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Clipes Paralamas – Anos 80

 

“Queria deixar bem claro: a maior videografia de bandas brasileiras da história do rock nacional é dos Paralamas do Sucesso.” A opinião não é deste site: é de Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest, falando ao documentário Os Paralamas do Sucesso – 30 anos, exibido no canal BIS em 2013 (e incluído nos extras do DVD do show). A história dos videoclipes dos Paralamas, de fato, é bem marcante. Há os clipes do Fantástico nos anos 1980; os vários prêmios obtidos no Vídeo Music Brasil, da MTV, nos anos 1990; as obras de caráter mais retrospectivo e as novidades, ambas vindas na década passada e nesta.

Assim, nada melhor do que iniciarmos uma nova série aqui no site, em três partes, com toda a história videográfica dos Paralamas do Sucesso. E o que é melhor: nos nomes em destaque, estão os links para os clipes da banda, de 1983 até hoje. Neste texto, abordamos os clipes dos anos 1980. Leia, clique e curta!

 

O locutor Dirceu Rabelo virou piada na internet: como “locutor da Sessão da Tarde”, nas propagandas do programa da TV Globo, ele sempre fala de “galerinhas envolvidas em confusões que até Deus duvida”. Pois bem: coube à conhecida voz de Dirceu dar o pontapé inicial na história dos videoclipes dos Paralamas. No Fantástico de 26 de junho de 1983, ele anunciou o lançamento “em todo o Brasil, do disco de estreia de um conjunto jovem, Os Paralamas do Sucesso: ‘Vital e sua moto’”.

 

E assim começava o clipe original de “Vital e sua moto”, com a história de um motoqueiro contada e cantada por Herbert (veja trechos aqui e aqui). Aquele “conjunto jovem” entrava num hábito que várias bandas dos anos 1980 viveram, para o bem e para o mal: a maior parte dos videoclipes daquela época era produzida especialmente para o Fantástico. Como as gravadoras não tinham muito dinheiro para clipes próprios, faziam uma permuta com a TV Globo: ela produzia os vídeos, que eram entregues de graça às gravadoras como material de divulgação de seus artistas.

 

Para a TV Globo e as gravadoras, era um bom negócio. Para as bandas, nem tanto. Em texto sobre o lançamento do DVD Arquivo de imagens, com vários videoclipes dos Paralamas, em 2004, João Barone lembrou o grande drama da década: “Tínhamos que nos sujeitar ao padrão estético dos diretores de quadros musicais da emissora. Então, toma historinhas e encenações em cima da música, ora obedecendo literalmente as letras, ora sem nenhum nexo com a música”. Falando ao programa Discoteca MTV, em 2007, Herbert Vianna também comentou sobre a limitação na produção de videoclipes: “O grande clichê na época, pelo qual a gente tinha que engolir muito discurso na nossa orelha, era a coisa do ‘padrão Fantástico’, o padrão global: em qual programa isso vai poder passar?”. E Bi Ribeiro completava com uma frase que ouviam muito: “Ah, isso não vai poder passar no Fantástico…”.

 

Ainda em 1983, “Foi o mordomo”, segundo clipe vindo de Cinema mudo (infelizmente indisponível), é um dos exemplos mais citados pela banda do nonsense dos vídeos do Fantástico: uma história policial, em que Herbert interpretava um hóspede num hotel, no qual ocorre uma morte. Barone fazia um policial que investigava o crime (e, no fim, era o “culpado” do assassinato). E Bi fazia o “mordomo culpado” de que a letra fala – Barone até hoje brinca que o baixista merece um “Oscar de melhor mordomo” pela “atuação”.

 

Na divulgação de O passo do Lui, houve mais um clipe com historinha: “Meu erro”, veiculado no Fantástico de 14 de abril de 1985. Nele, o amor da mocinha interpretada pela atriz Cláudia Magno (1958-1994) era disputado por dois pilotos de motocross – um deles, Herbert, ajudado pelos amigos Bi e Barone. No final daquele ano, o Fantástico ainda divulgou o clipe de “Ska”. Mais simples, o vídeo tinha apenas os três tocando a canção, enquanto alguns atores “dançavam” o ritmo jamaicano. Na apresentação aos telespectadores, Herbert ainda comentava duas grandes mudanças na imagem dos Paralamas: a cirurgia corretiva que o livrara temporariamente dos óculos, e os seis pinos de platina implantados na perna de Barone, fraturada num acidente de carro. O cantor e guitarrista chegava até a quebrar os óculos, teatralmente, em frente às câmeras.

 

O fato é que aquela primeira fase dos clipes na TV Globo é meio lamentada pela banda. Mas não havia muito jeito: a exposição global e a permuta com as gravadoras compensavam. Naquele texto de 2004, Barone comentou: “Enfim, eram clipes que a gente tinha vergonha de ter participado, mas fazer o quê? Vendo hoje, até que seriam engraçados, se passassem no programa do Chapolin”. Restava procurar espaços alternativos, que produzissem clipes mais de acordo com o que todo mundo daquela geração desejava.

 

No caso dos Paralamas, quem deu esse espaço alternativo foi a BB Vídeo, que produzia um programa para a TV Record, por volta de 1984. Era o BB Videoclip, em que o radialista carioca Eládio Sandoval e Billy Bond apresentavam alguns videoclipes alternativos. Dentre estes, estava o clipe de “Óculos”, e um novo vídeo para “Meu erro” – este, sem enredo nenhum, apenas com a banda tocando. Destes vídeos, incluídos no DVD Arquivo de imagens, Barone mostrou mais saudade, no texto de 2004: “Ele [Billy Bond] sabia que o legal era dar linha para fazer algo fora do padrão Globo”.

Chegou a fase de Selvagem?. E se aquele disco é considerado até hoje a grande virada sonora na carreira dos Paralamas, também pode ser considerado um ponto de mudança na videografia da banda. Claro, o Fantástico ainda era a grande janela de divulgação, e os clipes ainda precisavam seguir o padrão do programa e da emissora. Assim, o vídeo de “Alagados” iniciou os trabalhos, apresentado pela atriz Carla Camurati na edição de 25 de maio de 1986: num cenário neutro, a banda tocava junto do percussionista Armando Marçal, que participara também da versão original de estúdio.

 

Depois, no Fantástico de 3 de agosto de 1986, mais um “clipe com historinha”: a atriz Ângela Figueiredo apresentava “Melô do marinheiro”, vídeo no qual nossos três conhecidos interpretavam os pobres coitados que haviam entrado de gaiato no navio, junto do ator Alexandre Régis, amigo que andava muito próximo da banda na época (o tempo os afastou, mas a amizade da banda com Régis segue até hoje). Finalmente, em 26 de outubro de 1986, o apresentador César Filho anunciava o clipe de “Você” – este, muito citado por Bi Ribeiro, lembrando das interações com a figurante que andava de patins…

 

Mas, como já se escreveu aqui, a divulgação de Selvagem? também representou uma virada nos clipes dos Paralamas. A banda se aproximou de um cineasta/diretor carioca: Roberto Berliner, conhecido daquela geração dos anos 1980 pelos tantos shows que filmara no Circo Voador. Então dono da produtora Antevê, junto da colega cineasta Sandra Kogut, Berliner uniu-se aos Paralamas, e ambas as partes decidiram fazer clipes mais “brazucas” (palavras de João Barone, em 2007), que se assemelhassem mais ao estilo sonoro do álbum. A parceria deu resultado, pelos clipes e pelos prêmios ganhos em festivais nacionais.

 

O clipe de Berliner para “Alagados” já era marcante, com os Paralamas passeando por favelas e pelos bailes funk que viviam nova época de alta no Rio de Janeiro. E por fim, até o Fantástico se rendeu ao clipe de “A novidade”: exibido em março de 1987, o vídeo mostrou os Paralamas à vontade, junto dos transeuntes que iam e vinham das barcas Rio-Niterói. Preocupado com a aceitação, o diretor até chegou a contratar atores figurantes para tentarem cativar o público a participar do clipe. Não foi necessário: as próprias pessoas se entusiasmaram e entraram naquele que se tornou um dos vídeos mais marcantes não só da carreira dos Paralamas, mas também da videografia nacional pré-MTV brasileira.

 

 

Paralamas do Sucesso – A Novidade from TvZERO on Vimeo.

 

A partir dali, os laços “forçados” com o Fantástico começaram a se afrouxar. Em 1987, quando os Paralamas se apresentaram no Festival de Jazz de Montreux, gravando o show que gerou D, até apresentaram “Será que vai chover?” no programa dominical da TV Globo, comentando a música e o show na cidade suíça. Ainda assim, coube à Antevê da dupla Roberto Berliner e Sandra Kogut produzir o primeiro programa especial dos Paralamas do Sucesso para a televisão: V, o vídeo, exibido pelo SBT, em 28 de dezembro de 1987, às 22h30.

 

Infelizmente, V, o vídeo só foi lançado em VHS, pela Transvídeo, e segue inédito em DVD, apesar de já ser conhecido graças à internet – vontade de relançá-lo oficialmente, não falta… O especial não só mostrava trechos da história da banda, mas também dava uma geral de qual era a situação dos Paralamas na época. Nada escapava: a chegada de João Fera, festas juninas no sítio de Bi Ribeiro em Mendes (interior fluminense), o show de Montreux e nem a nova música – então ainda chamada “O expresso do Oriente”, que logo seria rebatizada “Uns dias”.

 

Por sinal, “Uns dias” seria o único clipe de Bora Bora. Exibido no Fantástico de 22 de maio de 1988, já era sinal da proximidade e do entrosamento maior dos Paralamas com um diretor frequentemente escalado pela TV Globo para trabalhar com as bandas daquela geração: Jodele Larcher. Seu nome estava na produção dos videoclipes desde a versão global de “Meu erro”, mas só naquela época Jodele (e os grupos) ganhavam mais autonomia. Ainda assim, nem tudo agradava. Em 2004, Barone criticou uma interferência no clipe de “Uns dias”: “Colocaram uma modelo fazendo uma figuração desnecessária”.

 

E os trabalhos melhoraram mais na divulgação de Big Bang. Se o vídeo de “Lanterna dos afogados” não deixava muitas memórias, o de “Perplexo” marcou bastante. Dirigido por Jodele Larcher e por Gringo Cardia (diretor que voltará muitas vezes  a esta história), o clipe exibido pelo Fantástico já em 1990 foi considerado por Barone “bem legal, mais moderno e bem cuidado”. A ponto de ter sido um dos indicados para a categoria “Brasil” do Video Music Awards, o VMA, premiação da MTV norte-americana – quem ganhou foi “Flores”, clipe dos Titãs, também produzido por Jodele Larcher para o Fantástico.

 

No entanto, o fato de chamar a atenção da MTV norte-americana em 1990 já sinalizava a proximidade da chegada daquele canal ao Brasil. Os Paralamas ansiavam por aquele grito definitivo de liberdade para seus clipes. Voltemos a Barone e ao texto de 2004: “(…) Já existia um tal canal que só passava clipes na tevê americana. Já havia Talking Heads, Police, Clash, sem falar nas super produções do Duran Duran, Bowie e outros figurões”. Pois bem: em 20 de outubro de 1990, nascia a MTV brasileira. E os Paralamas viveram momentos marcantes com ela por meio dos videoclipes…

 

Na semana que vem, a segunda parte da história videográfica dos Paralamas, com os clipes dos anos 1990 – incluindo os prêmios no VMB. Não percam!

Paralamas Na Estrada – Março 2016

 

Em Março/2016, Os Paralamas do Sucesso fizeram 3 shows com casa cheia:

- Brasília (DF)

- Florianópolis (SC)

- Ilhéus (BA)

 

Separamos algumas fotos exclusivas dos shows e dos bastidores dessas viagens para você! Só clicar aqui e conferir!