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Marcos paralâmicos em Porto Alegre

Já foi Curitiba, já foi São Paulo, já foi Rio de Janeiro… e agora será Porto Alegre a próxima capital a testemunhar a apresentação de Sinais do Sim, a nova turnê dos Paralamas do Sucesso, no próximo dia 24, no Auditório Araújo Vianna. Mais um importante momento da banda na capital do Rio Grande do Sul – como dois outros marcos, que o site descreverá no texto a seguir. Confira! Ingressos à venda para o show!

 

O ano de 1985 foi fundamental na trajetória dos Paralamas. Com a atenção chamada pelos energéticos shows no Rock in Rio I, transmitidos pela tevê em rede nacional, aquela banda que passara os três primeiros anos batalhando pelos espaços no Rio de Janeiro e nos estados vizinhos (inclua-se aí o Rio Grande do Sul) se tornara subitamente conhecida em todo o Brasil. A quantidade de shows na turnê de O Passo do Lui aumentara exponencialmente: foram muitas apresentações em todo o país naquele ano, 86 só de janeiro a junho, uma a cada dois dias, fora o trabalho de divulgação. O número de fãs – que se tornariam fiéis dali por diante – também crescia a olhos vistos.

E uma grande prova do interesse e do ritmo de trabalho maciços que os Paralamas viveram naquele ano veio justamente em Porto Alegre. Teve data: 15 de junho de 1985, um sábado. E teve lugar: o Gigantinho, ginásio pertencente ao complexo do Gigante da Beira-Rio (estádio do Internacional). Muitas apresentações marcantes já haviam ocorrido – e até hoje ocorrem – naquele lugar.

Mas a passagem dos Paralamas pelo Gigantinho estava fadada a ficar na história. Já na venda dos ingressos, ficou claro que uma apresentação não seria suficiente para aplacar a vontade dos fãs. Na sexta-feira, dia 14, Herbert Vianna, Bi Ribeiro, João Barone e toda a equipe de produção já chegaram a PoA sabendo: fariam dois shows no Gigantinho, no mesmo dia. O “original” às 20h30, o novo às 22h30. Detalhe: se os 17 mil ingressos postos à venda para a apresentação marcada inicialmente estavam esgotados havia muito tempo, as entradas para o show das 22h30 não duraram muito tempo. Também se esvaíram em questão de horas.

Aí, é melhor usarmos a transcrição da matéria redigida na Zero Hora (o tradicional diário gaudério), por Juarez Fonseca – decano dos jornalistas gaúchos dedicados à música -, com a resenha do show, para mostrarmos o que se viveu na noite de 15 de junho de 1985, em Porto Alegre:

“No início da semana passada, quando começou a venda de ingressos, os coordenadores do show já podiam ter uma certeza: Os Paralamas do Sucesso levariam muita gente ao Gigantinho. Mas ninguém previa que o trio carioca estivesse destinado a bater todos os recordes de público dos quinze anos de história do ginásio. Às 20h30, já sabendo desde sexta que precisariam fazer uma segunda sessão às 22h30 devido à enorme procura de ingressos, os Paralamas começaram a tocar para nada menos de 17.500 pessoas. Não havia canto vazio no Gigantinho. A direção da gravadora aproveitou o sucesso do grupo em Porto Alegre para entregar a eles o primeiro disco de ouro, relativo à vendagem de mais de 100 mil cópias de O Passo do Lui. E o grupo saiu convencido de que ali estava um de seus públicos mais entusiasmados. Primeiro porque bateram o recorde do Gigantinho; depois porque fizeram outra coisa inédita para um grupo brasileiro, que foram as duas sessões; e terceiro, porque tirando o Rock in Rio, os Paralamas tiveram aqui o maior público de seus três anos de carreira. ‘Que público!’, comentou feliz Herbert ao descer do palco. E a garotada berrava pedindo mais enão querendo sair do ginásio para a entrada do público da segunda sessão, que comprara quase oito mil ingressos. Milhares acabaram conseguindo ficar.

No palco, o grupo não é de falar nem de fazer as tradicionais brincadeirinhas com o público: simplesmente toca e canta e nisso estabelece uma perfeita sintonia com as pessoas. A comunicação, a música sem segredos feita apenas por guitarra, baixo e bateria, as letras inteligentes e irônicas feitas e cantadas por Herbert, isso explica o rock direto dos Paralamas e a aglutinação de verdadeiras massas jovens em torno deles.

Eles alternam músicas de ritmos fortes, trepidantes, com outras lentas. Ao final, o público pediu ‘Óculos’, mais uma vez, e Herbert falou: ‘Tá legal. Antes a gente vai fazer um superreggae para acalmar e depois a gente derruba!’

Assim foi. Um show pra ficar na memória de quem esteve no Gigantinho, pela reunião inédita e pelo bom astral que imperou o tempo todo. O esquema de segurança, apesar da enorme movimentação de público, foi perfeito. (…) No final das contas, foi uma noite histórica para o Gigantinho e para os Paralamas do Sucesso.”

Se no final de 1985 os Paralamas eram uma banda com experiência gigantesca acumulada em apenas doze meses, com vivências musicais e pessoais acumuladas para desembocarem nos trabalhos seguintes, os shows do Gigantinho foram um momento marcante nisso. E o tempo passou. Com a capital gaúcha sendo ponto cada vez mais certo em cada turnê dos Paralamas. E contatos cada vez mais estreitados com amigos de lá – como Thedy Corrêa, vocalista/compositor/baixista do Nenhum de Nós, que de admirador virou parceiro de Herbert em algumas composições.

E foi como uma banda definitivamente estabelecida que os Paralamas fizeram outro show marcante em Porto Alegre. Por sinal, no mesmo Gigantinho que vira a performance eletrizante de 1985. E por uma feliz coincidência, quase também em 24 de novembro. Ficou por dois dias: foi em 22 de novembro de 1997 que Herbert, Bi e Barone subiram ao palco no ginásio portoalegrense. Foi para fechar a segunda e última noite do Tordesilhas ’97, um festival organizado em dois dias pela MTV brasileira, com bandas latino-americanas. Naquele dia, o Aterciopelados (grupo colombiano) começou os trabalhos, seguido pelo Cafe Tacvba (célebre coletivo mexicano), até que nossos conhecidos chegaram, com os músicos de apoio – João Fera, Eduardo Lyra, José Monteiro Júnior, Demétrio Bezerra e Bidu Cordeiro.

O show seguia o habitual da turnê de 9 Luas (que já chegava ao seu final): os hits do álbum – “Lourinha Bombril”, “La Bella Luna”, “Busca Vida” -, covers já familiares ao universo dos Paralamas (“Manguetown”, celebrando a memória já então saudosa de Chico Science, e “Que maravilha”, evocando a parceria com Jorge Ben Jor em trabalho lançado naquele ano), os sucessos que não podem faltar. Sem contar o que ocorreu no bis, com citação das introduções de clássicos do rock (“Start me up”, dos Rolling Stones, e “Come as you are”, do Nirvana), uma versão turbinada de “Eu quero ver o oco” (Raimundos) e, por fim, uma jam session com os membros de Aterciopelados e Cafe Tacvba, executando “Oye como va” (Santana). Enfim, melhor parar de escrever e mostrar o vídeo do show, na íntegra, exibido ao vivo pela MTV brasileira:

E a história dos Paralamas com Porto Alegre seguiu muito próxima. Dá para destacar vários momentos. O último “show surpresa”, preparando os detalhes para a gravação do Acústico, em 15 de maio de 1999, na cervejaria Dado Bier. O reencontro após o acidente de Herbert Vianna – em duas noites de 2003, nos dias 21 e 22 de novembro. A escolha como uma das capitais que veria os shows iniciais da turnê de comemoração dos 30 anos – 10 de maio de 2013, já no Auditório Araújo Vianna. Mais especial ainda, a passagem do especial Paralamas Trio: só Herbert, Bi e Barone, como fora em 1985, mas agora no Bar Opinião, em 1º de outubro do ano passado.

Agora, é mostrar Sinais do Sim ao público de Porto Alegre. Que seja mais um marco na carreira dos Paralamas. Ajudará muito se todos estiverem lá, no Araújo Vianna, no próximo dia 24! Ingressos à venda neste link!