2017 | Os Paralamas do Sucesso
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Feliz 2018!

 

O ano de 2017 passou como um flash, muito rápido e intenso. Mas foi também muito produtivo para os Paralamas. Começamos o ano com uma expectativa muito grande em gravar o disco novo, algo que não fazíamos há muito tempo. Paralelo aos primeiros trabalhos de gravação, continuamos com a nossa agenda de shows rolando a todo vapor.

Ali por volta de março/abril, começamos a gravar o nosso disco com produção do Mário Caldato Jr, que trabalhou conosco pela primeira vez. Porém, esse encontro com o Mário foi muito bom e dinâmico, parecia até que ele já era um “compadre velho” dos Paralamas. Ele deu uma contribuição tremenda para que o disco ficasse tão bom. Paralelo a isso, seguimos com nossa agenda de shows, enquanto dávamos os últimos retoques e tratamentos na finalização do novo disco.

O lançamento de “Sinais do Sim” foi muito legal, a rotina de divulgação na mídia e na imprensa, foi super positiva. Gostamos que o disco foi muito bem recebido pela crítica e, principalmente, pelos nossos fãs. A gente espera que esse disco tenha uma longevidade boa, porque tem várias músicas bacanas nele a serem trabalhadas e que podem em breve tocar nas rádios. A nossa expectativa é muito boa.

Além disso, neste segundo semestre, nós lançamos o novo show da turnê Sinais do Sim, onde mais uma vez nos vimos no desafio de repaginar um show anterior, o da turnê de 30 anos, que era um espetáculo baseado nos grandes sucessos e que teve uma aceitação muito boa. Sabemos que os nossos grandes sucessos são uma premissa que não podem faltar no nosso show, então sempre nos deparamos com esse desafio de montar um novo repertório de palco onde consigamos apresentar as nossas novas músicas junto dos big hits. Esse é um compromisso muito sério nosso: subir ao palco, onde a gente mais se realiza em ter o contato direto com os fãs.

Além de termos conseguido enfileirar o nosso repertório tradicional com uma boa parcela das músicas do novo disco, destaco também a iluminação do novo show, a cargo de Marcos Olívio e Dal, sempre com novas ideias e equipamentos para dar essa dinâmica bacana no palco, coordenados pelo “Batman” Zavarezi e pelo nosso empresário, José Fortes.

Neste ano fizemos também shows internacionais muito bacanas: Chile (Festival Frontera), Argentina (Buenos Aires), Uruguai (Conrad Casino em Punta del Este) e nos EUA, onde não íamos há algum tempo. Encerraremos 2017 fazendo um show de Reveillon em Volta Redonda (RJ). Sempre legal virar o ano trabalhando, em cima do palco, simbolizando que o novo ano venha com muito trabalho.

Queremos agradecer a todo mundo que coopera com nosso trabalho. A todos os nossos fãs que interagem conosco através das redes sociais e nos shows. Esperamos cada vez mais dinamizar os nossos canais e nos aproximar cada vez mais de vocês.

Encerramos o ano de 2017 muito felizes com tudo que aconteceu com os Paralamas nesse novo ciclo. Vamos a 2018 com muita força e todo gás.

Vamos em frente. A música nos libertará!

Feliz 2018 a todos os nossos fãs e amigos <3
Os Paralamas do Sucesso
Herbert Vianna, João Barone, Bi Ribeiro, José Fortes

Retrospectiva 2017

 

Fotos são ótimas para reavivar a memória de determinadas ocasiões. Nada mais comum, aliás, do que um álbum de fotos para lembrar de algumas coisas da vida. E nada mais lógico, então, que os Paralamas fizessem aqui um “álbum” com 12 fotos – uma para cada mês do ano -, mostrando o que de melhor aconteceu em 2017, ano marcante na trajetória da banda. Principalmente por ter trazido Sinais do sim, o álbum de inéditas desejado há muito tempo. Sem mais delongas, as fotos!

Janeiro – Depois da folga de final/começo de ano, os trabalhos paralâmicos em 2017 começaram com três apresentações num local conhecido: o SESC Pompeia, em São Paulo, de marcantes lembranças vindas do começo da banda. A “comedoria” de lá foi o palco, em 12, 13 e 14 de janeiro. Depois, ainda naquele mês, vieram passagens por Florianópolis, Rio de Janeiro – apresentação em parceria com o velho amigo Carlinhos Brown – e São Sebastião, no litoral paulista (Crédito: Rafael Michalawski/Navegar Comunicação)

 

 

Fevereiro – Mal haviam passado por São Paulo em janeiro, os Paralamas já voltaram em fevereiro. Foi para uma apresentação bem divertida: no Vale do Anhangabaú, no dia 26, como parte da programação da cidade para o Carnaval, unindo os Paralamas a um pessoal por quem já havia admiração mútua: a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, que emprestou os metais a canções como “O beco” e “Lourinha Bombril”. Ainda vieram passagens por Lauro de Freitas, na Bahia, e Brusque, em Santa Catarina (Créditos: Reprodução/YouTube)


Março – Estúdio Visom Digital, bairro de São Conrado, Rio de Janeiro. Era hora de trabalho sério. E a máquina fotográfica do fiel amigo Mauricio Valladares estava a postos para fotografar Herbert, Bi e Barone trabalhando junto ao produtor Mário Caldato Jr. (e junto aos conhecidos músicos de apoio: João Fera, Monteiro Júnior e Bidu Cordeiro), numa das sessões de gravação de Sinais do Sim, cujos trabalhos duraram duas semanas (Créditos: Mauricio Valladares)

Abril – Foi um mês em que os Paralamas reencontraram uma terra que andava muito saudosa deles (e a recíproca era verdadeira): a Argentina. Após alguns anos de ausência, no dia 20 a banda passou pelo Niceto Club, em Buenos Aires – e ainda contou com uma participação especial no final do show: Ricardo Mollo, guitarrista do Los Divididos – e antes, do Sumo, banda com a qual os Paralamas tiveram contato nas primeiras visitas ao país vizinho, nos anos 1980. Deu tempo também de passar pelo Chile (a apresentação no Festival Frontera, cancelado no fim de 2016, e concretizado no dia 22) e, de volta ao Brasil, ir a Goiânia, numa apresentação com outro parceiro: Dado Villa-Lobos, no dia 25 (Créditos: Mirta Magallanes/Noticias 1440)

Maio – Foi um mês de outro encontro no palco: dia 18, no Shopping Catuaí, em Londrina-PR, os Paralamas receberam Vanessa da Mata. O mês começara com shows em territórios conhecidíssimos da banda – Campo Grande, no dia 5, e Olaria, no dia 13, ambos bairros do subúrbio carioca -, e terminaria com a apresentação no Norte Music Festival, em Montes Claros, no interior de Minas Gerais, dois dias após esse encontro da foto (Créditos: Marcio Alessandro)

Junho – Foi mês de reencontrar a região Sul. Nela, os Paralamas visitaram o Rio Grande do Sul – Gramado, no dia 23, e Rio Grande, no dia 25, quando esta foto foi tirada, em meio à apresentação no Centro de Eventos Eventual – e Santa Catarina (dia 30, em Blumenau). Antes, houvera shows em São Luís-MA (dia 10, num encontro com os amigos do Biquíni Cavadão) e na Vila Militar de Deodoro, no Rio de Janeiro, no dia 14 (Créditos: Cristiano Vaz)

Julho – A gravação foi em março, como se viu na foto já mostrada. A mixagem já tinha sido feita, com a supervisão de Bi Ribeiro e José Fortes, no MCJ Studios, a casa-estúdio em que o produtor Mario Caldato vive, em Los Angeles. A masterização também estava pronta, pelo engenheiro de som Ricardo Garcia, no estúdio dele, o Magic Master. Era hora, enfim, dos fãs dos Paralamas terem o que tanto queriam há oito anos: uma música inédita! “Sinais do sim”, a faixa-título, saiu no dia 13 de julho, preparando o terreno para o lançamento do álbum – na foto, os Paralamas gravavam a música no dia 26, para ser apresentada no “Fantástico”, da TV Globo, em 13 de agosto. Mas teve show também em julho, claro: Espírito Santo (Linhares, no dia 8, e Santa Tereza, no dia 22), Goiás (Uruaçu, no dia 15), Brasília (dia 21), Santa Catarina (Concórdia, no dia 29) e Paraná (Francisco Beltrão, no dia 30). (Créditos: TV Globo)

Agosto – Mas todo mundo queria saber quais eram os Sinais do Sim. E eles foram revelados, enfim, a partir do dia 4 de agosto, quando os Paralamas do Sucesso lançaram o 21º trabalho da carreira da banda. Depois de oito anos – e dois álbuns ao vivo no meio deles -, músicas inéditas. Já era possível que os fãs decorassem a faixa-título, “Teu olhar”, “Itaquaquecetuba”, “Medo do medo”, “Sempre assim”, “Corredor”, a versão para “Cuando pase el temblor” (Soda Stereo)… enfim, estava pronto o disco tão esperado. Enquanto a turnê não começava, houve shows em Florianópolis, Manaus e no interior de São Paulo (Sorocaba e São José do Rio Preto). (Crédito da capa: projeto gráfico de Raul Mourão e Marcelo Pereira, com foto de Eduardo Ortega para a escultura “Já fui jarro”, de Barrão)


Setembro – A marcante turnê de 30 anos dos Paralamas teve seus capítulos finais em Macuco (Rio de Janeiro, no dia 8), Criciúma (Santa Catarina, dia 9), Belém (no dia 15) e a apresentação de encerramento, na cidade maranhense de Timon, no dia 16. Além disso, o trabalho de divulgação do álbum novo ia a todo vapor: aparições no “Conversa com Bial” e no “Domingão do Faustão”, ambos da TV Globo, foram os destaques. Mais uma semana de ensaio para acertar os detalhes finais, e enfim, a turnê de Sinais do Sim ganhou a estrada! Como em vezes anteriores, Curitiba teve a honra de ver a estreia: foi em 30 de setembro, no Teatro Positivo (Créditos: Gislaine Bueno)

Outubro – Curitiba abrira os trabalhos, fechando o mês de setembro. E a turnê de Sinais do Sim já começou outubro indo para São Paulo: foi dia 7, no Espaço das Américas, incluindo as entrevistas para comentar o disco novo, nos dias anteriores. No mesmo mês, os Paralamas mostraram as músicas inéditas “em casa”: ou seja, no Rio de Janeiro, dia 28, no Vivo Rio. No meio dessas duas apresentações da foto – São Paulo à esquerda, Rio à direita -, houve passagens por Chapecó (dia 13), Tatuí (dia 14) e até uma visita aos Estados Unidos (Festival Pompano Beach, em Miami, no dia 21). (Créditos da foto de São Paulo: Alexandre Moreira/Créditos da foto do Rio de Janeiro: Mauricio Valladares)


Novembro – A turnê de Sinais do Sim passou por sua quarta capital brasileira, indo a Porto Alegre no dia 24, no Auditório Araújo Vianna. No começo do mês, uma volta ao Espírito Santo (Vila Velha, no dia 4), uma visita ao Ceará (Juazeiro do Norte, no dia 14), e o término do mês na região Sul: além do citado show em Porto Alegre, os Paralamas tocaram em Pelotas (dia 23), e foram ao Paraná, para um festival em Londrina (dia 25). Mas o show da foto foi mais uma incursão sul-americana: a volta ao Uruguai, para se apresentarem em Punta del Este, no dia 19. (Créditos: Reprodução/Instagram)


Dezembro – Este último mês do ano já começou muito bem: dia 1º, no Wet’n’Wild de Salvador, a segunda reunião de 2017 com o velho conhecido Dado Villa-Lobos, no festival Combina MPB – e ainda houve aparições-surpresas de mais dois amigos que estavam no festival, Paulo Miklos e Arnaldo Antunes. Depois, as passagens por Campo Grande (dia 8, no Ondara Palace), no dia 9 passado, na volta ao Musiva de Cuiabá, São José dos Campos, no próximo dia 16, Brasília dia 23, Gaspar (Santa Catarina), no dia 26 e para fechar 2017, o Reveillon em Volta Redonda (RJ).

Mas, como novidade sempre é boa, tivemos o lançamento em dezembro do vinil de Sinais do Sim. Sim, depois de um longo hiato (o último lançamento em LP foi o Vamo Batê Lata em 1995), a banda volta a lançar o famoso bolachão, para alegria dos mais saudosistas.


Mas o melhor de tudo é saber que, enquanto estiverem aí, os Paralamas do Sucesso continuarão em fotos e mais fotos, para terem álbuns que mostrem as recordações de 2018, 2019, 2020…

Boas festas e ótimo 2018 a todo mundo!

LP Sinais do Sim

 

O nosso disco Sinais do Sim será lançado também em vinil!

Você que é colecionador ou ainda tem aquela boa e velha vitrola vai poder se deliciar com este lançamento que não ocorria nesse formato desde 1995, com o álbum Vamo Batê Lata!

As músicas são as mesmas do CD e ficaram divididas da seguinte maneira:

 

Lado A:

1. Sinais do sim

2. Itaquaquecetuba

3. Medo do medo

4. Não posso mais

5. Teu olhar 

 

Lado B:

1. Contraste 

2. Cuando pase el temblor

3. Corredor 

4. Blow the wind 

5. Olha a gente aí / citação do poema Ó Sino da minha aldeia 

6. Sempre assim

 

 

Em breve ele estará disponível nas melhores lojas de todo o Brasil!


Marcos paralâmicos em Porto Alegre

Já foi Curitiba, já foi São Paulo, já foi Rio de Janeiro… e agora será Porto Alegre a próxima capital a testemunhar a apresentação de Sinais do Sim, a nova turnê dos Paralamas do Sucesso, no próximo dia 24, no Auditório Araújo Vianna. Mais um importante momento da banda na capital do Rio Grande do Sul – como dois outros marcos, que o site descreverá no texto a seguir. Confira! Ingressos à venda para o show!

 

O ano de 1985 foi fundamental na trajetória dos Paralamas. Com a atenção chamada pelos energéticos shows no Rock in Rio I, transmitidos pela tevê em rede nacional, aquela banda que passara os três primeiros anos batalhando pelos espaços no Rio de Janeiro e nos estados vizinhos (inclua-se aí o Rio Grande do Sul) se tornara subitamente conhecida em todo o Brasil. A quantidade de shows na turnê de O Passo do Lui aumentara exponencialmente: foram muitas apresentações em todo o país naquele ano, 86 só de janeiro a junho, uma a cada dois dias, fora o trabalho de divulgação. O número de fãs – que se tornariam fiéis dali por diante – também crescia a olhos vistos.

E uma grande prova do interesse e do ritmo de trabalho maciços que os Paralamas viveram naquele ano veio justamente em Porto Alegre. Teve data: 15 de junho de 1985, um sábado. E teve lugar: o Gigantinho, ginásio pertencente ao complexo do Gigante da Beira-Rio (estádio do Internacional). Muitas apresentações marcantes já haviam ocorrido – e até hoje ocorrem – naquele lugar.

Mas a passagem dos Paralamas pelo Gigantinho estava fadada a ficar na história. Já na venda dos ingressos, ficou claro que uma apresentação não seria suficiente para aplacar a vontade dos fãs. Na sexta-feira, dia 14, Herbert Vianna, Bi Ribeiro, João Barone e toda a equipe de produção já chegaram a PoA sabendo: fariam dois shows no Gigantinho, no mesmo dia. O “original” às 20h30, o novo às 22h30. Detalhe: se os 17 mil ingressos postos à venda para a apresentação marcada inicialmente estavam esgotados havia muito tempo, as entradas para o show das 22h30 não duraram muito tempo. Também se esvaíram em questão de horas.

Aí, é melhor usarmos a transcrição da matéria redigida na Zero Hora (o tradicional diário gaudério), por Juarez Fonseca – decano dos jornalistas gaúchos dedicados à música -, com a resenha do show, para mostrarmos o que se viveu na noite de 15 de junho de 1985, em Porto Alegre:

“No início da semana passada, quando começou a venda de ingressos, os coordenadores do show já podiam ter uma certeza: Os Paralamas do Sucesso levariam muita gente ao Gigantinho. Mas ninguém previa que o trio carioca estivesse destinado a bater todos os recordes de público dos quinze anos de história do ginásio. Às 20h30, já sabendo desde sexta que precisariam fazer uma segunda sessão às 22h30 devido à enorme procura de ingressos, os Paralamas começaram a tocar para nada menos de 17.500 pessoas. Não havia canto vazio no Gigantinho. A direção da gravadora aproveitou o sucesso do grupo em Porto Alegre para entregar a eles o primeiro disco de ouro, relativo à vendagem de mais de 100 mil cópias de O Passo do Lui. E o grupo saiu convencido de que ali estava um de seus públicos mais entusiasmados. Primeiro porque bateram o recorde do Gigantinho; depois porque fizeram outra coisa inédita para um grupo brasileiro, que foram as duas sessões; e terceiro, porque tirando o Rock in Rio, os Paralamas tiveram aqui o maior público de seus três anos de carreira. ‘Que público!’, comentou feliz Herbert ao descer do palco. E a garotada berrava pedindo mais enão querendo sair do ginásio para a entrada do público da segunda sessão, que comprara quase oito mil ingressos. Milhares acabaram conseguindo ficar.

No palco, o grupo não é de falar nem de fazer as tradicionais brincadeirinhas com o público: simplesmente toca e canta e nisso estabelece uma perfeita sintonia com as pessoas. A comunicação, a música sem segredos feita apenas por guitarra, baixo e bateria, as letras inteligentes e irônicas feitas e cantadas por Herbert, isso explica o rock direto dos Paralamas e a aglutinação de verdadeiras massas jovens em torno deles.

Eles alternam músicas de ritmos fortes, trepidantes, com outras lentas. Ao final, o público pediu ‘Óculos’, mais uma vez, e Herbert falou: ‘Tá legal. Antes a gente vai fazer um superreggae para acalmar e depois a gente derruba!’

Assim foi. Um show pra ficar na memória de quem esteve no Gigantinho, pela reunião inédita e pelo bom astral que imperou o tempo todo. O esquema de segurança, apesar da enorme movimentação de público, foi perfeito. (…) No final das contas, foi uma noite histórica para o Gigantinho e para os Paralamas do Sucesso.”

Se no final de 1985 os Paralamas eram uma banda com experiência gigantesca acumulada em apenas doze meses, com vivências musicais e pessoais acumuladas para desembocarem nos trabalhos seguintes, os shows do Gigantinho foram um momento marcante nisso. E o tempo passou. Com a capital gaúcha sendo ponto cada vez mais certo em cada turnê dos Paralamas. E contatos cada vez mais estreitados com amigos de lá – como Thedy Corrêa, vocalista/compositor/baixista do Nenhum de Nós, que de admirador virou parceiro de Herbert em algumas composições.

E foi como uma banda definitivamente estabelecida que os Paralamas fizeram outro show marcante em Porto Alegre. Por sinal, no mesmo Gigantinho que vira a performance eletrizante de 1985. E por uma feliz coincidência, quase também em 24 de novembro. Ficou por dois dias: foi em 22 de novembro de 1997 que Herbert, Bi e Barone subiram ao palco no ginásio portoalegrense. Foi para fechar a segunda e última noite do Tordesilhas ’97, um festival organizado em dois dias pela MTV brasileira, com bandas latino-americanas. Naquele dia, o Aterciopelados (grupo colombiano) começou os trabalhos, seguido pelo Cafe Tacvba (célebre coletivo mexicano), até que nossos conhecidos chegaram, com os músicos de apoio – João Fera, Eduardo Lyra, José Monteiro Júnior, Demétrio Bezerra e Bidu Cordeiro.

O show seguia o habitual da turnê de 9 Luas (que já chegava ao seu final): os hits do álbum – “Lourinha Bombril”, “La Bella Luna”, “Busca Vida” -, covers já familiares ao universo dos Paralamas (“Manguetown”, celebrando a memória já então saudosa de Chico Science, e “Que maravilha”, evocando a parceria com Jorge Ben Jor em trabalho lançado naquele ano), os sucessos que não podem faltar. Sem contar o que ocorreu no bis, com citação das introduções de clássicos do rock (“Start me up”, dos Rolling Stones, e “Come as you are”, do Nirvana), uma versão turbinada de “Eu quero ver o oco” (Raimundos) e, por fim, uma jam session com os membros de Aterciopelados e Cafe Tacvba, executando “Oye como va” (Santana). Enfim, melhor parar de escrever e mostrar o vídeo do show, na íntegra, exibido ao vivo pela MTV brasileira:

E a história dos Paralamas com Porto Alegre seguiu muito próxima. Dá para destacar vários momentos. O último “show surpresa”, preparando os detalhes para a gravação do Acústico, em 15 de maio de 1999, na cervejaria Dado Bier. O reencontro após o acidente de Herbert Vianna – em duas noites de 2003, nos dias 21 e 22 de novembro. A escolha como uma das capitais que veria os shows iniciais da turnê de comemoração dos 30 anos – 10 de maio de 2013, já no Auditório Araújo Vianna. Mais especial ainda, a passagem do especial Paralamas Trio: só Herbert, Bi e Barone, como fora em 1985, mas agora no Bar Opinião, em 1º de outubro do ano passado.

Agora, é mostrar Sinais do Sim ao público de Porto Alegre. Que seja mais um marco na carreira dos Paralamas. Ajudará muito se todos estiverem lá, no Araújo Vianna, no próximo dia 24! Ingressos à venda neste link!

Lembranças cariocas

Os Paralamas no Cristo Redentor, durante as sessões de foto para encarte e divulgação de O Passo do Lui, em 1984 (Foto: Mauricio Valladares)

 

Estar em casa quase sempre é das melhores sensações imagináveis. E se a vontade de um dia viver de música germinou em Brasília, ela floresceu definitivamente para os Paralamas do Sucesso no Rio de Janeiro, onde cada um dos três fixou sua vida (sem contar o fato de Bi e Barone serem cariocas de nascimento, claro). Portanto, a capital fluminense é a casa dos Paralamas. E é lá que a turnê de Sinais do Sim estará, no próximo sábado, 28 de outubro, no Vivo Rio. Nada mais justo que este site faça uma seleção de cinco momentos, entre os tantos que a banda viveu em sua casa. (SPOILER: foi tão difícil, que ao invés dos cinco habituais, entraram seis na lista…)

 

1)      Os primeiros shows oficiais

Na verdade, este site já comentou vários e vários momentos dos Paralamas no Rio de Janeiro. Os ensaios na casa da Vovó Ondina, as várias passagens pelo Circo Voador, a óbvia lembrança das apresentações no primeiro Rock in Rio, em 1985… mas houve dois shows marcantes, nos primórdios, quando a banda ainda engatinhava. Este(s) marco(s) tiveram data: 30 de novembro e 1º de dezembro de 1982. São considerados os primeiros shows oficiais da formação consolidada em Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone (embora já tivessem havido apresentações em 9 de setembro e 21 de outubro de 1982).

Os Paralamas fizeram os dois shows no Western Club, localizado no bairro do Humaitá, dos raros bares da época que já abriam espaço para a nascente geração de bandas de rock. Numa nota em que eram anunciados os shows pela cidade naquelas noites, o Jornal do Brasil de 30 de novembro noticiava: “Terça e quarta, no animado Western, às 21h30, estreia do jovem grupo de new wave intitulado Paralamas do Sucesso. Meio estranho o título, buzina não seria melhor?”. No repertório, um tanto de covers (The Who, Bob Marley, Police), outro tanto de canções gozadoras da pré-história da banda (“Pinguins”, “Rodei de novo”, “Vital e sua moto”, “Vovó Ondina é gente fina”, “Cínica” – nesta última, parceria obscuríssima com os amigos do Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, surpresa: Bi Ribeiro cantava, com a alcunha de “Cauby Ribeiro”).

Na bilheteria, conta-se que estiveram coletando o dinheiro dos espectadores o antropólogo Hermano Vianna, irmão de Herbert, e o hoje jornalista Tom Leão. Final feliz: deu certo, a casa lotou nas duas noites, e o dinheiro daqueles shows no Western ajudou a pagar o aluguel do estúdio Retoque, em Botafogo, para os Paralamas gravarem a primeira fita demo da banda.

 

2)      Um grande momento nos anos 1980

É muito difícil mencionar um só momento dos Paralamas no Rio de Janeiro, ao longo dos anos 1980 e 1990. Foram incontáveis shows, em incontáveis lugares da capital. Os Paralamas passaram por danceterias (a citada Western, Mamute, Mamão com Açúcar, Metrópolis, Kristal – merece destaque a Noites Cariocas, coordenada por Nelson Motta e montada no alto do Morro da Urca). Passaram por casas de show – de tamanho pequeno (Hipódromo Up e Rock in Rio Café) ou médio (Canecão, Metropolitan e Olimpo). Passaram pelo Circo Voador, espaço que merece menção por si só. Passaram pelo Maracanãzinho, no festival Alternativa Nativa, em 17 de julho de 1988.

E fizeram vários shows em lugares abertos, para grandes públicos. Alguns deles, em shows gratuitos (como o organizado pela 98 FM na época de Selvagem?, na foto de Alberto Dutra que está no alto deste tópico). Outros, em festivais – para nem citar as três passagens pelo Rock in Rio, vale lembrar as apresentações nas edições de 1988 e 1992 do Hollywood Rock, ambas na Praça da Apoteose. E finalmente, a apresentação lembrada aí embaixo: em 25 de janeiro de 1987, no Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas – e gravada para exibição no programa “Rock Expresso”, da extinta TV Manchete.

 

3)      A chuva forçou mudanças na gravação do Acústico

Os fãs mais atentos sabem: o Acústico dos Paralamas foi gravado para a MTV brasileira no Rio de Janeiro, em um fim de semana. Tudo ocorreu em 5 e 6 de junho de 1999, no Parque Henrique Lage – para os íntimos, o Parque Lage, no Jardim Botânico carioca. Ninguém viu o cenário deslumbrante durante a gravação das apresentações – uma lona cobria o pátio da mansão.

Poderiam ter visto. Na época, Herbert Vianna revelou ao jornalista Jamari França: “Cogitamos de não colocar a lona para ter o Cristo [Redentor] ao fundo”. Mas o risco de chuva se concretizou naquele fim de semana no Rio (além de chuvoso, o clima estava frio), inviabilizou tais planos e forçou o uso da lona. Herbert ainda fez piada: “É só a SUDENE contratar nossa turnê. Sempre que a gente toca ao vivo, é assim…”.

 

4)      Um improviso prova a volta definitiva

Já se sabia que Herbert Vianna estava recuperado e fazendo música, após o acidente que forçou a interrupção do caminho dos Paralamas. Ela até havia subido duas vezes ao palco em 2002: em 16 de junho, para cantar “Trac Trac” com Fito Paez, num show do argentino no Canecão, e em 9 de julho, no Ballroom, boate carioca, participando de uma apresentação do Reggae B, o projeto paralelo de Bi Ribeiro – que ajudou a manter a equipe paralâmica unida, com participações de João Fera e Bidu Cordeiro, sem contar as várias canjas que eram dadas.

Veio o dia 30 de julho de 2002. Mais uma noite de Reggae B no Ballroom. Na bateria, um convidado especial: João Barone. No baixo, Bi Ribeiro. A apresentação seguia agradável, com as participações de Nando Reis e George Israel – sem contar os vocalistas originais do Reggae B, Valnei Ainê (do Negril, banda carioca de reggae) e Gustavo Black Alien. Mas havia uma presença especialíssima no Ballroom. E ela foi anunciada ao palco por Black Alien: “Herbert Vianna”.

De improviso, Herbert, Bi e Barone estavam juntos para tocar, oficialmente pela primeira vez desde dezembro de 2000. E sobre o palco do Ballroom, tocaram “A novidade”; versões de duas músicas do UB40, “All I want” e “Cherry oh baby”; “Meu erro”; e apresentaram ao mundo “O calibre”, precedida por Herbert: “Vamos tocar uma coisa nova dedicada a um passado recente. A cabeça do malandro aqui voltou a ter um mínimo operacional”. Depois, houve o show fechado para amigos, na gravadora EMI, em 9 de setembro de 2002. O show fechado para fãs, no Projac da TV Globo, em outubro. E a abertura da turnê de Longo Caminho, em João Pessoa, no dia 6 de novembro. Mas foi no Rio de Janeiro, naquele 30 de julho no Ballroom, que se provou: os Paralamas do Sucesso estavam de volta. Quem viu, não esquece.

Bi, Herbert e Barone (ao fundo) em 30 de julho de 2002, no Ballroom, boate carioca, na canja que marcou a volta dos Paralamas (Foto: Leonardo Aversa)

 

5)      Enfim, na Fundição Progresso (num show aberto…)

Como já se comentou aqui, há pouquíssimos lugares conhecidos para shows no Rio de Janeiro que não tiveram a presença dos Paralamas do Sucesso. Todavia, em 2003 havia um: a Fundição Progresso. Bem, também não era tão inédito assim, conforme Bi Ribeiro revelou no making of do DVD para Uns dias Ao vivo: “A gente nunca tocou na Fundição. Bem, tocou uma vez – em 1989, no lançamento do disco Big Bang. Aí, fizemos um evento. Mas era com a gravadora…”. Herbert Vianna acrescentou: “Festa fechada”.

Faltava um show aberto. Mas não faltou mais a partir de 24 e 25 de outubro de 2003, quando os Paralamas enfim se apresentaram à vera na Fundição, com a turnê de Longo Caminho. E hoje, já dá para dizer que o espaço no bairro da Lapa virou íntimo da banda. Até porque a estreia carioca da turnê dos 30 anos foi lá. E em um grande dia: 4 de maio de 2013, aniversário de 52 anos de Herbert Vianna – celebrado com um “Parabéns a você” cantado pelas milhares de vozes que estavam lá, e estendido pelo próprio Herbert a outro aniversariante ilustre do dia, Lulu Santos.

Os Paralamas agradecem o público, após o show da turnê de 30 anos, na Fundição Progresso, em 4 de maio de 2013 (Foto: Fabrício Montezuma)

 

6)      Mais gravações

Até a década de 2000, fora o Acústico e festivais (ambos exibidos pela tevê), nunca os Paralamas haviam gravado um trabalho ao vivo no Rio de Janeiro. Pois bem: a lacuna começou a ser devidamente preenchida. Primeiro, nem foi um trabalho com público, é verdade. Mas o DVD de Hoje foi gravado ao vivo, com todos os convidados do disco – Andreas Kisser, Nando Reis, o DJ Marcelinho da Lua -, no estúdio Humberto Mauro, no Pólo de Cinema e Vídeo do Rio de Janeiro, em 19 e 20 de dezembro de 2005.

Mas a turnê 25 anos de rock, com os Titãs, representou a oportunidade para gravar um trabalho como se deve, com público e tudo. E isso foi feito no Rio: mais precisamente, na Marina da Glória, em 26 de janeiro de 2008. No ano seguinte, veio Brasil Afora. E veio o registro da turnê, também no Rio de Janeiro: Multishow ao vivo – Brasil Afora, gravado em 14 de dezembro de 2010, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico. E na hora de gravar a turnê comemorativa dos 30 anos, qual foi o local escolhido? O Citibank Hall carioca, na apresentação de 26 de outubro de 2013, também exibida ao vivo pelo Multishow.

Neste sábado, não será gravação. Mas o show da turnê de Sinais do sim representa mais um reencontro dos Paralamas com a sua casa. E como todo reencontro pede festa, não terá a mesma graça se não estiver lotado. Esperamos os cariocas!

Ainda dá tempo de adquirir seu ingresso, clicando aqui!

 

Visitando os Estados Unidos

 

Os Paralamas do Sucesso seguem a turnê de Sinais do Sim – e a próxima parada é nos Estados Unidos! Neste sábado, dia 21, a apresentação é no Festival Pompano Beach, em Miami, na Flórida – local onde a banda já havia se apresentado, em setembro de 1994. E o site decidiu lembrar, com fotos e vídeos, outras passagens dos Paralamas pelo país! Veja tudo aí abaixo!

 

1983 – Convite para a primeira apresentação dos Paralamas nos Estados Unidos. Divulgando Cinema Mudo, a banda viajou junto de Lobão (& Os Ronaldos, banda dele à época) para um show em 27 de setembro, na Danceteria, casa de shows em Nova Iorque.


 

1986 – Memórias da segunda apresentação da banda em terras norte-americanas – no Sounds of Brazil, casa dedicada à música brasileira, em Nova Iorque. Em 7 de setembro daquele ano, os Paralamas passaram por lá. Aqui, você vê a filipeta de divulgação do show, uma foto da apresentação propriamente dita, e a pose com as visitas ilustres ao camarim, naquele dia. Da direita para a esquerda, em pé: Bi Ribeiro, David Rudder e Femi Kuti. Agachados: João Barone, Naná Vasconcelos, Herbert Vianna e Arto Lindsay. (Foto: Maurício Valladares)

 

1989 – Mais uma apresentação no Sounds of Brazil – aqui, em 17 de julho de 1989. Da esquerda para a direita, estão David Byrne (em cujo disco Rei Momo Herbert Vianna gravou sua participação durante a estadia, com vocais em “Office Cowboy”), Herbert, Barone, o produtor Steve Lillywhite e Bi.

 

 

1994 ­– Já durante a turnê de Severino, os Paralamas fizeram dois shows nos Estados Unidos. Um deles, a primeira passagem em Pompano Beach; o outro é este aí promovido no cartaz, no Supper Club, boate em Nova Iorque, no dia 23 de outubro.

 

 

1999 – Em 3 de julho, já com o Acústico gravado e prestes a ser lançado, os Paralamas foram ao Summerstage, festival de apresentações para o verão americano, no Central Park de Nova Iorque, para shows junto a Pedro Luís & A Parede. O vídeo abaixo é dessa apresentação. E a recepção foi tão boa que a banda recebeu uma carta de felicitações, da organização do festival, em setembro de 1999.

 

2006 – O retorno dos Paralamas aos Estados Unidos. A foto é de uma apresentação em 29 de abril, em Miami – aquele périplo ainda teve passagens por Nova Iorque, Boston, Washington, San Francisco, Los Angeles, Atlanta e Orlando.

 

 

 

2010 – A passagem pelo Summerstage, em 1999, deu frutos posteriores. Em 2010, os Paralamas voltaram ao Central Park para uma apresentação no Tribeca Festival, em pleno verão novaiorquino, em 12 de junho de 2010. E também traziam uma participação especial a tiracolo: Maria Gadu.