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Participação especial: Bi Ribeiro

E por aqui seguimos na saga de recuperar as diversas participações especiais de Herbert, Bi e João em discos de outros artistas. Na pesquisa do histórico de Bi fora dos Paralamas, descobrimos que o reggae é, de fato, um dos maiores companheiros do baixista. Não bastasse toda a relação dos Paralamas com o gênero e o fato de Bi ser uma espécie de especialista no ritmo jamaicano, quando Bi pula a cerca… é (quase) sempre pra dar um abraço no reggae.

De Jorge Ben Jor a Legião Urbana, passando por Lucas Santtana e Raimundos, eis aqui um currículo de respeito.

“Reggae, sempre reggae…” Assim Bi Ribeiro comentava o que mais escutava, numa ficha sobre si para uma série de matérias com a história dos Paralamas, para a revista “Bizz”, em 1991. E as participações especiais e projetos que o baixista fez ao longo de sua carreira confirmam isso à perfeição. Quase tudo que Bi fez fora d’Os Paralamas do Sucesso tem algum tipo de parentesco com o ritmo jamaicano e suas várias vertentes, mais ou menos experimentais.

E esse gosto pelo reggae (que vinha antes mesmo de Bi ser motivado a aprender a tocar baixo) já estava presente no primeiro projeto. Em meados dos anos 1980, no Rio de Janeiro, a banda Kongo começava a cativar certo público. Seu som era inspirado pelo movimento 2Tone, formado por bandas pertencentes à gravadora homônima (Selecter, Beat, Madness, Specials), que uniam as várias vertentes do reggae a uma postura herdada do pós-punk, da new wave e do punk rock. Por sinal, lembra até a inspiração de uma certa outra banda… mas voltemos ao ponto principal da história.

Bi viu um show do Kongo e gostou tanto que se ofereceu para produzir um álbum da banda. Exatamente pelos contatos com Bi, o Kongo aceitou a proposta da EMI, gravadora dos Paralamas. E em 1987, entraram em estúdio Nelson “Major Nelson” Cerqueira (voz e guitarra), Edson “Edinho” Milesi (guitarra), Niltinho (sax) – três irmãos -, mais Marília (sax), Bombom (baixo) e Arnaldo Neto (bateria). Eles gravaram o EP (seis faixas) King Kongo, produzido por Bi. Só que a viagem dos Paralamas à Europa naquele ano (incluindo a gravação do show no Festival de Jazz de Montreux, que gerou D) impediu uma maior profundidade nos trabalhos do baixista com o Kongo, que acabou pouco depois do lançamento do EP, com os semisucessos “Bikini defunto” e “Dr. de Tudo”.

Passada a primeira produção discográfica, seguiu a intensa relação do baixista com o reggae. E entre participações com os amigos de sempre em outras canções, Bi decidiu montar um grupo para celebrar essa paixão, no início dos anos 1990. Nascia aí o Mighty Reggae Beat – que reunia, aliás, outros colegas de Paralamas com a mesma paixão: Bi no baixo, João Barone na bateria, João Fera nos teclados, Demétrio Bezerra no trompete e Monteiro Júnior no saxofone. Ainda havia na banda o ganês Nabby Clifford (voz), Nego Beto (percussão) e Cláudio (guitarra).

Segundo Bi comentou com Jamari França na biografia Os Paralamas do Sucesso: Vamo Batê Lata, o Mighty Reggae Beat tinha em sua inspiração algo similar à Midnight Blues Band, na qual membros de Barão Vermelho e Kid Abelha executavam clássicos do blues. O Mighty Reggae Beat fazia shows esporádicos em alguns espaços conhecidos no Rio de Janeiro, como a casa de shows Jazzmania ou o Circo Voador. Interrompido o projeto no meio dos anos 1990, o baixista seguiu primordial e prioritariamente com os Paralamas.

Outro projeto de Bi foi O Rei do Rio, de 1992, primeiro álbum da Banda Bel, grupo carioca que teve certo sucesso na primeira metade dos anos 90. Bi produziu o disco com o técnico de som Antoine Midani. E ali conheceu mais alguns músicos, e fez mais ligações com reggae. Basta dizer que o vocalista da Banda Bel naquele álbum era Toni Garrido. Se não for suficiente, tem mais essa: o percussionista que tocava com o grupo era… Eduardo Lyra, que logo virou titular da percussão na banda de apoio dos Paralamas, onde ficou entre 1993 e 2005.

Mas aquela década de 1990 ainda teve colaborações muito especiais. A primeira delas veio em 1993: em meio a sucesso maciço de público e crítica naquele ano, Jorge Ben Jor gravou o álbum 23. E em “Moça bonita”, mistura de reggae e jongo, houve encontro único de um “trio” tão fugaz quanto marcante: o “Trio BenTimBi”, como consta no encarte de 23. Ninguém menos do que Ben Jor na voz e na guitarra, Tim Maia, na bateria e nos vocais e Bi, no baixo. Tudo isso em uma canção. Tudo graças ao reggae.

Em 1996, o baixista teve outro grande momento, na sua única participação fora dos Paralamas que pouco ou nada teve de reggae. Bi esteve nas gravações de A Tempestade, álbum derradeiro dos amigos da Legião Urbana com Renato Russo em vida. Como a intenção inicial era fazer de A Tempestade um álbum duplo, várias canções foram gravadas pela Legião naquele processo, até para aproveitar a presença do cantor/compositor da banda. Com o amigo de infância Dado Villa-Lobos na produção, Bi participou de duas músicas: tocou baixo em “Antes das seis” e gravou o baixolão de “Travessia do Eixão”. A tempestade acabou sendo lançado em formato simples, mas as gravações foram lançadas em 1997, no álbum póstumo Uma Outra Estação.

Em 1999, aconteceu uma das mais célebres intervenções de Bi no trabalho de outra banda de amigos. No álbum Só no Forévis, os Raimundos fizeram mais uma incursão esporádica pelo ska, gravando “Me Lambe”. Adivinhe quem foi chamado para fazer o baixo da música? Pois é: Bi Ribeiro recebeu honrosamente de Canisso o lugar para ser o dono das quatro cordas na canção, um dos sucessos do disco. E Bi ainda aparece no clipe da música, daqueles que todo garoto e garota que viveu os anos 90 reconhece de longe…

Naquele final de década/século/milênio, ainda houve tempo para a segunda produção fonográfica de Bi Ribeiro. A banda Pelicanos da Lua aproveitou uma passagem dos Paralamas por Brasília, ofereceu um CD demo ao baixista e o convidou para produzir o primeiro trabalho da banda. Bi ouviu, gostou e aceitou o pedido. E entre viagens dos integrantes ao Rio de Janeiro e viagens de Bi a Brasília, foi gravado o álbum A Roda do Tempo, lançado em 2002. Novamente, com a plena participação de Bi nos trabalhos foi perturbada por um contratempo, agora muito grave: o acidente com Herbert Vianna.

Exatamente para minorar as preocupações com o amigo, o titular das quatro cordas nos Paralamas decidiu montar um novo grupo para deixar fluir a paixão pelo reggae. E em 2001 surgiu aquele que é o projeto paralelo mais regular de Bi Ribeiro: o Reggae B. A intenção do grupo já era um pouco mais profunda: haveria espaço para standards do ritmo aqui e ali, mas o grosso do repertório seria do lado mais experimental e desconhecido do reggae.

No Reggae B, o baixista deixa seu tradicional Factor Philip Kubicki vermelho de lado e assume um Steinberger preto (modelo de baixo usado algumas vezes por Sting, nos tempos de Police). E novamente tem alguns colegas de Paralamas ao lado, precisamente João Fera (teclados) e Bidu Cordeiro (trombone). Ainda há Cláudio Menezes, do Afroreggae (guitarra); Ronaldo Silva (bateria), filho de um dos grandes bateristas brasileiros, Robertinho Silva; Marlon Sette (trompete), ex-Banda Vitória Régia e futuro colega de Bidu Cordeiro na Orquestra Imperial; e o senegalês Jean-Pierre Senghor (teclados), que tocou no Obina Shok, banda de algum sucesso nos anos 1980, e que também fez parte da banda de apoio do Cidade Negra. Nos vocais… bem, aí é um caso à parte: oficialmente, Valnei Ainê (vocalista do desativado Negril) e Gustavo Black Alien são os cantores do Reggae B. Mas nos shows do grupo sempre houve participações de outros “crooners”: Arnaldo Antunes, Marcelo Camelo, Nando Reis, Marcelo Falcão, Fernanda Abreu, Gabriel O Pensador, Andreas Kisser, Ras Bernardo (vocalista original do Cidade Negra)… a lista é longa.

E o Reggae B ganhou importância fundamental na história dos Paralamas. Durante a recuperação de Herbert, era o projeto que mantinha mobilizados os fãs, além de contar com a ajuda de vários integrantes da equipe técnica da banda. E a importância foi confirmada em 30 de julho de 2002: num show na boate carioca Ballroom, que comemorava o primeiro ano do grupo, João Barone convidado para dar uma canja. Enquanto ele tocava, Herbert Vianna estava nos bastidores. Já tendo dado outras canjas, o convalescente Herbert quis participar daquele show. A certa altura, Black Alien foi ao microfone e anunciou: “Herbert Vianna”. E o que era um aniversário celebrou a primeira vez de Herbert, Bi e Barone juntos em cima de um palco após o acidente. Ou seja: o Reggae B confirmou que os Paralamas estavam voltando.

E foi com um companheiro de Reggae B que Bi Ribeiro teve outra participação marcante. Em 2003, o DJ Marcelinho da Lua lançou Tranquilo, álbum saudado por combinar programações eletrônicas, samplers e intervenções acústicas de modo harmônico. E uma dessas combinações foi a faixa-título do trabalho, um reggae com Black Alien cantando, Marcelinho da Lua comandando os beats e Bi com as notas esparsas do baixo. Deu tão certo que a canção atravessou barreiras: “Tranquilo” até fez parte da trilha sonora do game de futebol FIFA 06. E trouxe mais dois colaboradores ao universo dos Paralamas: Black Alien participou de Uns dias ao vivo, inserindo em “Assaltaram a gramática” o ragga “O filho pródigo”, que já estava em “Tranquilo”. Bi ainda fez baixo em duas músicas do disco de estreia de Black Alien, “Babylon By Gus”, nas faixas “América 21″ e “Como eu Te Quero” (nessa, ele até aparece no clipe; veja abaixo).

De lá para cá, sempre que a agenda dos Paralamas deixa, Bi Ribeiro dá vazão a sua maior paixão musical. Em 2013, num show em São Paulo para celebrar os 40 anos do dub, Bi participou junto das cantoras CéU e Anelis Assumpção e do cantor/compositor Lucas Santtana (que já até pintou aqui no site), além de Jorge du Peixe, vocalista da Nação Zumbi. Com Lucas, a colaboração foi mais longe: em 2014, Bi foi o baixista de “Partículas de amor”, música que o cantor lançou na internet logo no início do ano passado. Sem contar que o Reggae B ressuscita quando possível. Tanto para shows esporádicos, como para gravações: no ano passado, o grupo fez o arranjo para a versão que a cantora Rita Benneditto fez de “Extra” (Gilberto Gil).

A última do Bi é o 3B Rio, um trio inusitado e de peso formado por ele, B Negão e Bidu Cordeiro. O “grupo” deu as caras numa festa Ronca Ronca, no Rio, em 2014 (leia o texto imperdível de Mauricio Valladares e veja fotos aqui). Dizem que qualquer hora ela aparece de novo. Por tudo isso, não há como lembrar de Bi Ribeiro fora dos Paralamas sem pensar em reggae – sempre reggae.

 

Participação especial: João Barone

 

Preparamos uma nova série de posts aqui para o site.

Num longo trabalho de pesquisa, reunimos muitas participações que os 3 Paralamas fizeram em discos e shows de artistas brasileiros. Para iniciar a série escolhemos o nosso baterista, João Barone!

Confere só e veja com quanta gente bacana o João já tocou!
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Você gostava da novela A próxima vítima, exibida com sucesso pela TV Globo em 1995 – e reprisada recentemente? Lembra-se do tema de abertura – “Vítima”, de Rita Lee, gravada em 1985? Pois saiba que, ao ouvi-la, estava ouvindo uma das primeiras colaborações de João Barone com outros artistas. Atenta como sempre, Rita logo sacou que havia um baterista de destaque no meio daquela geração que tirava a cara de bandido dos roqueiros brasileiros. E Barone participou de três canções de Rita & Roberto, o disco de 1985 do casal: “Molambo souvenir” e “Não titia”, além da supracitada “Vítima”.

É só? Não mesmo. Também naquele ano de 1985, começava a relação fraternal que une Gilberto Gil aos Paralamas. E Barone beneficiou-se dela: nas gravações de Dia dorim Noite neon, álbum que Gil lançou naquele ano, o baterista atuou em “It’s good to be alive”. Só não foi daquela vez que a canção foi revelada: ela ficou de fora da versão final do álbum, e só veio à tona em 2002, como faixa-título de uma coletânea com demos e músicas inéditas, que fez parte de Palco, caixa lançada pela gravadora Warner com a obra de Gil na companhia.

Enfim, já naquele 1985, aos 23 anos de idade, a qualidade de João Barone era endossada por Rita Lee e Gilberto Gil. Mas não ficava por aí. Em 1986, o baterista ainda participou de duas faixas de Vida difícil, disco de Leo Jaime: “Briga” e “Prisioneiro do futuro”. No entanto, até poderia haver quem falasse que Herbert Vianna participara de todos esses discos que haviam tido Barone na ficha técnica. Ou seja, um membro dos Paralamas só participava de outros discos se houvesse um colega junto. Ou os dois. Até aconteceu. Mas é outra história…

Já em 1987, Barone continuou colocando suas batidas no trabalho de outros artistas. Em Sexo!, segundo álbum do Ultraje a Rigor, fez o solo de bateria que está no meio de “Maximilian Sheldon”. No ano seguinte, 1988, a prova de maturidade: junto do técnico de som Vitor Farias e do tecladista Fábio Fonseca, o baterista dos Paralamas foi um dos produtores de Ed Motta & Conexão Japeri, estreia discográfica do cantor/compositor/instrumentista. Mais: se você ouvir a versão original de “Manuel”, saiba que o baterista dela é JB – assim como em outras duas canções, “Seis da tarde” e “Caminhos (não é só o meu)”.

Em 1989, companheiros de geração chamaram Barone para colaborar. Enquanto gravava o disco Kid, o Kid Abelha perdeu o baterista Claudio Infante, considerado membro fixo do grupo na época. João foi convocado, e lá está a bateria dele em duas músicas, “A história única de todo amor” e “Cantar em inglês”. Ah, sim: como que diplomando-o em matéria de suingue, Barone tocou em Benjor, disco do mesmo ano em que Jorge assumia o novo sobrenome já no título. As batidas sacolejantes de “Pega ela de montão”, “Miss X” e “Mama África” tinham Barone nos tambores – fora “Homem de negócios”, que tem a participação de todos os Paralamas.

Em 1991, Barone esteve na gravação original de “Grávida”, um dos sucessos de Marina Lima, disco da homônima. No mesmo ano, ele ainda produziu o segundo disco solo de Supla. Só que seu projeto principal no início daquela década foi a Falange Moulin Rouge, banda organizada por Fausto Fawcett e Carlos Laufer para o projeto do disco/show Básico instinto (1993). Simultaneamente aos Paralamas, JB participou de alguns shows da Falange, que ainda tinha amigos de geração, como Dé Palmeira (baixo) e Dado Villa-Lobos (guitarra).

Em 1994, Vertigo, primeiro disco do período que Dinho Ouro-Preto passou fora do Capital Inicial, teve a bateria de Barone em três canções: “Freiras lésbicas assassinas do inferno”, “1+1” e “Noiaba Carlos”. No ano seguinte, uma ideia de um colega de bateria rendeu mais uma participação no currículo: após lembrar de quando tocaram juntos, com suas bandas, no Hollywood Rock de 1992, Charles Gavin, então nos Titãs, chamou JB, e ambos reproduziram a dobradinha em “Eu não vou dizer nada (além do que estou dizendo)”, de Domingo, disco que marcou a reativação dos Titãs após folga de um ano.

Encaminhando-se para o fim da década, João participou da gravação original de “Hoje eu quero sair só”, que Lenine lançou em O dia em que faremos contato, disco de 1997. Mais? Colocou o molejo típico do reggae em “Pare o crime”, versão que Arnaldo Antunes fizera para “Stop the crime” (Junior Murvin) e gravara para o disco Um som (1998). Nesse mesmo ano, Barone produziu com Tom Capone Raiva contra oba-oba, primeiro álbum do Los Djangos – grupo carioca que até apareceu neste site, na seção “Um brinde aos Paralamas”.

1999 foi ano de um projeto: como admirador eterno dos Beatles, Barone foi colaborador de primeira hora em Submarino verde e amarelo, produzindo o disco e tocando bateria no disco que tinha artistas brasileiros cantando coisas dos Fab Four. E em 2000 – tecnicamente, ainda é década de 1990, né? -, tocou em “Meu CEP é o seu”, de Entidade Urbana, disco de Fernanda Abreu que saiu naquele ano. Calma, que teve mais: no primeiro disco da cantora Kátia B(ronstein), também de 2000, Barone não tocou só bateria: mostrou os dotes de baixista! Foi em “Copo vazio”, parceria com Dé Palmeira.

Aí, 2001. O acidente de Herbert assustou todo mundo. Mas o show tinha de continuar. E tocar era a melhor forma de tirar as preocupações da cabeça por um tempo. Primeiro, João esteve em “Eu só sei amar assim”, canção de Herbert que Zizi Possi gravou em Bossa, também daquele ano. Depois, JB teve sua primeira experiência como cantor: num tributo a John Lennon, lançado naquele ano pelo selo Geleia Geral, pôs uma voz distorcida em “Tomorrow never knows”. E Amor pra recomeçar, o primeiro disco solo de Roberto Frejat, ainda teve Barone na bateria, em “Som e fúria”, “Homem não chora” e “Voltar pra te buscar”.

Finalmente, ainda em 2001, eis que justamente a primeira artista a dar chances a Barone lhe ajudou num momento difícil: Rita Lee não só teve o baterista participando em Aqui, ali, em qualquer lugar, tributo aos Beatles lançado por ela naquele ano, como o chamou para participar da banda montada para a turnê daquele disco, Yê yê yê de bamba. A gratidão é tanta que, anos depois, num programa de tevê, perguntado sobre alguém para quem jogaria a baqueta ao fim de um show, JB não pestanejou: “Rita Lee, que é a rainha do rock nacional. Aliás, para ela eu não jogo a baqueta. Vou a ela, me ajoelho como bom súdito, e lhe dou a baqueta”.

Óbvio, com o retorno dos Paralamas à estrada, Barone deixou a banda de Rita Lee e voltou a ter os velhos amigos ao lado. O que não quer dizer que as colaborações pararam. Em 2003, ele pintou de novo na ficha técnica de Kátia B: no segundo álbum da cantora, Só deixo meu coração na mão de quem pode, foi o baterista de “Último a saber”, além de tocar caixa com vassourinha e os pratos em “One more shot”. Por sinal, um dos autores de “One more shot”, Dé Palmeira, é parceiro de Barone no projeto paralelo mais “regular” que ele tem. É o The Silvas. Montada inicialmente em 2000, para um baile de debutantes, a banda cresceu, fez uns shows pequenos… e até hoje, quando as agendas permitem, Barone, (baixo), Liminha (guitarra) e Toni Platão (vocal) se reúnem para tocar surf music por aí.

Mas voltemos, que a história já está terminando. Em 2007, mais um parceiro foi acrescido ao currículo. Num disco dedicado a encontros, Parceria dos viajantes, Zé Ramalho teve Barone em cinco faixas (“O rei do rock”, “Montarias sensuais”, “Do muito e do pouco”, “Procurando a estrela” e “Farol dos mundos”), dando o pontapé inicial na parceria consolidada em “Mormaço”, gravada pelos Paralamas em Brasil Afora. Por sinal, em 2009, mesmo ano de lançamento deste Brasil Afora, o baterista ainda participou de “Celebridade”, faixa de Rock’n’roll, álbum de Erasmo Carlos.

No ano passado, Barone colaborou bastante em shows. No projeto BB Covers, organizado pelo Banco do Brasil, foi ele o baterista de uma superbanda que interpretava Beatles, com Leoni, Toni Platão, Liminha e Dado Villa-Lobos – novamente com Barone cantando, em “Octopus’s Garden”. No show para celebrar os seus dez anos, a banda Scracho ainda teve a baterista Débora “Dedé” Teicher podendo ir para a frente do palco e cantar, já que Barone se responsabilizou pelas baquetas em “Cuida de mim”. Já no fim de 2014, mais uma gravação: a bateria de “Ohayou”, faixa de Transbordada, o mais recente disco de Paula Toller. E neste 2015 que termina, a participação na versão “renovada” de “Exagerado” (Cazuza), com Liminha, Kassin e Dado Villa-Lobos.

Por enquanto, é isso. Por enquanto, já que Barone aproveita bem as chances que lhe dão. Como aproveitou aquelas chances dadas por Rita Lee e Gilberto Gil, em 1985.