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Visitando os Estados Unidos

 

Os Paralamas do Sucesso seguem a turnê de Sinais do Sim – e a próxima parada é nos Estados Unidos! Neste sábado, dia 21, a apresentação é no Festival Pompano Beach, em Miami, na Flórida – local onde a banda já havia se apresentado, em setembro de 1994. E o site decidiu lembrar, com fotos e vídeos, outras passagens dos Paralamas pelo país! Veja tudo aí abaixo!

 

1983 – Convite para a primeira apresentação dos Paralamas nos Estados Unidos. Divulgando Cinema Mudo, a banda viajou junto de Lobão (& Os Ronaldos, banda dele à época) para um show em 27 de setembro, na Danceteria, casa de shows em Nova Iorque.


 

1986 – Memórias da segunda apresentação da banda em terras norte-americanas – no Sounds of Brazil, casa dedicada à música brasileira, em Nova Iorque. Em 7 de setembro daquele ano, os Paralamas passaram por lá. Aqui, você vê a filipeta de divulgação do show, uma foto da apresentação propriamente dita, e a pose com as visitas ilustres ao camarim, naquele dia. Da direita para a esquerda, em pé: Bi Ribeiro, David Rudder e Femi Kuti. Agachados: João Barone, Naná Vasconcelos, Herbert Vianna e Arto Lindsay. (Foto: Maurício Valladares)

 

1989 – Mais uma apresentação no Sounds of Brazil – aqui, em 17 de julho de 1989. Da esquerda para a direita, estão David Byrne (em cujo disco Rei Momo Herbert Vianna gravou sua participação durante a estadia, com vocais em “Office Cowboy”), Herbert, Barone, o produtor Steve Lillywhite e Bi.

 

 

1994 ­– Já durante a turnê de Severino, os Paralamas fizeram dois shows nos Estados Unidos. Um deles, a primeira passagem em Pompano Beach; o outro é este aí promovido no cartaz, no Supper Club, boate em Nova Iorque, no dia 23 de outubro.

 

 

1999 – Em 3 de julho, já com o Acústico gravado e prestes a ser lançado, os Paralamas foram ao Summerstage, festival de apresentações para o verão americano, no Central Park de Nova Iorque, para shows junto a Pedro Luís & A Parede. O vídeo abaixo é dessa apresentação. E a recepção foi tão boa que a banda recebeu uma carta de felicitações, da organização do festival, em setembro de 1999.

 

2006 – O retorno dos Paralamas aos Estados Unidos. A foto é de uma apresentação em 29 de abril, em Miami – aquele périplo ainda teve passagens por Nova Iorque, Boston, Washington, San Francisco, Los Angeles, Atlanta e Orlando.

 

 

 

2010 – A passagem pelo Summerstage, em 1999, deu frutos posteriores. Em 2010, os Paralamas voltaram ao Central Park para uma apresentação no Tribeca Festival, em pleno verão novaiorquino, em 12 de junho de 2010. E também traziam uma participação especial a tiracolo: Maria Gadu.

 

São Paulo abraçando os Paralamas


Com a turnê de “Sinais do Sim” já na estrada, não há como pensar em deixar de passar por São Paulo. E mais uma vez, os Paralamas do Sucesso estão chegando a ela, para o show deste próximo 7 de outubro, no Espaço das Américas, apresentando o novo álbum aos paulistanos! Ótima oportunidade para o site fazer um “top 5” de momentos da trajetória da banda na capital paulista – desde os primeiros shows, naquela cena dos anos 1980, desbravando um novo espaço, até a situação atual, com a cidade sendo ponto certo nas turnês – e um público mais do que fielClique aqui e adquira o seu ingresso!

 

1)      O início: encontrando um cenário conhecido

Já no lançamento do compacto com “Vital e sua moto”, em 1983, antes mesmo de Cinema mudo sair, a banda começou a ganhar espaço na imprensa paulista. Não demorou muito para os Paralamas irem conhecer o território vizinho. Primeiro, em casas mais humildes, como a Massa Rara, casa de shows na Avenida Aricanduva, onde tocaram em 28 de agosto de 1983. Depois, em shows com outras bandas: por exemplo, em 25 de janeiro de 1984, numa festa para celebrar o 430º aniversário de São Paulo, no estacionamento do Shopping Eldorado.

Mas as apresentações mais importantes viriam em sequência. Em 13 de abril de 1984, um show na Clash, danceteria no bairro de Pinheiros. No dia seguinte, outro show, em outra danceteria, no mesmo bairro: a Rádio Clube. Em 22 de junho, mais uma danceteria abria espaço: a Radar Tantã, no Bom Retiro. A partir dali, os Paralamas começariam a notar que, como no Rio de Janeiro natal, o cenário paulista daquela geração também estava cheio de danceterias: além de Clash, Rádio Clube e Radar Tantã, havia Raio Laser, Rose Bom Bom, Tífon… E cheio de bandas: Titãs, Ira!, Ultraje a Rigor, Magazine.

 

Os Paralamas em frente ao Olympia, em 20 de outubro de 1988, véspera da estreia da turnê de Bora Bora. Foto: Lena Vettorazzo/Estadão

 

2)      A continuação: território “conquistado”

Embora trabalhosa, a luta para arranjar espaço e conhecer o cenário paulistano deixou boas lembranças em Herbert Vianna, conforme ele comentou ao jornalista Jamari França para a biografia Os Paralamas do Sucesso: vamo batê lata: “No Rose Bom Bom era demais, porque [o espaço] era mínimo, e quem ia lá era Kid Vinil, Roger [do Ultraje a Rigor], essa galera muito legal. A gente dava três entradas [para tocar], uma às 23 horas, outra às 2 e outra às 4 da manhã, (…) aí a gente pegava os amplificadores, ia para a rua Augusta e pegava um táxi pro Jandaia [hotel no bairro paulistano dos Campos Elíseos, já fechado]. Eram os quatro num quarto – eu, Bi, Zé [Fortes] e João -, um tempo muito bom”.

Já dava até para aparecer em programas de tevê disponíveis apenas para a praça paulistana – como o Fábrica do Som, gravado no SESC Pompeia, apresentado pelo artista audiovisual Tadeu Jungle e exibido na TV Cultura (veja abaixo o vídeo). Com o estouro de O Passo do Lui (lançado em SP no Radar Tantã, em 27 de setembro de 1984) e os shows no Rock in Rio, as passagens por São Paulo ficaram cada vez mais habituais para os Paralamas – assim como o contato com todo aquele pessoal que também ia ganhando simultaneamente fama nacional.

 

Ainda seguia a realidade das danceterias – fossem as supracitadas, fossem outras que rapidamente acabaram, como o Dancing, a Pool Music Hall (outra em Pinheiros!) e a Toco (nesta, no bairro da Vila Matilde, os Paralamas fizeram um de seus primeiros shows após o Rock in Rio I, em 10 de fevereiro de 1985). Porém, espaços maiores iam surgindo, para suprir a demanda indiretamente estimulada pelas bandas daquela geração: melhores equipamentos de som e luz, mais espaço para a plateia dançar etc. Um desses novos espaços virou ponto certo dos Paralamas: o Projeto SP, tenda armada na região central de São Paulo, que lá ficou no fim dos anos 1980. No Projeto SP foi feito o show paulistano de lançamento de Selvagem?, em 16 de maio de 1986.

 

3)      Espaços maiores para shows maiores

A essa altura – do meio para o final dos anos 1980 -, as danceterias eram cada vez mais coisa do passado. Era hora de outra fase: dos espaços minúsculos para as danceterias, e dessas para as casas médias. Como o Aeroanta, num galpão na rua Miguel Isasa, no bairro de Pinheiros: foi lá que os Paralamas fizeram o lançamento de Bora Bora, em 23 de maio de 1988, num show restrito para a imprensa.

O que não quer dizer que o público já fidelíssimo dos Paralamas na Pauliceia Desvairada ficou a ver navios: já tinha visto a perna paulista do Hollywood Rock, em 14 de janeiro do mesmo 1988, no estádio do Morumbi, e veria em 21 de outubro a estreia aberta do show de Bora Bora (é o vídeo aí embaixo), numa casa de shows inaugurada naquele ano, que logo se tornaria um dos lugares mais conhecidos de toda a carreira de Herbert, Bi e Barone: o Olympia, no bairro da Lapa. Que também seria cenário do show de lançamento de Big Bang em SP, em 5 de março de 1990, já com o disco na praça havia alguns meses.

Àquela altura do campeonato, os nossos conhecidos já tinham tamanho suficiente não só para casas maiores de São Paulo, mas também para shows maiores. Fossem em festivais, como o Hollywood Rock (a perna paulista da edição de 1992, quando os Paralamas fizeram aquela histórica parceria com os Titãs, foi no estádio do Pacaembu). E fossem em apresentações da própria banda – como a que lotou o Vale do Anhangabaú, no feriado do Dia da Independência, em 1994.

Sem contar festivais, como o Close-up Planet, na pista de atletismo do Ibirapuera, em 1º de novembro de 1997. Além das temporadas e dos fins de semana certos no Olympia, de saudosa memória (durou até 2006). Ou no velho Palace: inaugurado em 1983, no bairro de Moema, o local ganhou outros nomes ao longo de sua existência, em função de patrocinadores, mas sempre teve o original como nome de preferência dos Paralamas e dos fãs das antigas.

 

4)      As gravações

Pois foi justamente no Palace que os Paralamas gravaram o segundo álbum ao vivo de sua carreira. A turnê de Severino passou por lá em dezembro de 1994. No dia 16, uma sexta-feira, show feito para convidados; e nos dias 17 e 18, com o calor do público, foram gravadas as apresentações que viraram Vamo batê lata – Paralamas ao vivo. O CD, o LP, a fita K7 e o VHS (relançado em DVD) você já deve conhecer – ou já deve ter baixado, em tempos de download. Mas mesmo assim segue abaixo a versão da faixa-título gravada naquele fim de semana no Palace.

O tempo passou. Vieram novas grandes casas de show em São Paulo, como o Via Funchal (já extinto), o Tom Brasil e o Credicard Hall (hoje, Citibank Hall). Aberta à beira da Marginal Pinheiros, esta última casa contou com uma apresentação de Paralamas e Titãs no projeto “Sempre Livre Mix”, em 3 de outubro de 1999.

Mesmo com a interrupção forçada da trajetória em 2001, os Paralamas seguiram com São Paulo sendo parada óbvia, ao retornarem. Pois a turnê de Longo Caminho passou pela cidade tão logo foi possível, numa data de ótimos augúrios: 4 de maio de 2003, aniversário de 42 anos de Herbert Vianna, num show na Praça Charles Miller. Mais alguns meses, e outra performance paulistana – daquela vez, no Parque do Ibirapuera. E quando foi necessário escolher um lugar para gravar uma apresentação daquela histórica turnê, onde foi? No velho e bom Olympia, em 14 de novembro de 2003, onde se gravou o show que rendeu Uns dias ao vivo.

 

5)      As experiências em casas menores

 

Espaços gigantes explorados, ao longo dos anos 2000 os Paralamas foram voltando a lugares um pouco menores dentro de São Paulo. Houve alguns shows numa pequena casa de curta existência, a City Hall, no Itaim, em 2005. Anos depois, uma apresentação fugaz em trio, no Baretto, outro lugar menor.

 

Tudo isso, sem esquecer dos lugares que podiam receber mais gente: o Via Funchal sediou tanto uma apresentação marcante em parceria com Maria Rita, promovida por uma rádio, em 22 de novembro de 2006, quanto o show com os Titãs para o projeto 25 anos de rock, em 24 de novembro de 2007. E como esquecer o 20 de abril de 2013, quando a turnê de celebração dos 30 anos teve o pontapé inicial no Espaço das Américas, no bairro da Barra Funda?

 

A história teve mais capítulos marcantes em 2016. Em fevereiro, os Paralamas abriram a sequência do especial Paralamas Trio – novamente na Barra Funda, mas agora no Teatro J. Safra. No fim do ano, em 29 de outubro, o Citibank Hall sediou apresentação com Humberto Gessinger. Menos de um mês depois, outra passagem: pelo Espaço das Américas, em 26 de novembro, em evento de uma rádio. E os trabalhos paralâmicos neste 2017 começaram em São Paulo: em 13, 14 e 15 de janeiro, a banda fez suas primeiras apresentações no ano, no SESC Pompeia.

 

Agora, as novidades de Sinais do sim, no Espaço das Américas, neste 7 de outubro. Mais um show para dar razão àquilo que Edgard Scandurra, do paulistaníssimo Ira!, proferiu a Herbert na gravação de Uns dias ao vivo: “São Paulo ama os Paralamas de todo coração”. Com uma história em conjunto quase tão longa quanto a da própria banda, nem precisava dizer.

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Começando em Curitiba, novamente!

 

Está chegando! Lançado Sinais do Sim, é hora dos Paralamas do Sucesso abrirem a nova turnê! O primeiro show dela será em 30 de setembro, no Teatro Positivo, em Curitiba. Por sinal, a capital do Paraná é local preferencial dos Paralamas para dar o pontapé inicial em suas turnês – será a terceira vez que isso acontece na história da banda. E o site dos Paralamas relembra começos anteriores lá, em 1998 e 2009! Adquira seu ingresso!

 

Curitiba é uma capital brasileira levada muito a sério. A razão foi até comentada neste site, num texto de João Barone em 2009: “Via de regra, esquentamos o show em algumas apresentações (…) Sempre vem a lembrança de Curitiba, lugar que por alguma razão tem a fama de testar novos produtos e avaliar a resposta da população, se aprovam ou não. Assim acaba sendo também no meio do entretenimento, pois muitos artistas e bandas gostam de passar em Curitiba com suas peças de teatro e shows, antes de encarar Rio e São Paulo”. No caso dos Paralamas, é assim desde 1998.

Naquele ano, Hey Na Na foi lançado entre o fim de março e o começo de abril, com “Ela disse adeus” chegando primeiro às rádios e abrindo caminho para o nono trabalho de estúdio da banda. Um evento fechado serviu como uma introdução para imprensa e amigos, no Rock in Rio Café, na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro), em 2 de abril. Em maio daquele 1998, Herbert Vianna, Bi Ribeiro, João Barone e os cinco músicos de apoio da época (João Fera, Bidu Cordeiro, Monteiro Júnior, o trompetista Demétrio Bezerra e o percussionista Eduardo Lyra) alugaram a casa de shows Imperator, também no Rio, para ensaiarem o repertório e as surpresas do show. Um “ensaio aberto” foi feito para o público carioca, em 23 de maio, no próprio Imperator.

Mas era hora da turnê de Hey Na Na começar para valer. E onde isso aconteceu? Em Curitiba, mais precisamente na casa de shows Forvm (hoje, Moinho São Roque), em 28 e 29 de maio de 1998, com lotação máxima em ambas. O clima frio na capital paranaense – temperatura de 10º naqueles dias! – foi providencialmente esquentado pelos Paralamas. Ali se viu uma das aberturas de shows mais lembradas de todas as turnês da banda: as quatro torres com refletores “dançavam” pelo palco, com o loop de introdução de “Ela disse adeus” ininterrupto… até a banda começar a canção. “Ska” era a segunda música, e o baile seguia intercalando canções do trabalho recém-lançado (“Por sempre andar”, “Depois da queda, o coice”, “O amor não sabe esperar”) com os sucessos que não podem faltar, mais algumas versões – como “Manguetown”, já no repertório dos Paralamas desde a turnê de 9 Luas.

Ainda durante os ensaios, Herbert Vianna comentou ao jornalista Jamari França sobre uma parte do cenário planejado para aquela turnê: quatro torres, semelhantes a guindastes, com refletores pendurados, parte do sistema de iluminação: “Como [a iluminação] não é computadorizada, dificilmente vai chegar a um grau de perfeição cirúrgica. É um outro conceito, uma outra onda. Mas quando começa o show, com o loop de ‘Ela disse adeus’, e as torres começam a se mexer, a massa vem abaixo”.

O tempo passou, mas Curitiba seguiu como uma das cidades preferenciais para os começos de turnê dos Paralamas, “pelos fãs de lá serem especialmente calorosos” (como Herbert já comentara a Jamari França em 1998). E isso foi novamente confirmado em 2009, com a passagem pelos estados do Sul que iniciou a apresentação de Brasil Afora – lançado em fevereiro daquele ano.

Em 14 de maio, houve uma primeira passagem por Florianópolis. E em 16 de maio de 2009, os curitibanos reencontraram os Paralamas, no Teatro Guaíra. Outro loop iniciava a turnê de Brasil Afora: daquela vez, era a introdução de “Sem mais adeus”, que começava com as cortinas fechadas e se misturava à banda que entrava tocando. Dá para ver tudo isso no vídeo gravado para este site, lá no Guaíra:

 

 

O repertório daquele show trazia cinco canções do trabalho que era lançado (a citada “Sem mais adeus”, “Meu sonho”, “A lhe esperar”, “Mormaço” e “Quanto ao tempo”), mais os sucessos e algumas resgatadas do baú, havia muito não tocadas na época, como “Pólvora” e “Romance ideal”.

Vale lembrar dois momentos marcantes vistos então em Curitiba. O primeiro é lembrado até hoje como um dos grandes momentos da história dos Paralamas em cima do palco: o trecho acústico, no meio do show. Herbert assumia um violão, assim como João Fera; Bi ia para o baixolão; Barone se levantava e ia para uma versão compacta da bateria, apenas com um bumbo, uma caixa e um prato; Bidu Cordeiro e Monteiro Júnior seguiam no palco; e assim tocavam “Mormaço”, “O rio Severino”, “Caleidoscópio” e “Uns dias”, com a mudança do cenário feito por Zé Carratu ocorrendo ao vivo.

O segundo ocorreu em poucos shows daquela turnê: João Barone assumindo a porção “vocalista”, numa versão de “O vencedor” (Los Hermanos). E o baterista comentou tudo aquilo ocorrido, num texto para este site: “O show novo foi super bem recebido na capital paranaense, ainda mais no maravilhoso Teatro Guaíra. Valeu, curitibanos, pelo seu atestado de qualidade!”.

Abertura da turnê de Brasil Afora, no Teatro Guaíra, em 15 de maio de 2009. Foto de Bernardo Mortimer

 

Depois dessas estreias, os Paralamas passaram outras vezes por Curitiba. Mas agora, de novo, é para estrear uma turnê, enfim colocando o pé na estrada e Sinais do sim no palco. Esperamos todos no Teatro Positivo, no próximo dia 30, aguardando pelo “atestado de qualidade”!

Os ingressos para este show já estão à venda! Adquira o seu agora mesmo!

Parabéns, João Barone!

 

Hoje é o dia dele!

Dia de comemorar mais um aniversário do nosso baterista, João Barone! <3

Para comemorar essa data especial preparamos uma galeria de fotos com diversos momentos do nosso Barone ao longo desses 34 anos de Paralamas.

Para os amantes da bateria, separamos os modelos de algumas baterias que o Barone já utilizou nas gravações de discos e nos shows dos Paralamas por todo esse nosso Brasil.

Qual delas que você mais gosta? Conta pra gente! :-)

Para ver todos as fotos de todos os modelos, só clicar aqui e acessar a galeria especial!

 

#ParabénsBarone

Sinais do Sim

Já está nas lojas de todo o Brasil o nosso novo disco: “Sinais do Sim”!  O lançamento oficial aconteceu na sexta-feira, dia 04/08.

A capa foi produzida pelo artista carioca Barrão e contém uma escultura chamada “Já Fui Jarro”. Barrão já fez para a banda a capa de “Hey Na Na” (1998).

Já é possível adquirir o novo disco na pré-venda oficial, tanto no formato físico (CD), como em digital. Clique aqui e adquira o seu agora mesmo!

 

No vídeo abaixo, você confere o clipe oficial da música Sinais do Sim, produzido pelo artista plástico Ennio Torresan, responsável por grandes animações do cinema, como “Madagascar” e “Kung Fu Panda”.

Sinais Do Sim by Os Paralamas Do Sucesso on VEVO.

 

Essa é a capa do nosso novo single, “Sinais do Sim“, que foi lançado no dia 13 de julho, Dia do Rock!

 

Criamos também playlists especiais no Spotify. no Deezer e na Apple Musicpara celebrar este lançamento:

- Paralamas: The Essentials (Spotify)

- Paralamas: Favorites (Spotify)

- Paralamas: This Is (Spotify)

- Paralamas: Dia do Rock (Spotify)

Rock por Paralamas (Deezer)

- Pátria Rock (Spotify)

- Paralamas Essenciais (Apple Music)

- Os Paralamas do Sucesso: É Pop! É Rock! (Spotify)

 

Aqui você confere o lyric vídeo de Sinais do Sim:


Quer conhecer a letra da música? Clique aqui.

 

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Montreux 30 anos

 

Há exatamente 30 anos, em 4 de julho de 1987, os Paralamas do Sucesso viviam o seu “dia D”. Mas, ao invés da Normandia, o “desembarque” foi na 20ª edição do Festival de Jazz de Montreux – mais precisamente, para fazer um show na Noite Brasileira daquele festival. Este show gerou “D”, o primeiro álbum ao vivo dos Paralamas.  Confira as lembranças!

 

No final de 1986, os Paralamas do Sucesso já podiam bater no peito e dizer que eram uma banda respeitada. A aposta arriscada em Selvagem? – aumentar as influências africanas no som – havia sido ganha: já eram mais de 500 mil cópias vendidas do disco, com “Alagados” e “Melô do Marinheiro” convertidas em grandes sucessos da banda (ainda viria “A novidade”). Muito falada no Brasil, era natural que alguns ecos saíssem do país para ganhar o mundo. O alcance desses ecos já havia chegado à Argentina, como você leu aqui. Não demorou muito, e os ecos também alcançaram a Europa: ainda no fim de 1986, houve uma participação num festival em Madri, mais uma passagem rapidíssima de três dias por Portugal.

Essa curta visita já bastou para chamar uma atenção valiosa naquela época: a do suíço Claude Nobs (1936-2013), fundador e diretor artístico do Festival de Jazz de Montreux, realizado anualmente desde 1967 naquela cidade da Suíça, à beira do lago Genebra. Àquela altura, tocar em Montreux era como um atestado de credibilidade musical, como se via na lista de gente que já passara pelo palco do cassino onde eram feitas as apresentações: Ella Fitzgerald, BB King, Nina Simone, Chuck Berry, Ray Charles, Herbie Hancock… e Gilberto Gil.

Por sinal, foi graças a uma apoteótica apresentação de Gil em Montreux, na edição de 1978 do festival, que Claude Nobs decidira fazer uma “Noite Brasileira”, chamando artistas daqui para ocuparem uma noite inteira no festival. Como curadores dessa noite, o patrono do evento escolheu dois amigos: André Midani, então presidente da gravadora WEA, e o produtor Marco Mazzola. E após oito anos de Noite Brasileira (com nomes do calibre de Elis Regina, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, João Bosco, Paulinho da Viola e Djavan, entre outros), Nobs quis chamar os Paralamas para a edição de 1987. O convite chegou à banda e ao empresário José Fortes, vindo de Mazzola – e foi prontamente aceito.

A responsabilidade era gigante: tratava-se da primeira banda brasileira dos anos 1980 a ir tocar em palco tão prestigioso. Mas a oportunidade que se abria era imperdível: quase todo artista brasileiro que saía daqui gravava as apresentações em Montreux para lançamento posterior. De quebra, não bastasse Montreux, chegara mais um convite para um show em outro lendário palco europeu: o Olympia de Paris. Assim, a preparação começou rapidamente: Herbert, Bi, Barone e toda a equipe dos Paralamas passaram junho de 1987 inteiro ensaiando para o 4 de julho da “Noite Brasileira” – além deles, apresentar-se-iam no Montreux Casino Beth Carvalho, Ivan Lins e a dupla João Bosco e Cesar Camargo Mariano.

 

Anúncio de Lançamento do “D” na Revista Bizz – 1987

Claro, nem tudo era pressão. A autoconfiança aumentou com os ensaios feitos em lugares mais do que habituais e íntimos dos Paralamas: foram dois dias nos estúdios da gravadora EMI, no bairro carioca de Botafogo, e cinco dias no Sítio Recreio, que Bi tinha em Mendes, cidade na região serrana do Rio. A passagem por Mendes foi decisiva: além de alinhavarem o repertório e os arranjos dos shows em Montreux e Paris (bom lembrar: além dos três, João Fera já integrava as apresentações no palco), a turma convivia com os amigos.

De quebra, os habitantes de Mendes saíram ganhando. Nos dias passados na cidade, os Paralamas participaram de (e organizavam) festas tanto no sítio de Bi quanto em dois clubes: o do Frigorífico Esporte Clube e o do CIPEC (Centro Industrial de Papel e Cartonagem), uma fábrica centenária de Mendes. Finalmente, tudo ajeitado, foi feito um “show-treino” para Montreux, em 26 de junho de 1987, num CIPEC absolutamente lotado. Era como se estivesse valendo, com várias coisas que seriam executadas no festival: versões de “Ska”, “Charles Anjo 45” – de Jorge Ben Jor – e a versão de “Selvagem” que enxertaria “Polícia”, dos Titãs, como você pode ver abaixo:

 

O treino já havia sido quase como um jogo. E a “equipe” dos Paralamas viajou rumo a Montreux com a seguinte escalação: Herbert, Bi, Barone e João Fera; José Fortes e o braço-direito Jeronymo Machado, o “Jê”, ambos na supervisão; Maurício Valladares, o histórico parceiro, responsável pelas fotos da aventura; Carlos Savalla (técnico de som dos shows dos Paralamas na época) e Roberto Ramos (este, técnico de som dos estúdios da EMI); Marcos Olívio, iluminador e designer de iluminação, até hoje trabalhando nas turnês dos Paralamas; os roadies Big, Helder “Casca” Vianna e Mauro Benzaquem, o “MB”. Numa escala rápida em Londres, o time encontrou o produtor Liminha, que ajudaria José Fortes a coordenar os trabalhos na Suíça. Junto de Liminha estavam os amigos do Kid Abelha, todos envolvidos na mixagem do disco Tomate, na mesma época, na capital inglesa. George Israel foi convidado para fazer o saxofone em “Ska” no show de Montreux, aceitou na hora, e virou mais um membro da equipe.

Todos chegaram a Montreux em 2 de julho de 1987. E as primeiras impressões foram descritas por Herbert a Thomas Pappon, da revista Bizz, na edição de outubro daquele ano: “Quando vimos o lugar [Montreux Casino], na noite anterior, para ver o Pat Metheny, não acreditei. Não era possível que ia ser naquele lugar chulé. O palco era baixo, o palco não era grande. Mas era ali mesmo”. Barone acrescentou: “É um salão, onde cabem umas três mil pessoas”.

Mas o que importava era fazer o show – e gravá-lo. E chegou o dia 4 de julho, dia da Noite Brasileira no Festival de Jazz de Montreux. Misturando inglês e francês, Claude Nobs fez a apresentação em cima do palco, falando em “le groupe plus grand de Brésil” e citando, sobre uma base programada por Barone: “À la batterie, João Barone; à la basse, Bi Ribeiro; au keyboard, João Fera; guitar et vocal, Herbert Vianna!” E a primeira música daquele show permanece inédita: uma versão de “Odilê, Odilá”, parceria de João Bosco e Martinho da Vila, que não entrou no material gravado. Tempos depois, à Bizz, Herbert comentou a razão para limarem a música do disco: “Eu errei toda a letra”.

A segunda música era uma novidade. “Será que vai chover?”, escrita por Herbert, com o arranjo destacando os teclados de João Fera. E dali por diante, o que você ouve hoje em D é a sequência da apresentação de 45 minutos tal qual foi gravada, de “Alagados” – com a citação a “De frente pro crime”, mais uma canção de João Bosco, que já vinha sendo inserida na turnê de Selvagem? – até “Meu erro”, quando Herbert se despediu do público, misturando inglês e português, passando pela participação de George Israel em “Ska”, como você pode ver abaixo:

Após o repertório de dez músicas, “Será que vai chover?” e “Óculos” ainda foram repetidas no bis pedido pela plateia calorosa. Enquanto isso, Liminha cuidava de toda a gravação, no Mountain Recording Studios, estúdio anexo ao cassino onde as apresentações eram feitas. Herbert descreveu o processo à Bizz: “Tinha um multicabo que era dividido: 24 canais iam para o estúdio, onde estava o Liminha, e 24 para a mesa de som do show”.

Trabalho feito, os Paralamas até quiseram ficar em Montreux para outro show que lhes interessava. Mas frustraram-se, como Herbert contou: “Ficamos um tempo lá para ver o UB40, que não tocou. Foi uma grande decepção. Eles deram um cano”. O cancelamento dificultou os planos posteriores do périplo europeu: “Tínhamos alterado a passagem por causa disso, e chegamos em cima da hora para o show em Paris, no Olympia”. Na também famosa casa de shows da capital francesa, em 6 de julho, os Paralamas fizeram mais um show (contando com canja de Liminha, além de George Israel) e tiraram várias fotos que foram para o encarte de D.

De volta ao Brasil após curtas férias na Europa, com a fita do show em Montreux gravada, a mixagem nos estúdios cariocas da EMI, com o técnico de som Renato Luiz, nos meses de agosto e setembro. E em outubro de 1987, veio o lançamento de D, em LP e fita K7, com “Será que vai chover?” tendo seu clipe apresentado no Fantástico, da TV Globo – e uma versão de estúdio da música, como faixa bônus da versão em fita (e incluída quando o álbum foi reeditado em CD, para a lata Pólvora, de 1997).

Com o primeiro álbum ao vivo sendo lançado, aquele momento merecia um marco a mais. Ele veio em 28 de dezembro de 1987, quando o SBT exibiu o especial V, o vídeo. Dirigido por Roberto Berliner e Sandra Kogut, ele era um documentário que retratava todos os passos dos Paralamas até ali, destacando as cenas da preparação em Mendes e do show de Montreux. V, o vídeo está inédito em DVD, mas trechos dele circulam pela internet. Também estão na rede algumas imagens do show de Montreux em 1987, cuja íntegra em vídeo até agora segue inédita para o público – mas está conservada no arquivo que o festival mantém com todas as apresentações, desde 1967.

Os Paralamas voltaram ao festival da cidade suíça por quatro vezes: 1989, 1993, 2000 – a partir de então, já no Auditório Stravinski, o novo local dos shows, em substituição ao velho cassino – e 2004 (aqui, a íntegra da apresentação). Mas talvez esses capítulos não houvessem acontecido na história, não fosse aquele “dia D” em 4 de julho de 1987.