucho más personal. Selvagem? es más social, al paso que el último LP describe la realidad interior de uno”.

 

Show no Parque de las Esculturas

 

En el comienzo de los años 1990 hubo una mala fase en la economía de Brasil, el rock ya no era el más popular de los ritmos musicales en el país de la banda, los discos no eran tan hablados por los brasileños y a muchos periodistas ya no les gustaba el trabajo. ¿Problemas? Por supuesto que no: era la oportunidad de oro para que Herbert, Bi y Barone desarrollasen en el más profundo su trabajo en otros países latinoamericanos. En 1991, al mismo tiempo que mezclaban las canciones del álbum Os Grãos, en Los Angeles (EE.UU), grabaron unas versiones para la antología Paralamas, lanzada en el mismo año en varios países sudamericanos. Entre ellos… Chile.

El éxito fue grande, muy grande. Después de todos los años con entrevistas y visitas promocionales, por fin, los Paralamas llegaron a Chile para un concierto: en 24 de julio de 1992, hicieron su primer show en Santiago, en el Teatro California, junto de varias entrevistas. Al diario Las Últimas Noticias, antes de la performance, en 23 de julio, Herbert ha dicho: “Esa tour obedece a un deseo de tener contato con el público, que ya empieza a distinguir el grupo, especialmente en los países donde estamos bien. En Chile ganamos un disco de oro, y eso significa que nuestra música avanza, sin embargo no haya la misma receptividad para rock como había hace unos años”. Performance hecha, dos días después, El Mercurio fue generoso con el grupo: “Gran show dieron los Paralamas (…) Sonido fuertemente rock, pero lleno del sabor inconfundible del caliente Brasil”.

El álbum siguiente de los Paralamas en América Latina, Dos Margaritas (lanzado en Brasil con el nombre Severino, de 1994), siguió con gran éxito. Y en 1994, la banda hizo más shows en Chile – podría haber hecho uno más, junto de la conocida banda inglesa UB40, en septiembre, pero fue cancelado. Aquel tiempo dejó recuerdos muy lindos, como unas performances en Viña del Mar… pero el álbum Vamo Batê Lata, lanzado en Brasil, en 1995, trajo nueva fase de éxito monstruoso de los Paralamas en su patria natal. Entonces, los shows en Brasil volvieron al primer plano en la agenda. Pero Paralamas no se olvidaron de Chile: en 9 Lunas, la versión del álbum de 1996 para los países latinoamericanos, las versiones de las letras en español fueron hechas por un… chileno! Amigo de la banda, Pablo Ugarte, bajista y cantante del grupo Upa!, escribió letras como “Un industrial” (“Capitão de industria”, en portugués) o “Incompletos” (“Seja você”, en portugués).

Si no hubieron shows de los Paralamas en Chile después del 1994, el accidente de Herbert Vianna, en 2001, puso muchas y naturales dificultades en el camino de la banda. Todas superadas con brillo gigante. La banda volvió a los shows en América Latina: Argentina (2003), Uruguay (2011)… y al fín, ¡Chile! En noviembre del 2012, la historia conmovedora de rehabilitación de Herbert sirvió para el retorno: en la versión chilena del conocido Teleton, el cantor y guitarrista contó su trajectória desde el accidente de 2001. Y los Paralamas pudieron probar a los fans de Chile que la historia siguió bien, presentándose en Teleton, en el Estadio Nacional:

 

 

Pero, João Barone siempre dice: “Si Herbert pudiera, haría shows todos los días de la semana”. Entonces, sólo dos días después del Teleton, en 2 de diciembre de 2012, los Paralamas subieron al palco en el Parque de las Esculturas de la Providencia, en Santiago, para un concierto más, dentro del proyecto “Chile canta Brasil”, organizado por la embajada brasileña en la capital chilena (bajo, un video de ese show):

 

 

Pero… eso hace cuatro años. Mucho tiempo. Ahora, cuatro años y uno día después, los Paralamas vuelven a Chile. ¡Siempre enhorabuena!