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Pré-venda do novo disco Sinais do Sim

Te apresentamos agora a capa do nosso novo disco, chamado “Sinais do Sim” com lançamento oficial no dia 04/08! 

A capa foi produzida pelo artista carioca Barrão e contém uma escultura chamada “Já Fui Jarro”. Barrão já fez para a banda a capa de “Hey Na Na” (1998).

Já é possível adquirir o novo disco na pré-venda oficial, tanto no formato físico (CD), como em digital. Clique aqui e adquira o seu agora mesmo!

 

Essa é a capa do nosso novo single, “Sinais do Sim“, que foi lançado no dia 13 de julho, Dia do Rock!

 

Criamos também playlists especiais no Spotify. no Deezer e na Apple Musicpara celebrar este lançamento:

- Paralamas: The Essentials (Spotify)

- Paralamas: Favorites (Spotify)

- Paralamas: This Is (Spotify)

- Paralamas: Dia do Rock (Spotify)

Playlist Rock por Paralamas (Deezer)

- Playlist Pátria Rock (Spotify)

- Playlist Paralamas Essenciais (Apple Music)

 

Aqui você confere o lyric vídeo de Sinais do Sim:


Quer conhecer a letra da música? Clique aqui.

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Montreux 30 anos

 

Há exatamente 30 anos, em 4 de julho de 1987, os Paralamas do Sucesso viviam o seu “dia D”. Mas, ao invés da Normandia, o “desembarque” foi na 20ª edição do Festival de Jazz de Montreux – mais precisamente, para fazer um show na Noite Brasileira daquele festival. Este show gerou “D”, o primeiro álbum ao vivo dos Paralamas.  Confira as lembranças!

 

No final de 1986, os Paralamas do Sucesso já podiam bater no peito e dizer que eram uma banda respeitada. A aposta arriscada em Selvagem? – aumentar as influências africanas no som – havia sido ganha: já eram mais de 500 mil cópias vendidas do disco, com “Alagados” e “Melô do Marinheiro” convertidas em grandes sucessos da banda (ainda viria “A novidade”). Muito falada no Brasil, era natural que alguns ecos saíssem do país para ganhar o mundo. O alcance desses ecos já havia chegado à Argentina, como você leu aqui. Não demorou muito, e os ecos também alcançaram a Europa: ainda no fim de 1986, houve uma participação num festival em Madri, mais uma passagem rapidíssima de três dias por Portugal.

Essa curta visita já bastou para chamar uma atenção valiosa naquela época: a do suíço Claude Nobs (1936-2013), fundador e diretor artístico do Festival de Jazz de Montreux, realizado anualmente desde 1967 naquela cidade da Suíça, à beira do lago Genebra. Àquela altura, tocar em Montreux era como um atestado de credibilidade musical, como se via na lista de gente que já passara pelo palco do cassino onde eram feitas as apresentações: Ella Fitzgerald, BB King, Nina Simone, Chuck Berry, Ray Charles, Herbie Hancock… e Gilberto Gil.

Por sinal, foi graças a uma apoteótica apresentação de Gil em Montreux, na edição de 1978 do festival, que Claude Nobs decidira fazer uma “Noite Brasileira”, chamando artistas daqui para ocuparem uma noite inteira no festival. Como curadores dessa noite, o patrono do evento escolheu dois amigos: André Midani, então presidente da gravadora WEA, e o produtor Marco Mazzola. E após oito anos de Noite Brasileira (com nomes do calibre de Elis Regina, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, João Bosco, Paulinho da Viola e Djavan, entre outros), Nobs quis chamar os Paralamas para a edição de 1987. O convite chegou à banda e ao empresário José Fortes, vindo de Mazzola – e foi prontamente aceito.

A responsabilidade era gigante: tratava-se da primeira banda brasileira dos anos 1980 a ir tocar em palco tão prestigioso. Mas a oportunidade que se abria era imperdível: quase todo artista brasileiro que saía daqui gravava as apresentações em Montreux para lançamento posterior. De quebra, não bastasse Montreux, chegara mais um convite para um show em outro lendário palco europeu: o Olympia de Paris. Assim, a preparação começou rapidamente: Herbert, Bi, Barone e toda a equipe dos Paralamas passaram junho de 1987 inteiro ensaiando para o 4 de julho da “Noite Brasileira” – além deles, apresentar-se-iam no Montreux Casino Beth Carvalho, Ivan Lins e a dupla João Bosco e Cesar Camargo Mariano.

 

Anúncio de Lançamento do “D” na Revista Bizz – 1987

Claro, nem tudo era pressão. A autoconfiança aumentou com os ensaios feitos em lugares mais do que habituais e íntimos dos Paralamas: foram dois dias nos estúdios da gravadora EMI, no bairro carioca de Botafogo, e cinco dias no Sítio Recreio, que Bi tinha em Mendes, cidade na região serrana do Rio. A passagem por Mendes foi decisiva: além de alinhavarem o repertório e os arranjos dos shows em Montreux e Paris (bom lembrar: além dos três, João Fera já integrava as apresentações no palco), a turma convivia com os amigos.

De quebra, os habitantes de Mendes saíram ganhando. Nos dias passados na cidade, os Paralamas participaram de (e organizavam) festas tanto no sítio de Bi quanto em dois clubes: o do Frigorífico Esporte Clube e o do CIPEC (Centro Industrial de Papel e Cartonagem), uma fábrica centenária de Mendes. Finalmente, tudo ajeitado, foi feito um “show-treino” para Montreux, em 26 de junho de 1987, num CIPEC absolutamente lotado. Era como se estivesse valendo, com várias coisas que seriam executadas no festival: versões de “Ska”, “Charles Anjo 45” – de Jorge Ben Jor – e a versão de “Selvagem” que enxertaria “Polícia”, dos Titãs, como você pode ver abaixo:

 

O treino já havia sido quase como um jogo. E a “equipe” dos Paralamas viajou rumo a Montreux com a seguinte escalação: Herbert, Bi, Barone e João Fera; José Fortes e o braço-direito Jeronymo Machado, o “Jê”, ambos na supervisão; Maurício Valladares, o histórico parceiro, responsável pelas fotos da aventura; Carlos Savalla (técnico de som dos shows dos Paralamas na época) e Roberto Ramos (este, técnico de som dos estúdios da EMI); Marcos Olívio, iluminador e designer de iluminação, até hoje trabalhando nas turnês dos Paralamas; os roadies Big, Helder “Casca” Vianna e Mauro Benzaquem, o “MB”. Numa escala rápida em Londres, o time encontrou o produtor Liminha, que ajudaria José Fortes a coordenar os trabalhos na Suíça. Junto de Liminha estavam os amigos do Kid Abelha, todos envolvidos na mixagem do disco Tomate, na mesma época, na capital inglesa. George Israel foi convidado para fazer o saxofone em “Ska” no show de Montreux, aceitou na hora, e virou mais um membro da equipe.

Todos chegaram a Montreux em 2 de julho de 1987. E as primeiras impressões foram descritas por Herbert a Thomas Pappon, da revista Bizz, na edição de outubro daquele ano: “Quando vimos o lugar [Montreux Casino], na noite anterior, para ver o Pat Metheny, não acreditei. Não era possível que ia ser naquele lugar chulé. O palco era baixo, o palco não era grande. Mas era ali mesmo”. Barone acrescentou: “É um salão, onde cabem umas três mil pessoas”.

Mas o que importava era fazer o show – e gravá-lo. E chegou o dia 4 de julho, dia da Noite Brasileira no Festival de Jazz de Montreux. Misturando inglês e francês, Claude Nobs fez a apresentação em cima do palco, falando em “le groupe plus grand de Brésil” e citando, sobre uma base programada por Barone: “À la batterie, João Barone; à la basse, Bi Ribeiro; au keyboard, João Fera; guitar et vocal, Herbert Vianna!” E a primeira música daquele show permanece inédita: uma versão de “Odilê, Odilá”, parceria de João Bosco e Martinho da Vila, que não entrou no material gravado. Tempos depois, à Bizz, Herbert comentou a razão para limarem a música do disco: “Eu errei toda a letra”.

A segunda música era uma novidade. “Será que vai chover?”, escrita por Herbert, com o arranjo destacando os teclados de João Fera. E dali por diante, o que você ouve hoje em D é a sequência da apresentação de 45 minutos tal qual foi gravada, de “Alagados” – com a citação a “De frente pro crime”, mais uma canção de João Bosco, que já vinha sendo inserida na turnê de Selvagem? – até “Meu erro”, quando Herbert se despediu do público, misturando inglês e português, passando pela participação de George Israel em “Ska”, como você pode ver abaixo:

Após o repertório de dez músicas, “Será que vai chover?” e “Óculos” ainda foram repetidas no bis pedido pela plateia calorosa. Enquanto isso, Liminha cuidava de toda a gravação, no Mountain Recording Studios, estúdio anexo ao cassino onde as apresentações eram feitas. Herbert descreveu o processo à Bizz: “Tinha um multicabo que era dividido: 24 canais iam para o estúdio, onde estava o Liminha, e 24 para a mesa de som do show”.

Trabalho feito, os Paralamas até quiseram ficar em Montreux para outro show que lhes interessava. Mas frustraram-se, como Herbert contou: “Ficamos um tempo lá para ver o UB40, que não tocou. Foi uma grande decepção. Eles deram um cano”. O cancelamento dificultou os planos posteriores do périplo europeu: “Tínhamos alterado a passagem por causa disso, e chegamos em cima da hora para o show em Paris, no Olympia”. Na também famosa casa de shows da capital francesa, em 6 de julho, os Paralamas fizeram mais um show (contando com canja de Liminha, além de George Israel) e tiraram várias fotos que foram para o encarte de D.

De volta ao Brasil após curtas férias na Europa, com a fita do show em Montreux gravada, a mixagem nos estúdios cariocas da EMI, com o técnico de som Renato Luiz, nos meses de agosto e setembro. E em outubro de 1987, veio o lançamento de D, em LP e fita K7, com “Será que vai chover?” tendo seu clipe apresentado no Fantástico, da TV Globo – e uma versão de estúdio da música, como faixa bônus da versão em fita (e incluída quando o álbum foi reeditado em CD, para a lata Pólvora, de 1997).

Com o primeiro álbum ao vivo sendo lançado, aquele momento merecia um marco a mais. Ele veio em 28 de dezembro de 1987, quando o SBT exibiu o especial V, o vídeo. Dirigido por Roberto Berliner e Sandra Kogut, ele era um documentário que retratava todos os passos dos Paralamas até ali, destacando as cenas da preparação em Mendes e do show de Montreux. V, o vídeo está inédito em DVD, mas trechos dele circulam pela internet. Também estão na rede algumas imagens do show de Montreux em 1987, cuja íntegra em vídeo até agora segue inédita para o público – mas está conservada no arquivo que o festival mantém com todas as apresentações, desde 1967.

Os Paralamas voltaram ao festival da cidade suíça por quatro vezes: 1989, 1993, 2000 – a partir de então, já no Auditório Stravinski, o novo local dos shows, em substituição ao velho cassino – e 2004 (aqui, a íntegra da apresentação). Mas talvez esses capítulos não houvessem acontecido na história, não fosse aquele “dia D” em 4 de julho de 1987.

Sessão de Fotos do Novo Disco

 

Neste fim de semana do dia 03 de junho rolou a sessão de fotos de divulgação do novo disco dos Paralamas.

As fotos ficaram por conta do amigo e parceiro de vida Maurício Valladares (primeiro à esquerda, em pé) e teve a participação especial de José Fortes (primeiro à esquerda, sentado), empresário da banda.

Quem aí tá ansioso com a chegada do disco novo?

Acompanhem nas redes sociais todas as notícias através da #ParalamasNovoAlbum

Parabéns, Herbert Vianna!

 

Hoje é o dia dele!

Dia de comemorar mais um aniversário do nosso guitarrista, compositor e vocalista, Herbert Vianna! <3

Para comemorar essa data especial preparamos uma galeria de fotos com diversos momentos do nosso Herbert ao longo desses 34 anos de Paralamas.

Para os amantes da guitarra, separamos os nomes e modelos de algumas guitarras e violões que o Herbert já tocou nas gravações de discos e nos shows dos Paralamas por todo esse nosso Brasil.

Qual delas que você mais gosta? Conta pra gente! :-)

Para ver todos as fotos de todos os modelos, só clicar aqui e acessar a galeria especial!

 

#ParabensHerbertVianna

Mixagem do disco novo dos Paralamas

 

Tem mais novidade sobre o nosso novo disco!

Nesta semana que passou, Bi Ribeiro foi a Los Angeles (EUA) acompanhar a mixagem do nosso novo disco que foi realizada no MCJ Studios do produtor Mario Caldato Jr.

Ainda sem título definido, o 13º disco de inéditas da banda será lançado no segundo semestre pela Universal Music.

Fiquem de olho que aos poucos vamos contando mais sobre este lançamento.

Acompanhem nas nossas redes sociais todas as notícias através da #ParalamasNovoAlbum :-)

Paralamas en Argentina!

Tras cuatro años, ¡Os Paralamas do Sucesso volverán a Argentina! En este día 20 de april, en Niceto Club, la banda subirá al escenario para un capítulo más de una historia muy linda y hermosa. Y este sitio cuenta cómo y por qué un embajador brasileño en Argentina una vez ha dicho a Herbert Vianna, Bi Ribeiro y João Barone: “Ustedes hicieron más que nosotros por la aproximación entre Brasil y Argentina”

 

A Herbert Vianna le gusta mucho cuentar esta historia: una vez, después de un show de Paralamas en Argentina, en comienzo de los años 1990, unos fans entraron en el camarín, para la típica charla. Uno de ellos lloraba mucho. Quisieron saber la razón del llanto. Él les preguntó: “¿Cuando los brasileños comprenderán que los Paralamas no son brasileños, sino una banda argentina que también sabe cantar perfectamente en portugués?” Herbert Vianna sólo se rió y respondió: “Eso ocurrirá cuando Pelé y Maradona jugaren en el mismo equipo”. Un poco en serio, un poco como broma. Pero, esa historia dice en buena medida qué grande es la pasión de los argentinos por Os Paralamas do Sucesso.

Esa historia de amor entre Paralamas y Argentina empezó en 28 de febrero de 1986. En una ocasión: el festival Chateau Rock, en el estadio Chateau Carreras, en Córdoba. Allí los Paralamas hicieron el primer show de su historia en Argentina, juntos a una banda argentina que pronto haría parte cerca de esta historia, Soda Stereo, y a la Blitz, otro de los conjuntos más conocidos de Brasil. Unos días después, Paralamas y Blitz hicieron una performance más, en la danceteria Paradis, ya en Buenos Aires.

Pero, ¿cómo empezara el interés de Argentina por aquellos tres chicos brasileños? Una razón: el éxito gigantesco de los shows de Paralamas en Rock in Rio, en enero del año anterior. Otra: exactamente por eses shows (y por la repercusión en Argentina), la disquera EMI había entonces lanzado en Argentina una edición de O passo do Lui, disco de 1984 – con las canciones en portugués, pero títulos en español: “Gafas” para “Óculos”; “Mi error” para “Meu erro”; “Une me” para “Me liga” etc.

La historia empezara muy bien. Y los Paralamas quisieron volver muy pronto a BsAs. Pues lo hicieron ya en noviembre de 1986: uno show más, en Obras Sanitarias,  lanzando Selvagem?, el tercer disco, como apertura de un concierto de Sumo. Y esa banda fue muy importante en el camino argentino del trio, como ha dicho el bajista Bi Ribeiro al periodista Jamari França, en la biografía de los Paralamas – solamente lanzada en Brasil, hace 14 años: “Sumo hacía gran éxito entonces, y el líder, Luca Prodan, que era italiano, hubiera ido a Inglaterra -  no lo sé por qué – (…), hasta que fue a Buenos Aires. Hubiéramos oído un poco acerca de ellos, pero no conocíamos Sumo muy bien. Pues, hicimos la apertura, y después asistimos. Tenía unos climas así de reggae, muy bueno, un parentesco con nuestro trabajo en Brasil. Fue uno de los últimos shows de Luca; el murió poco después [Luca falleció en 22 de diciembre de 1987]”.

Y aquellos brasileños hicieron buen trabajo, según el periodista Carlos Polimeni escribió en Clarín, en 19 de noviembre de 1986, unos días después del show en Obras Sanitarias: “El trio concretizó su debut porteño con un set devastador, planeado para presentar su tercer LP, Selvagem?, lanzado aquí hace poco – pero, antes de todo, para libertar su contagiante carga de vitalidad y desenfado. (…) El convite a la sensualidad y la densa calma del reggae jamaicano, acentuada por la pasión tribal de las percusiones africanas, explotan en los Paralamas, al lado de letras vivas y una expresiva capacidad de desarrollarse en el aspecto sonoro de los años 80 – y eso fue lo que comprendió claramente un público alegre como pocos”.

En 1987, uno paso más fue dado en la dirección de la amistad “paralámica” con Argentina: la participación en el “Rap de las hormigas”, grabado por un nuevo amigo en el álbum Parte de la religión – por supuesto que hablamos aquí de Charly García, conocido de la banda desde 1986. Y desde entonces, Charly se convirtió en uno de los mayores y más próximos interlocutores argentinos de los Paralamas. A punto de haber tocado piano en un hit de la banda en Brasil: “Quase um segundo”, del disco Bora Bora, lanzado en 1988. En el documentario Herbert de Perto, Charly discursó acerca del interés de Herbert. Bromeando, como siempre: “Herbert es un grande fan del rock argentino… es el único, en Brasil”.

Pero, si hay un capítulo decisivo en esta historia de amor, él fue escribido en 1988, pero antes de Bora Bora. Ocurrió precisamente en 3 de enero de 1988, cuando hicieron uno de los shows de apertura para la performance de Tina Turner en el Monumental de Núñez. Junto a los grandes hits conocidos en Brasil – “Alagados”, “Meu erro” -, los Paralamas no se olvidaron de los amigos vistos en 1986: hicieron una versión para “Heroine”, de Sumo, pocos días después del fallecimiento de Luca Prodan. Y al tocar “Selvagem”, Herbert aún hizo un discurso contra la represión (recordando las dictaduras en Argentina y en Brasil), y recordando las madres de la Plaza de Mayo.

El show del Monumental fue destacado para la prensa argentina, como se ve por el texto de Clarín: “Fue para se recuerdar la performance de la banda brasileña Paralamas do Sucesso, una de las formaciones fundamentales del rock hecho en Sudamérica. Con el mejor reggae blanco tocado por brasileños comprometidos socialmente, pero con la respuesta que obtuvieron ahora, quedó claro que se debe a ellos una presentación en plazas mayores, porque público no se los faltará”.

Otra prueba del promisor escenario para los Paralamas en Argentina fue el show en la Avenida 9 de Julio, en 27 de diciembre de 1988, junto a otras lendas argentinas: Charly, Luis Alberto “Flaco” Spinetta, Fito Páez… Al periodista brasileño Ricardo Alexandre, Herbert exultó acerca de ese show en la 9 de Julio: “Tocamos y arrasamos, sin arrogancia en hablar. Diez minutos después de habernos dejado el escenario, aún había gente aplaudiendo. Quedamos tras el escenario, piensando ‘¡Carajo, eso va a salir muy bien!’”.

Entonces, ¿qué hicieron los Paralamas con esa posibilidad? Dijo Herbert Vianna en Dias de luta: “Fuimos a Argentina hacer lo que hacíamos en nuestro comienzo en Brasil, en 1982: carrear nuestro propio equipamiento, sin roadies, tocar en hogares casi vacíos, tocar, tocar, tocar”. Y también conocer la cultura y la lengua en Argentina, como recuerdó José Fortes, empresario de los Paralamas desde el comienzo, en el documentario Herbert de Perto (2007): “Aquello de ir a conquistar, cosas de Herbert, ‘hay que hacer lo mejor, entonces hay que hablar español correcto, hay que componer en español correcto’”.

En este proceso, Herbert conoció mejor la obra de Fito Páez. Y al escuchar el disco El amor después del amor (1989), él se cayó “apasionado” por el trabajo de Fito, que en el mismo año se convirtió en otro de los mejores amigos argentinos de los Paralamas. En Herbert de Perto, Fito también se impresionó con la voluntad del brasileño en conocer el ambiente: “Lo que sí tuvo Paralamas es que se ganó el pan en Argentina. Vinieron a hacerlo. ‘¡Queremos a Argentina!’, dijeron. Pero el compromiso fue real por eso. Por eso habla Herbert tan bien el castellano, por la cantidad de veces que pasó en Argentina y por la curiosidad que le da ese lugar”. La amistad era mayor y mayor: por ejemplo, Herbert Vianna fue el productor de King Kong (1989), el según disco de Los Pericos.

Pero, a la hora para convertir Argentina en la ‘segunda patria’ de la banda, llegó en fines del 1990. Dijo José Fortes, en el documentario: “Los Paralamas ya tenían un buen nombre en Argentina, en Uruguay, pero estaban limitados por el idioma. Entonces, en 1990, los tipos dijeron ‘¿Ustedes no quieren grabar en español, para ver si dan un salto más grande?’”. João Barone, el baterista, recuerdó: “El momento era un poco terrible [en Brasil], a inicios de los años 1990. Parecía que en Brasil había pasado un poco aquella hora del rock, ¿sabes?”.

Si el momento era malo en Brasil, era perfecto para intentar transformar el “casi éxito” en éxito total en Argentina. Fue lo que hicieron los Paralamas: mientras mezclaban la edición brasileña del disco Os Grãos (1991), en el estudio Music Grinder, en Los Angeles, también grabaron voces para letras en español de los hits, en versiones hechas por Pablo Manavello y Rolando Hernández. “Gafas”, “Mi error”, “Inundados”, “Linterna de los afiebrados” (esa versión, hecha por Fito Páez), “Track track” (convertida en hit de Os Grãos, en Brasil)… todas esas versiones fueron presentadas en Paralamas (1991), el primer disco de los Paralamas sólo para el  mercado latino.

 

 

¿El resultado? Herbert Vianna lo describió en Dias de luta: “Ahí… ¡pum!, platina dupla, estadios llenos en nuestros shows”. Os Paralamas concretizaban sus planes, como Bi Ribeiro se acordó, en la biografía: “El disco fue óptimo, tocó muchísimo en radio, muchas ventas – nos rindió platina dupla y tocábamos en todos los lugares posibles. Hicimos excursiones gigantes por el interior de Argentina, por la costa en el verano – hace mucho frio en Argentina, pero en el verano todos se van a la playa”.

Un show merece recuerdo especial: en 20 de julio de 1992, los Paralamas hicieron una presentación solo por primera vez en Argentina, en Gran Rex. Y el éxito fue claro, conforme escribió el periodista Marcelo Panozzo, en Clarín: “Formados hace diez años, uno de los más populares grupos de rock del Brasil, Os Paralamas ya se habían presentado en Buenos Aires al largo de los últimos años, pero siempre con otras atracciones. Esa era, entonces, la primera oportunidad para medir su real fuerza. Ellos, y sólo ellos, invitaban a los conciertos del Rex. Y salieron victoriosos”. En el repertorio de las presentaciones, no solamente los hits propios, pero también de los amigos argentinos: “Track Track”, “Rap de las hormigas”, “Heroine”, “Mi bandera” (bajo, en el video, la performance de “Mi bandera” en Gran Rex)…

 

 

El 1993 empezó con más shows por Argentina: ocho, en la segunda quincena de enero, y seis más, en la primera quincena de marzo (dos de las cuales, en 5 y 6 de marzo, en Obras Sanitarias, tuvieron como show de apertura Titãs, viejos amigos y compañeros de generación). Muchas historias aproximaban los Paralamas más de Argentina que de Brasil – una vez, en el aeropuerto, Herbert Vianna pasó por la aduana, y el responsable hizo una broma: “¿Che, aún tienes el pasaporte brasileño? Ya eres ‘argentino’…” Y 1994 dió más razones para eso: el según disco lanzado por Paralamas en Argentina, Dos Margaritas (la edición brasileña se llamó Severino), hizo gran éxito una vez más. En Brasil, pocos oyeron la edición; en Argentina, los hits se avolumaban: “Será diferente”, “Dos Margaritas”, una versión para “Go Back” (Titãs), “Coche Viejo”

 

 

En 1995, el éxito volvió a los Paralamas en su patria natal: Vamo Batê Lata, disco en vivo, tuvo muchos hits en Brasil (“Uma brasileira” y “Saber amar” – esta, con el piano de Charly García). Era hora de volver a tener prioridades en Brasil. Pero, Argentina para siempre sería un cariñoso vecino para los Paralamas. Y siempre habrían regalos para los fans. Como el apodo de “el mejor grupo brasileño de rock argentino”. O la participación en en festival Francofolies, en Francia, representando… Argentina! 9 Lunas, la edición argentina de 9 Luas, lanzada en 1996 – en Brasil, 9 Luas tuve como hit “Lourinha Bombril” (versión en portugués de “Párate y mira”, de Los Pericos), y también una versión de “De música ligera”, el gran hit de Soda Stereo. O los shows de la gira Acústico, hechos en La Trastienda, en 3 y 4 de mayo de 2000 – con una participación muy especial: Ricardo Mollo, guitarrista de Sumo y líder de Los Divididos.

 

El accidente con un ultraligero que victimó Herbert Vianna y mató a su mujer, en 4 de febrero de 2001, también dejó miedo en Argentina. Pero muy pronto, así como en los buenos momentos, los amigos argentinos de Paralamas pudieron ver que la vuelta ocurrería. Una presentación de Fito Páez en Rio de Janeiro, en junio de 2002, fue la primera vez en que Herbert subió al escenario tras el accidente (ambos tocaron “Track Track”, guitarra y piano), con mucha y obvia conmoción; y Fito tocó Mellotron en “Flores e espinhos”, una de las canciones de Longo Caminho (2002), el primer disco brasileño de los Paralamas después del accidente.

Los brasileños ya sabían que los Paralamas habían vuelto. Pero… ¿y los fans argentinos? Ellos tuvieron dos oportunidades para ver lo que pensaban que nunca más verían, em 2003. En 9 de mayo, los Paralamas hicieron el primer show en Argentina tras el accidente, en Gran Rex. Todos los amigos allí: Ricardo Mollo, Charly García, Fito Páez. Pero… algo se quedaba por hacer, según Bi Ribeiro: “Ya habíamos tocado en todos los lugares más prestigiosos de Argentina. Sólo nos quedaba Luna Park”. No se quedó más: en 30 de octubre de 2003, los Paralamas volvieron a BsAs. Y más allá de la participación de Los Pericos, en “Parate y mira”, tuvieron otro gran compa en el escenario: Gustavo Cerati. Lo que rindió un recuerdo del amigo que tanta falta hace hoy a los Paralamas: la versión de “De música ligera”. Barone acordó, pocos días después del show en Luna Park: “Hacía mucho tiempo que Gustavo no tocaba esta canción. Cuando la empezamos… ¡los chicos se volvieron locos!” Duas pruebas más de lo que Herbert Vianna ha dicho aún en aquel año: “Los argentinos tienen a nosotros como una perla en sus corazones”.

 

Y mismo con las dificultades naturales de Herbert, siempre hubo espacio en la agenda para Argentina. Un nuevo show, en Pinamar, en 16 de april de 2004. La participación de Herbert en el disco de celebración de los 25 años de los Pericos, en 2011. Una noche muy especial – un show acústico, en 3 de noviembre de 2011, en Gran Rex, con Charly y Fito. El show para celebrar la Plaza de Mayo, en 25 de mayo de 2013, en frente a la Casa Rosada.

Y ahora, la volta, en Niceto. Porque, si hoy Lionel Messi y Neymar juegan en el mismo equipo, ¿por qué no se puede considerar los Paralamas un poco argentinos?  Esperamos todos los hermanos argentinos y los brasileños que viven en Argentina!

 

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