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Clipes Paralamas – Anos 90

 

O texto sobre os clipes dos Paralamas nos anos 1980 dizia em seu final: uma novidade surgia no final daquela década, dinamizando a videografia brasileira e livrando os artistas do formato ditado pelos clipes exibidos no Fantástico, da TV Globo. Em 20 de outubro de 1990, entrava no ar a MTV Brasil, modernizando definitivamente a estética dos clipes daqui e marcando época.

Claro, os Paralamas entraram de cabeça naquela nova realidade. E estavam animados, como escreveu João Barone neste site, em 2004, sobre o lançamento do DVD Arquivo de imagens: “Quando a MTV surgiu, foi uma beleza! Pensamos que havíamos escapado da prisão estética da Globo. Agora, a estética era MTV. Bem, até que ganhamos mais liberdade”.

E Barone lembrou a estreia dos Paralamas na “fase MTV”: “Fizemos o primeiro clipe produzido pela MTV Brasil, com a música “Pólvora”, gravada ao vivo num show nosso”. Foi isso mesmo: lançado ainda em 1990 (e infelizmente, ainda indisponível no oceano da internet), o clipe de “Pólvora” foi extraído de uma apresentação da turnê de Big Bang em São Paulo. O destaque era o cenário criado para o show, por Cláudio Torres, velho parceiro dos Paralamas: três espirais, duas de cada lado do palco e uma no fundo, que proporcionavam efeito visual belíssimo em interação com a iluminação de Marcos Olívio.

Pouco depois, lançado já em 1991, vinha o segundo clipe dos Paralamas na década. Gravado ainda no fim de 90, “Caleidoscópio”, clipe da música inédita do disco Arquivo lançado naquele ano, forçou Barone a fazer um sacrifício. Explica-se: em 12 de dezembro de 1990, nascera Clara, sua primeira filha. Mas no dia seguinte, ele precisou deixar a maternidade no Rio, exatamente por causa das gravações do clipe de “Caleidoscópio”, em São Paulo. O diretor Ucho Carvalho coordenou os trabalhos, com Herbert, Bi e Barone tocando em meio a um cenário que evocava um ferro-velho. Óbvio, JB voltou correndo para curtir a primogênita recém-nascida, tão logo foram encerrados os trabalhos.

 

 

Em 1991, voltou a parceria com Roberto Berliner, muito marcante nos anos 1980. Robertinho (assim os Paralamas o chamam carinhosamente) dirigiu os dois videoclipes saídos de Os Grãos: “Trac-trac” e “Tendo a lua”. O primeiro foi gravado pelas ruas do Rio de Janeiro, com personagens pontuando um vídeo em ritmo acelerado e plano-sequência, e aparições pontuais de nossos três protagonistas; o segundo tinha um clima de produção até caseira, incluindo imagens da casa de Herbert Vianna..

Passaram-se três anos até que os Paralamas tivessem novos clipes. Novamente, um velho conhecido dirigiu o grupo em 1994: parceiro de Jodele Larcher em alguns antigos vídeos do Fantástico, o cenógrafo Gringo Cardia dirigiu os três clipes gerados a partir do repertório de Severino: “Cagaço”, “Coche viejo” e “Dos Margaritas”. Nos dois primeiros, uma coincidência: embora de canções diferentes, foram gravados no mesmo dia. E “Coche viejo” foi um clipe só para argentinos: é a versão em espanhol de “Carro velho”, colocada em Dos Margaritas, a versão de Severino editada na Argentina. Quase desconhecida aqui no Brasil, “Coche viejo” fez muito sucesso entre os argentinos.

E aquele momento gerou uma confluência de três diretores muito frequentes na história videográfica dos Paralamas. Gringo Cardia não só dirigiu os clipes de Severino, mas também fez a cenografia da turnê daquele disco. Turnê que gerou… Vamo batê lata. Não só o álbum ao vivo, mas também o segundo VHS da carreira do grupo, lançado simultaneamente ao álbum e dirigido por… Roberto Berliner, sempre por perto. Além da apresentação que gerou CD, LP e fita K7, o “home video” (relançado em DVD em 2006) também mostrava marcantes passagens dos Paralamas por Inglaterra – um show no histórico Marquee, em 1994 – e Argentina – com Dos Margaritas estourado, tanto o disco quanto a canção, nossos estimados viviam o auge do sucesso no país vizinho.

No VHS de Vamo batê lata, havia ainda a andança de Herbert Vianna por Salvador, encontrando-se com Carlinhos Brown e compondo “Uma brasileira”. E o clipe dela foi o pontapé inicial com o terceiro grande personagem da história videográfica dos Paralamas. A Conspiração Filmes, produtora carioca localizada no bairro do Jardim Botânico, despontava naquela primeira metade da década de 1990, fazendo bons videoclipes e revelando gente que faria coisa boa até no cinema. E um dos sócios da Conspiração dirigiria não só “Uma brasileira”, mas também muitos outros clipes da banda dali por diante. Aqui entra na história o diretor Andrew Waddington – ou “Andrucha”, como ele é mais conhecido.

 

Paralamas do Sucesso – Uma Brasileira – Andrucha Waddington from Conspiração on Vimeo.

 

Coincidentemente, em 1995, a MTV daqui organizava a primeira edição do Video Music Brasil, o famoso e popular VMB. E o sucesso do clipe de “Uma brasileira” na noite da premiação (31 de agosto de 1995, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo) indicava o tamanho do acerto da parceria dos Paralamas com a Conspiração Filmes – particularmente, com Andrucha. Indicação em quatro categorias, e troféu em duas: melhor vídeo pop e melhor vídeo segundo a escolha da audiência. Como se não bastasse, a parceria entre Paralamas e Carlinhos Brown que gerara aquele hit gigante foi repetida no palco do Anhembi, naquela noite.

Das quatro inéditas incluídas em Vamo batê lata, “Esta tarde” também teve seu clipe, dirigido por Robertinho Berliner. Lançado em 1995, era um encontro que mostrava passado (o pai de Barone, o pai de Bi, a mãe de Herbert), presente (os três elementos, mais José Fortes) e futuro (os filhos de Herbert e as filhas de Barone). Um lindo videoclipe familiar.

 

A partir dali, Paralamas e Conspiração Filmes consolidariam cada vez mais a parceria nos anos seguintes. A começar pelos clipes surgidos de 9 Luas, em 1996. O primeiro foi “Lourinha Bombril”, dirigido por quatro parceiros da Conspiração Filmes: Andrucha Waddington comandou os trabalhos, com Breno Silveira, Gualter Pupo e Toni Vanzolini a lhe ajudar. No VMB de 1996, outra vez essa parceria saiu laureada do evento da MTV: cinco indicações, três estatuetas conquistadas. Melhor direção, melhor edição de videoclipe e, pela segunda vez, melhor videoclipe do ano – agora, com Rita Lee entregando o prêmio aos três, naquele 22 de agosto de 1996.

 


Dava tempo para mais, claro. Ainda em 1996, saiu o clipe de “La Bella Luna”: nele, Andrucha dirigiu um vídeo em plano-sequência, com a modelo Carolina Sá como a protagonista. Já em 1997, vieram mais dois clipes saídos de 9 Luas. Em “Outra beleza”, um rápido retorno da parceria com Gringo Cardia, que dirigiu o vídeo numa praia cenográfica (com a participação d’As Gatas, grupo vocal que participara da gravação da canção); e Andrucha Waddington comandou os trabalhos para “Busca vida”.

De novo, a parceria Paralamas/Conspiração Filmes emplacou muitas indicações no VMB de 1997. Houve menos vitórias daquela vez: “Busca vida” não conseguiu os prêmios técnicos de melhor direção e melhor edição, e “La Bella Luna” ficou sem os prêmios de melhor videoclipe segundo a escolha da audiência e de melhor videoclipe de pop. Então os Paralamas saíram de mãos abanando do Anhembi, em São Paulo, em 14 de agosto de 1997? Nada disso: “Busca vida” conseguiu o “tricampeonato” de melhor videoclipe do ano. Coube a Caetano Veloso e Gal Costa entregar a estatueta a Bi e Barone.

 

Mas, o primeiro clipe saído de Hey Na Na, em 1998, estava destinado não só a muitos prêmios. Estava destinado também a ser um dos clipes mais marcantes da música brasileira em todos os tempos. Começou com uma ideia do diretor do clipe – ideia explicada por Herbert Vianna ao Video Show, da TV Globo, com uma piada durante as gravações: “Caiu um tijolo na cabeça do Andrucha e ele achou que a gente podia bancar os atores…” João Barone continuou: “A gente é bem expressivo, olha só…”. E Bi Ribeiro fez várias caras e bocas, completando o autogracejo sobre os, digamos, “talentos” na atuação.

Bem ou mal, serviu para ambos interpretarem três homens que humilhavam uma mulher devotada a todos eles, interpretada por Fernanda Torres. Após magoar-se com tanta falta de consideração, a pobre coitada se empoderava e vingava-se de cada um dos três que a maltratara, com juros e correção monetária. Tudo isso, no melhor clima do cinema mudo. Estava completada a história de “Ela disse adeus”, que ainda teve Breno Silveira e Toni Vanzolini a auxiliarem Andrucha Waddington na direção. Um videoclipe tão importante que chegou a ser eleito o melhor do Brasil em todos os tempos, pela Folha de S. Paulo, em 2012.

 

Paralamas do Sucesso: Ela Disse Adeus – Andrucha Waddington from Conspiração on Vimeo.

 

E um trabalho tão elogiado conseguiu os prêmios merecidos, no VMB de 1998. Sete indicações, e cinco estatuetas a “Ela disse adeus”: melhor fotografia em videoclipe, melhor direção de arte, melhor direção, melhor videoclipe pop e, finalmente, o tetracampeonato como melhor videoclipe do ano. Naquela noite de 13 de agosto de 1998, ficou marcado um momento engraçado. Numa das entregas de prêmio, João Barone recebeu a estatueta brincando com o professor e gramático Pasquale Cipro Neto, apresentador dos indicados: “Professor, a gente estamos muito emocionados…”.

Após o megassucesso de “Ela disse adeus”, mais dois clipes fecharam aquela década marcante. Hey Na Na ainda deu “Depois da queda, o coice”: dirigido por Andrucha e lançado ainda em 1998, era um vídeo simples, com a banda tocando dentro de um trilho circular, onde corria a câmera. E rendeu mais um prêmio no VMB de 1999: melhor edição de videoclipe. Com o Acústico naquele 1999, um novo clipe veio só no final de 2000. Em “Aonde quer que eu vá” (inédita do Arquivo II), de novo sob a direção de Andrucha, os três tocavam, e o vídeo contava com a participação de Fernanda Torres e Débora Bloch.

 

Depois disso… fica para a terceira parte. Clique aqui e confira a primeira!

Paralamas Na Estrada – Maio 2016

 

 

Separamos algumas fotos especiais da visita que os Paralamas do Sucesso fizeram à fábrica da Cervejaria Bamberg, na cidade de Votorantim, interior de SP. A equipe foi conhecer a produção da cerveja “O Calibre” que leva o nome da banda.

Tem também fotos inéditas da gravação do programa “Música Boa Ao Vivo” no canal Multishow, apresentado pela Anitta e que contou com a participação dos Paralamas, Arnaldo Antunes e Paula Toller.

Eis aqui a nossa a galeria!