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Sinais do Sim no Nordeste

 

Os Paralamas do Sucesso chegam ao Nordeste trazendo a turnê de “Sinais do sim”. Será um final de semana inteiro começando em João Pessoa (Teatro Pedra do Reino, no dia 02), passando por Natal (Teatro Riachuelo, no dia 3) e fechando em Recife (Teatro Guararapes, no próximo domingo). Hora de lembrar um excelente momento: o recomeço dos Paralamas nos palcos, que foi exatamente nessa região!

 

Desnecessário comentar mais sobre a relação íntima entre os Paralamas e João Pessoa – até porque ela já foi comentada aqui, neste texto. No entanto, houve uma ocasião especial, sobre a qual o texto publicado em 2016 passou batido. Porque quando o caminho da banda pelos palcos recomeçou, em 2002, o ponto inicial foi escolhido pelo recuperado filho da terra: com Longo Caminho já lançado havia um mês, a pedido de Herbert Vianna, “Jampa” foi o local do primeiro show daquela turnê – ou seja, do primeiro show dos Paralamas do Sucesso aberto ao público em geral após o acidente. Foi em 6 de novembro de 2002, uma quarta-feira, na casa de shows Forrock.

Obviamente lotada (15 mil pessoas!) e cercada pela cobertura da imprensa, a apresentação teve um início que se tornaria dos mais impactantes das turnês dos Paralamas: Herbert, Bi e Barone, sozinhos, começando “O calibre”, sem firulas. E os três passaram mais algumas canções em cima do palco, até a entrada dos músicos de apoio (João Fera, José Monteiro Júnior, Bidu Cordeiro e o percussionista Eduardo Lyra). No repertório, tanto os sucessos que sempre estão lá (“Alagados”, “Meu erro”, “Caleidoscópio” e “Uma brasileira”, para citar só quatro) quanto lembranças de velhos amigos – “Manguetown”, de Chico Science, e “Que país é este”, da Legião Urbana. Ainda havia músicas que já não estão nas apresentações ao vivo há algum tempo, como “Vamo batê lata” – e outras que fizeram falta mas voltaram agora, como “Uns dias”.

Claro, Herbert era o grande destaque, o centro das atenções. Já mostrando o amor e a ligação com a Paraíba nas roupas (usou camisa vermelha e calça preta, as cores da bandeira do estado), o cantor, compositor e guitarrista da banda começou a falar com a plateia usando uma frase tão simples quanto definitiva: “Estou muito emocionado de estar aqui”. Citando repetidamente outras expressões de sua emoção aos conterrâneos (“É preciso ter força no coração”), Herbert era constantemente abordado por Bi, que perguntava as condições do colega recém-convalescente à medida que o show transcorria.

Felizmente para todos, as turbulências passaram longe daquele ambiente. A animação do pessoense Herbert carregou aquela apresentação, emocionando ainda mais aquela plateia. Para contentar ainda mais o ambiente, vez por outra aparecia uma bandeira da Paraíba no meio, coisa que nunca passava despercebida por Herbert. E aquele 6 de novembro ficou definitivamente marcado, por três motivos. Oficialmente, a turnê da volta dos Paralamas estava reaberta. Isso ocorrera da melhor forma possível, com um show energético para mostrar o tamanho da fome de bola que a pausa forçada deixara em todos ali. E como boas histórias não podem faltar numa turnê, o camarim rendeu uma cena hilária: coube ao próprio Herbert raspar o cabelo de Fred Castro, à época ainda baterista dos Raimundos, de melenas enormes – e que fizera exatamente a promessa de se desfazer delas caso o “cabeleireiro” se recuperasse daqueles dias duros em 2001.

Se a ansiedade pré-turnê fora aplacada pela apresentação em João Pessoa, o segundo show da turnê não poderia ser em lugar melhor: Recife. Dois dias depois, em 8 de novembro de 2002, o Classic Hall foi palco para aquele novo momento dos Paralamas do Sucesso. Outra vez, era um momento de forte emoção para a banda na capital pernambucana – como já havia acontecido em 18 de abril de 1997. Nesse dia, a banda fechou o primeiro dia de shows no palco principal do Abril Pro Rock, o principal festival recifense, realizado no Centro de Convenções de Pernambuco.

Com a turnê de 9 Luas já embalada, aquela apresentação de 1997 no Abril Pro Rock foi marcante pela alegria cercada de dores. A falta que Chico Science já fazia, após partir em fevereiro, era lembrada pela inclusão de “Manguetown” no repertório daquela turnê – e daquela apresentação. E além dos três e dos músicos de apoio naquela turnê (além de Fera e Monteiro Júnior, o trombonista Senô Bezerra – em seus últimos momentos com os Paralamas -, o trumpetista Demétrio Bezerra e Eduardo Lyra), havia outro nome em cima do palco a tentar expurgar um momento difícil: Dado Villa-Lobos, tocando guitarra e violão com os Paralamas para espairecer após a morte de Renato Russo, em 1996 – parceria que seria frutífera, seguindo para o Acústico.

Se em 1997 a tristeza permeara a alegria de estar num palco, em 2002 só havia alegria e celebração. Em João Pessoa, no Recife… e em Natal, onde a turnê de Longo Caminho chegou no dia 30 de maio de 2003. Desde então, as três capitais nordestinas são ponto certo nas turnês dos Paralamas. A mesma sequência foi feita em setembro de 2016, por sinal, no especial Paralamas Trio: sem músicos de apoio, Herbert, Bi e Barone estiveram no Teatro Pedra do Reino de João Pessoa (dia 16), no Teatro Riachuelo de Natal (dia 17) e no Teatro Guararapes do Recife (dia 18). Como será a partir deste dia 2 de março, na chegada da turnê de Sinais do sim ao Nordeste. Afinal, nada mais natural do que passar de novo pelo local onde se começou um dia – ou melhor, onde se recomeçou.
Ingressos:

João Pessoa – Sexta-feira, dia 02/03/2018 no Teatro Pedra do Reino

Natal – Sábado, dia 03/03/2018 no Teatro Riachuelo

Recife – Domingo, dia 04/03/2018 no Teatro Guararapes

Os Paralamas de volta ao vinil

Começou no ano passado, com o lançamento especial de “Sinais do sim”. Continuou em 2018, com a versão de “9 Luas” em LP. Está clara e reativada a relação entre os Paralamas do Sucesso e o vinil. Então, é mais do que apropriado um texto para descrever como eram os lançamentos da banda nos conhecidos “bolachões”, entre 1983 e 1995, quando a produção foi descontinuada (até agora…) Confira!

No começo, foi um compacto simples. A discografia dos Paralamas do Sucesso começou com um pequeno vinil, que tinha duas canções – uma de cada lado -, servindo como uma “entrada” rumo ao LP completo. Em março de 1983, Herbert, Bi e Barone entraram nos estúdios da EMI-Odeon para gravarem as duas faixas (como, de resto, todo o disco). Quais eram? Quase todos as conhecem: “Vital e sua moto” e “Patrulha Noturna”.

Quando o compacto com elas foi lançado em abril de 1983, vieram para a imprensa junto de um texto de apresentação. Nele, Luiz Antônio Mello, coordenador da Rádio Fluminense FM (que, afinal, dera o espaço sonhado para os Paralamas), descrevia o curto caminho dos três até ali: “O grupo ‘Os Paralamas do Sucesso’ é um dos cumes da nova geração do rock brasileiro. Formado por Herbert Vianna (22 anos – vocal e guitarra), Bi Ribeiro (23 anos – baixo) e João Barone (20 anos – bateria), o grupo vem desenvolvendo um trabalho que tem como características básicas uma bem-humorada preocupação com os problemas sociais/existenciais da juventude brasileira. (…) Os Paralamas do Sucesso chegaram ao grande público através de uma fita quase artesanal que foi levada à Rádio Fluminense FM (…)”.

Descrito o caminho, Luiz Antônio Mello comentou sobre as músicas: “A EMI-Odeon se interessou pelo trabalho e convidou o grupo para gravar este compacto que está saindo agora. Os Paralamas regravaram ‘Vital e sua moto’ e ‘Patrulha noturna’ – ambas de Herbert Vianna – que estão tendo grande repercussão. ‘Vital e sua moto’ satiriza o drama do chamado garotão cuja vida não faz sentido se ele andar a pé. Já ‘Patrulha Noturna’ aborda uma outra pedra que frequenta os sapatos deste mesmo garotão: ‘Qual é, seu guarda/Que papo careta/Só estou tirando chinfra com a minha lambreta’”.

A partir de então, quem começasse a acompanhar os Paralamas se acostumaria a várias coisas. Por exemplo, ouvir os LPs com o rótulo ainda colorido da EMI-Odeon – só a partir de Selvagem? é que os trabalhos dos Paralamas viriam com selos personalizados. Ou então, se acostumar a ler vários nomes na ficha técnica. Como o do designer Ricardo Leite, autor de todas as capas dos discos de estúdio dos Paralamas nos anos 1980. Ou de gente que trabalhava nos estúdios da EMI e era responsável pelos vários processos do estúdio até o vinil. Exemplos eram os técnicos de mixagem nas gravações, como Guilherme Reis, Renato Luiz ou Franklin Garrido. Ou Osmar Furtado, responsável pelo “corte” dos LPs na EMI-Odeon. (Parêntese: “corte” era o processo de reduzir – “cortar” – as frequências do áudio gravado, para que elas coubessem nos sulcos do acetato. Caso contrário, a agulha do toca-discos poderia pular do vinil, ao se passar por uma frequência mais alta.)

Com O Passo do Lui sendo lançado em outubro de 1984, ainda vieram mais dois compactos simples. Um deles, lançado pouco antes do LP – com “Óculos”, a primeira música a ter ido para as rádios. E ela veio em dose dupla no compacto. No lado A, a versão conhecida; no B, apenas a base instrumental, para servir de “karaokê” a quem quisesse se arriscar (outro hábito daquela época: para citar outro compacto lançado então, “O último romântico”, de Lulu Santos, também tinha a versão original no lado A e a versão “karaokê”, no B). No segundo compacto originário de O Passo do Lui – já em 1985, com o LP nas lojas -, os Paralamas ainda reabilitaram uma canção de Cinema Mudo: “Foi o mordomo”, que vinha no lado B. O lado A tinha a segunda música do disco a ser divulgada: uma certa “Meu erro”.

Foi o ponto final de lançamento público dos compactos simples. A partir de Selvagem?, somente o álbum completo ficaria à venda, enquanto os compactos somente seriam distribuídos a jornalistas e radialistas. Outra novidade que ficou à margem dos fãs foram as canções adicionais. Pela limitação de tempo nos lados de cada LP (só cabiam cerca de 20 minutos de música), algumas canções gravadas eram descartadas do vinil, indo para os formatos em fita K-7. Foi o que aconteceu com “Teerã Dub”, mais uma versão dub de uma música de Selvagem?. Seria o que aconteceria com a versão em estúdio de “Será que vai chover?”, mais uma que ficou restrita ao K-7, em D, no ano seguinte, 1987.

A restrição aos compactos simples também impediu que mais fãs conhecessem certas pepitas contidas neles. Como a versão remix de “Óculos”, reabilitada no lado B do compacto para divulgar “Uns dias”, das primeiras canções de Bora Bora que se tornaram conhecidas – compacto restrito apenas para presentes aos ouvintes da Alternativa FM, rádio carioca. Na versão final de Bora Bora, também ficou de fora “The Can”, a segunda improvisação feita pelo toaster (uma espécie de “rapper” do reggae) Peter Metro sobre a base instrumental dos Paralamas – a primeira letra, “Don’t give me that”, está no LP.

Com uma pausa para o luxuoso lançamento de Arquivo, a primeira coletânea paralâmica, em 1990 (pela primeira vez, um LP da banda saía com capa dupla), Os Grãos e Severino também sofreram com essas perdas forçadas pela limitação do vinil: o primeiro saiu sem “Trinta anos”, e o segundo, sem as versões em espanhol de “Go back”, dos Titãs, e “Quase um segundo”. Se servisse de consolo, Severino foi enviado à imprensa com um encarte adicional, contendo várias obras do artista plástico Arthur Bispo do Rosário (1909/1911-1989), cujo trabalho inspirou a arte gráfica de Severino.

Todas essas ausências musicais foram resolvidas em 1997: afinal, as canções faltantes nos LPs estavam nas versões remasterizadas para CDs, lançadas na caixa/lata Pólvora, em 1997. Aliás, o próprio conceito de “remasterização” tem a ver com o vinil: a fita master das gravações para aquele formato tinha não só frequências típicas dos LPs, mas também podia ter falhas, instrumentos não audíveis ou prejudicados pelo “corte” para o vinil. Pois bem, a remasterização para CD servia exatamente para isso: aumentar a qualidade sonora – embora alguns admiradores do vinil coloquem em dúvida sua real eficácia, dizendo que apenas se aumenta o volume da fita já existente, não a qualidade.

Finalmente, Vamo Batê Lata – Paralamas ao vivo fora o último trabalho da banda para vinil, em 1995, quando o CD já tomava conta dos aparelhos dos ouvintes, portáteis ou não. Porém, 23 anos depois, a multiplicidade de formatos aumentou. Tanto nos arquivos digitais, disponíveis em várias plataformas, quanto nos vinis que voltam a ser produzidos. Até para preencher essa demanda, as versões especiais de Sinais do Sim e de 9 Luas.

IMPRENSA: Release e Fotos Oficiais

 

 

Disponibilizamos aqui o release oficial do nossonovo disco, “Sinais do Sim“, o 13. disco de estúdio da banda, lançado no dia 04/08/2017.

Como complemento, seguem 3 fotos de divulgação em alta resolução. Crédito das Fotos – Maurício Valladares

 

Clique aqui para baixar o press kit oficial!

 

Lançamento LP 9 Luas

O ano de 2018 começou com uma grande novidade para todos os nosso fãs: o lançamento do álbum 9 Luas (de 1996) em formato de vinil pela primeira vez!

Em parceria com a Revista Noize, produzimos uma edição comemorativa deste que foi o primeiro álbum da banda que não teve uma versão em vinil (o último neste formato foi o disco “Vamo Batê Lata” de 1995). Na época, o 9 Luas chegou às lojas apenas em CD e no formato K-7 e rendeu o disco de platina (600 mil cópias) para a banda!

Para adquirir a sua edição especial basta clicar aqui!

 

Confira a lista das músicas:

LADO A

1. Lourinha Bombril

2. Outra beleza

3. La bella luna

4. De música ligeira

5. Capitão de indústria

6. O caminho pisado

 

LADO B

1. Busca vida

2. O caroço da cabeça

3. Sempre te quis

4. Seja você

5. Na nossa casa

6. Um pequeno imprevisto

Feliz 2018!

 

O ano de 2017 passou como um flash, muito rápido e intenso. Mas foi também muito produtivo para os Paralamas. Começamos o ano com uma expectativa muito grande em gravar o disco novo, algo que não fazíamos há muito tempo. Paralelo aos primeiros trabalhos de gravação, continuamos com a nossa agenda de shows rolando a todo vapor.

Ali por volta de março/abril, começamos a gravar o nosso disco com produção do Mário Caldato Jr, que trabalhou conosco pela primeira vez. Porém, esse encontro com o Mário foi muito bom e dinâmico, parecia até que ele já era um “compadre velho” dos Paralamas. Ele deu uma contribuição tremenda para que o disco ficasse tão bom. Paralelo a isso, seguimos com nossa agenda de shows, enquanto dávamos os últimos retoques e tratamentos na finalização do novo disco.

O lançamento de “Sinais do Sim” foi muito legal, a rotina de divulgação na mídia e na imprensa, foi super positiva. Gostamos que o disco foi muito bem recebido pela crítica e, principalmente, pelos nossos fãs. A gente espera que esse disco tenha uma longevidade boa, porque tem várias músicas bacanas nele a serem trabalhadas e que podem em breve tocar nas rádios. A nossa expectativa é muito boa.

Além disso, neste segundo semestre, nós lançamos o novo show da turnê Sinais do Sim, onde mais uma vez nos vimos no desafio de repaginar um show anterior, o da turnê de 30 anos, que era um espetáculo baseado nos grandes sucessos e que teve uma aceitação muito boa. Sabemos que os nossos grandes sucessos são uma premissa que não podem faltar no nosso show, então sempre nos deparamos com esse desafio de montar um novo repertório de palco onde consigamos apresentar as nossas novas músicas junto dos big hits. Esse é um compromisso muito sério nosso: subir ao palco, onde a gente mais se realiza em ter o contato direto com os fãs.

Além de termos conseguido enfileirar o nosso repertório tradicional com uma boa parcela das músicas do novo disco, destaco também a iluminação do novo show, a cargo de Marcos Olívio e Dal, sempre com novas ideias e equipamentos para dar essa dinâmica bacana no palco, coordenados pelo “Batman” Zavarezi e pelo nosso empresário, José Fortes.

Neste ano fizemos também shows internacionais muito bacanas: Chile (Festival Frontera), Argentina (Buenos Aires), Uruguai (Conrad Casino em Punta del Este) e nos EUA, onde não íamos há algum tempo. Encerraremos 2017 fazendo um show de Reveillon em Volta Redonda (RJ). Sempre legal virar o ano trabalhando, em cima do palco, simbolizando que o novo ano venha com muito trabalho.

Queremos agradecer a todo mundo que coopera com nosso trabalho. A todos os nossos fãs que interagem conosco através das redes sociais e nos shows. Esperamos cada vez mais dinamizar os nossos canais e nos aproximar cada vez mais de vocês.

Encerramos o ano de 2017 muito felizes com tudo que aconteceu com os Paralamas nesse novo ciclo. Vamos a 2018 com muita força e todo gás.

Vamos em frente. A música nos libertará!

Feliz 2018 a todos os nossos fãs e amigos <3
Os Paralamas do Sucesso
Herbert Vianna, João Barone, Bi Ribeiro, José Fortes

Retrospectiva 2017

 

Fotos são ótimas para reavivar a memória de determinadas ocasiões. Nada mais comum, aliás, do que um álbum de fotos para lembrar de algumas coisas da vida. E nada mais lógico, então, que os Paralamas fizessem aqui um “álbum” com 12 fotos – uma para cada mês do ano -, mostrando o que de melhor aconteceu em 2017, ano marcante na trajetória da banda. Principalmente por ter trazido Sinais do sim, o álbum de inéditas desejado há muito tempo. Sem mais delongas, as fotos!

Janeiro – Depois da folga de final/começo de ano, os trabalhos paralâmicos em 2017 começaram com três apresentações num local conhecido: o SESC Pompeia, em São Paulo, de marcantes lembranças vindas do começo da banda. A “comedoria” de lá foi o palco, em 12, 13 e 14 de janeiro. Depois, ainda naquele mês, vieram passagens por Florianópolis, Rio de Janeiro – apresentação em parceria com o velho amigo Carlinhos Brown – e São Sebastião, no litoral paulista (Crédito: Rafael Michalawski/Navegar Comunicação)

 

 

Fevereiro – Mal haviam passado por São Paulo em janeiro, os Paralamas já voltaram em fevereiro. Foi para uma apresentação bem divertida: no Vale do Anhangabaú, no dia 26, como parte da programação da cidade para o Carnaval, unindo os Paralamas a um pessoal por quem já havia admiração mútua: a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, que emprestou os metais a canções como “O beco” e “Lourinha Bombril”. Ainda vieram passagens por Lauro de Freitas, na Bahia, e Brusque, em Santa Catarina (Créditos: Reprodução/YouTube)


Março – Estúdio Visom Digital, bairro de São Conrado, Rio de Janeiro. Era hora de trabalho sério. E a máquina fotográfica do fiel amigo Mauricio Valladares estava a postos para fotografar Herbert, Bi e Barone trabalhando junto ao produtor Mário Caldato Jr. (e junto aos conhecidos músicos de apoio: João Fera, Monteiro Júnior e Bidu Cordeiro), numa das sessões de gravação de Sinais do Sim, cujos trabalhos duraram duas semanas (Créditos: Mauricio Valladares)

Abril – Foi um mês em que os Paralamas reencontraram uma terra que andava muito saudosa deles (e a recíproca era verdadeira): a Argentina. Após alguns anos de ausência, no dia 20 a banda passou pelo Niceto Club, em Buenos Aires – e ainda contou com uma participação especial no final do show: Ricardo Mollo, guitarrista do Los Divididos – e antes, do Sumo, banda com a qual os Paralamas tiveram contato nas primeiras visitas ao país vizinho, nos anos 1980. Deu tempo também de passar pelo Chile (a apresentação no Festival Frontera, cancelado no fim de 2016, e concretizado no dia 22) e, de volta ao Brasil, ir a Goiânia, numa apresentação com outro parceiro: Dado Villa-Lobos, no dia 25 (Créditos: Mirta Magallanes/Noticias 1440)

Maio – Foi um mês de outro encontro no palco: dia 18, no Shopping Catuaí, em Londrina-PR, os Paralamas receberam Vanessa da Mata. O mês começara com shows em territórios conhecidíssimos da banda – Campo Grande, no dia 5, e Olaria, no dia 13, ambos bairros do subúrbio carioca -, e terminaria com a apresentação no Norte Music Festival, em Montes Claros, no interior de Minas Gerais, dois dias após esse encontro da foto (Créditos: Marcio Alessandro)

Junho – Foi mês de reencontrar a região Sul. Nela, os Paralamas visitaram o Rio Grande do Sul – Gramado, no dia 23, e Rio Grande, no dia 25, quando esta foto foi tirada, em meio à apresentação no Centro de Eventos Eventual – e Santa Catarina (dia 30, em Blumenau). Antes, houvera shows em São Luís-MA (dia 10, num encontro com os amigos do Biquíni Cavadão) e na Vila Militar de Deodoro, no Rio de Janeiro, no dia 14 (Créditos: Cristiano Vaz)

Julho – A gravação foi em março, como se viu na foto já mostrada. A mixagem já tinha sido feita, com a supervisão de Bi Ribeiro e José Fortes, no MCJ Studios, a casa-estúdio em que o produtor Mario Caldato vive, em Los Angeles. A masterização também estava pronta, pelo engenheiro de som Ricardo Garcia, no estúdio dele, o Magic Master. Era hora, enfim, dos fãs dos Paralamas terem o que tanto queriam há oito anos: uma música inédita! “Sinais do sim”, a faixa-título, saiu no dia 13 de julho, preparando o terreno para o lançamento do álbum – na foto, os Paralamas gravavam a música no dia 26, para ser apresentada no “Fantástico”, da TV Globo, em 13 de agosto. Mas teve show também em julho, claro: Espírito Santo (Linhares, no dia 8, e Santa Tereza, no dia 22), Goiás (Uruaçu, no dia 15), Brasília (dia 21), Santa Catarina (Concórdia, no dia 29) e Paraná (Francisco Beltrão, no dia 30). (Créditos: TV Globo)

Agosto – Mas todo mundo queria saber quais eram os Sinais do Sim. E eles foram revelados, enfim, a partir do dia 4 de agosto, quando os Paralamas do Sucesso lançaram o 21º trabalho da carreira da banda. Depois de oito anos – e dois álbuns ao vivo no meio deles -, músicas inéditas. Já era possível que os fãs decorassem a faixa-título, “Teu olhar”, “Itaquaquecetuba”, “Medo do medo”, “Sempre assim”, “Corredor”, a versão para “Cuando pase el temblor” (Soda Stereo)… enfim, estava pronto o disco tão esperado. Enquanto a turnê não começava, houve shows em Florianópolis, Manaus e no interior de São Paulo (Sorocaba e São José do Rio Preto). (Crédito da capa: projeto gráfico de Raul Mourão e Marcelo Pereira, com foto de Eduardo Ortega para a escultura “Já fui jarro”, de Barrão)


Setembro – A marcante turnê de 30 anos dos Paralamas teve seus capítulos finais em Macuco (Rio de Janeiro, no dia 8), Criciúma (Santa Catarina, dia 9), Belém (no dia 15) e a apresentação de encerramento, na cidade maranhense de Timon, no dia 16. Além disso, o trabalho de divulgação do álbum novo ia a todo vapor: aparições no “Conversa com Bial” e no “Domingão do Faustão”, ambos da TV Globo, foram os destaques. Mais uma semana de ensaio para acertar os detalhes finais, e enfim, a turnê de Sinais do Sim ganhou a estrada! Como em vezes anteriores, Curitiba teve a honra de ver a estreia: foi em 30 de setembro, no Teatro Positivo (Créditos: Gislaine Bueno)

Outubro – Curitiba abrira os trabalhos, fechando o mês de setembro. E a turnê de Sinais do Sim já começou outubro indo para São Paulo: foi dia 7, no Espaço das Américas, incluindo as entrevistas para comentar o disco novo, nos dias anteriores. No mesmo mês, os Paralamas mostraram as músicas inéditas “em casa”: ou seja, no Rio de Janeiro, dia 28, no Vivo Rio. No meio dessas duas apresentações da foto – São Paulo à esquerda, Rio à direita -, houve passagens por Chapecó (dia 13), Tatuí (dia 14) e até uma visita aos Estados Unidos (Festival Pompano Beach, em Miami, no dia 21). (Créditos da foto de São Paulo: Alexandre Moreira/Créditos da foto do Rio de Janeiro: Mauricio Valladares)


Novembro – A turnê de Sinais do Sim passou por sua quarta capital brasileira, indo a Porto Alegre no dia 24, no Auditório Araújo Vianna. No começo do mês, uma volta ao Espírito Santo (Vila Velha, no dia 4), uma visita ao Ceará (Juazeiro do Norte, no dia 14), e o término do mês na região Sul: além do citado show em Porto Alegre, os Paralamas tocaram em Pelotas (dia 23), e foram ao Paraná, para um festival em Londrina (dia 25). Mas o show da foto foi mais uma incursão sul-americana: a volta ao Uruguai, para se apresentarem em Punta del Este, no dia 19. (Créditos: Reprodução/Instagram)


Dezembro – Este último mês do ano já começou muito bem: dia 1º, no Wet’n’Wild de Salvador, a segunda reunião de 2017 com o velho conhecido Dado Villa-Lobos, no festival Combina MPB – e ainda houve aparições-surpresas de mais dois amigos que estavam no festival, Paulo Miklos e Arnaldo Antunes. Depois, as passagens por Campo Grande (dia 8, no Ondara Palace), no dia 9 passado, na volta ao Musiva de Cuiabá, São José dos Campos, no próximo dia 16, Brasília dia 23, Gaspar (Santa Catarina), no dia 26 e para fechar 2017, o Reveillon em Volta Redonda (RJ).

Mas, como novidade sempre é boa, tivemos o lançamento em dezembro do vinil de Sinais do Sim. Sim, depois de um longo hiato (o último lançamento em LP foi o Vamo Batê Lata em 1995), a banda volta a lançar o famoso bolachão, para alegria dos mais saudosistas.


Mas o melhor de tudo é saber que, enquanto estiverem aí, os Paralamas do Sucesso continuarão em fotos e mais fotos, para terem álbuns que mostrem as recordações de 2018, 2019, 2020…

Boas festas e ótimo 2018 a todo mundo!